OS "DECENTES"
Espanta-me o que se diz fazer-se nas escolas em Marte.
- É a venda de lixo alimentar, por exemplo máquinas de coca cola.
- É o desconhecimento do que é uma falta ( "ausência durante a totalidade ou parte do período diário de presença obrigatória no estabelecimento de educação ou de ensino...")
- É a "aderência" às greves, apresentando no dia seguinte justificação da falta por conta do período de férias;
- É a colaboração dos pais que não levam os alunos à escola nos dias da greve ou será que os professores disseram no dia anterior que iriam contribuir para que a "aderência" à greve fosse maior;
- É o (des)amor pelas plantas que como se sabe custam os olhos da cara, deixando-as morrer à míngua de água ou enfiando pontas de cigarros;
Enfim, fiquemos por aqui. Felizmente tudo isto passa-se em Marte e não na nossa ilha em escolas do Setentrião ou viradas para as Formigas.
sexta-feira, janeiro 30, 2004
segunda-feira, janeiro 26, 2004
INCINERAÇÃO VERSUS POLITICA DOS TRÊS Rs OU LIXO ZERO
RAZÕES PELA SEGUNDA OPÇÃO
1- RECORDANDO UMA TOMADA DE POSIÇÃO DE JUNHO DE 1994
“Todos sabemos que um dos mais graves problemas ambientais que a sociedade açoriana enfrenta é, sem dúvida, o dos resíduos. É cada vez mais frequente encontrar montanhas de lixo nos locais mais inesperados e desadequados. O problema, parece-nos, é tanto cultural como institucional. Se é verdade que muito do lixo que cobre vastas áreas costeiras e interiores das nossas ilhas foi para ali, indiscriminadamente, depositado por particularidades, também é verdade que a gestão do serviço público de recolha e destino final de resíduos deixa muito a desejar. Basta ver onde e como são muitas das lixeiras ou vazadouros municipais actuais, basta ver as limitações dos serviços de recolha, em particular de resíduos especiais, os quais, por vezes, nem sequer mesmo existem”.
Se é verdade que as chamadas lixeiras municipais têm os dias contados, não é menos verdade que a quantidade de lixos espalhados por toda a parte não tem parado de aumentar. Para evitar as situações referidas naquela altura, recordando propostas anteriores, a associação Amigos dos Açores considerava urgente que:
1- a região fizesse aprovar legislação sobre a gestão de resíduos, complementando-a dos indispensáveis meios que permitam a sua aplicação clara e impiedosa, com particular realce para as elevadas penalizações sobre deposições indiscriminadas de resíduos por particulares;
2- se promovessem campanhas de sensibilização das populações para a necessidade delas próprias gerirem mais convenientemente os seus resíduos, quer evitando ao máximo a existência dos mais problemáticos, quer procedendo à respectiva selecção por tipos, para facilitar o seu futuro tratamento.
3- houvesse incentivo à reutilização e à reciclagem dos resíduos, a exemplo da tendência actual na maioria dos países desenvolvidos.
Ande-se pela ilha e verificar-se-á que a situação não se alterou muito e o que foi feito para incentivar a redução, a reutilização e a reciclagem. Criminosamente quase nada, porquê, incompetência ou estavam à espera da milagrosa incineradora?
2- O MITO DA CRIAÇÃO DE EMPREGOS
A incineração cria menos empregos do que um sistema de compostagem e reciclagem. De acordo com Silva (2002), por cada emprego criado por uma incineradora se o investimento fosse na área da reciclagem poder-se-iam criar até 15 empregos, podendo esta proporção ser ainda maior, dependente da quantidade de resíduos tratados.
Porque razão continuam a acenar com a cenoura dos empregos criados pela incineração? Má fé?
3- A FRAUDE DA ELECTRICIDADE VERDE E DA INCINERAÇÃO COMO PRODUTORA DE ENERGIA
Conhecida como produtora de Energia, visto poder produzir electricidade, uma análise detalhada do ciclo de actividade revela que as incineradoras gastam mais energia do que produzem. Isto é, com a reciclagem dos materiais queimados poupar-se-ia mais energia do que a que é libertada pela queima dos mesmos.
Além disso, a electricidade gerada pelas incineradoras não pode ser considerada electricidade "verde", pois muitos dos resíduos queimados são plásticos derivados do petróleo.
Por último, derivado do cumprimento do protocolo de Quioto, as incineradoras vão ter de pagar uma taxa sobre as emissões de CO2 produzidas, cujo valor é bastante elevado.
Porque razão apareceu um responsável do projecto a falar, na RTP- Açores, em electricidade verde? Apenas publicidade fraudulenta ou por não saber que a verdadeira electricidade verde é aquela que não é (mal) consumida?
4- A MENTIRA DA INOCUIDADE DO PROCESSO PARA A SAÚDE
Os operadores das incineradoras afirmam várias vezes que as emissões estão sob controle, mas as evidências indicam que este não é o caso. São inúmeros os exemplos que seria fastidioso enumerá-los.
As dioxinas são os principais poluentes associados às incineradoras. Estas são os causadoras de uma grande variedade de problemas de saúde que incluem o cancro, danos no sistema imunitário, problemas reprodutivos e de desenvolvimento. Esta tecnologia é a principal fonte de dioxinas a nível mundial.
As incineradoras são a maior fonte de poluição por mercúrio, sendo a sua contaminação de vasto alcance, prejudicando tanto as funções motoras, sensoriais como cognitivas. São também uma fonte significativa de poluição por metais pesados tais como o chumbo, cádmio, arsénico, crómio e berílio.
Outros poluentes que causam preocupação incluem hidrocarbonetos halogénicos, gases ácidos, que são percursores da chuva ácida; partículas que prejudicam as funções pulmonares e gases que provocam o efeito de estufa. Contudo, a caracterização das descargas de poluentes das incineradoras ainda está incompleta; existem nas emissões gasosas e nas cinzas muitos componentes não identificados.
De acordo com relatórios do Greenpeace e do Centro Nacional de Informação Independente sobre os Resíduos (CNIID), o facto de viver próximo das incineradoras ou de trabalhar nelas está associado a um conjunto vasto de efeitos sobre a saúde que inclui o cancro, problemas respiratórios, doenças do coração, efeitos no sistema imunitário, incremento de alergias, perda de fertilidade, malformações congénitas, etc.
Então, os proponentes não sabem disto? Ou sabem e escondem ou acreditam cegamente que as tecnologias são capazes de resolver tudo. Estou convicto que apenas se preocupam com o imediato, mais ou menos o período que medeia dois actos eleitorais.
5- DEVEMOS CONFIAR NA MONITORIZAÇÃO E NO GUARDA CHUVA DA COMUNIDADE EUROPEIA
O secretismo e a falta de transparência em todo o processo que irá conduzir (?) à incineração dos resíduos da ilha de São Miguel, com o esconder a opção de incinerar os resíduos aos representantes aos ONGAS, o não disponibilizar os estudos à Quercus, leva-me a por em causa a futura gestão deste projecto. Se até aqui o processo não foi conduzido com transparência, que garantias teremos que o será no futuro?
Tão grave ou mais grave ainda é o facto, como denuncia o Greenpeace, da Directiva da União Europeia sobre incineração não nos servir de apoio já que não tem em conta o impacto na saúde humana. Com efeito, os limites de emissão permitidos baseiam-se nos valores mínimos que se considera que a tecnologia pode conseguir e não naqueles que são realmente seguros para a nossa saúde.
Por que razão os representantes das ONGAS deixaram de ser convocados para as reuniões de uma Comissão Criada pela AMISM? Por que razão nas reuniões nunca foi abordada a questão da incineração? Por que não foram as ONGAS convidadas a acompanhar o Estudo de Impacto Ambiental?
6- O NÃO MENOS IMPORTANTE CUSTO DA INCINERADORA
As incineradoras são de longe a abordagem mais dispendiosa para a gestão dos resíduos. A incineração é muito mais cara que a compostagem + reciclagem. Além disso, a taxa de comparticipação dos fundos europeus no investimento em instalações de compostagem e reciclagem é de 75%, enquanto para as incineradoras pode quanto muito chegar aos 25%.
Assim sendo, que razões levam à escolha de uma opção que nem do ponto de vista dos euros é a mais vantajosa? Razões que a razão desconhece? Ou outros negócios de milhões?
7- INCINERAÇÃO, NÃO OBRIGADO!
1- Numa altura em que em alguns países, como o Canadá, a Nova Zelândia, a Dinamarca e os Estados Unidos da América, está-se a implementar a chamada política do Lixo Zero- uma nova abordagem do problemas dos resíduos, que pretende fazer com que a sua produção se aproxime do zero, tornando os aterros e as (cobiçadas?) incineradoras quase dispensáveis, implementando mudanças nos sistemas de produção e distribuição, evitando-se a criação de lixos na origem e mantendo os materiais em circulação permanente- a única solução que defendo é a criação de um sistema integrado de tratamento de resíduos que inclua a redução, a reutilização e a reciclagem.
2- Face ao exposto, e tendo em conta ainda o facto de todo o processo estar viciado já que não foram estudadas, à partida, outras alternativas mais favoráveis ao ambiente, à saúde das pessoas e à própria economia da ilha, acho que a única posição a tomar é a de me opor radicalmente à solução proposta pela AMISM.
3- Depois de mas de vinte anos a pugnar por uma sociedade mais justa, limpa e pacífica, não posso embarcar em falsos “realismos”, não posso ceder a chantagens do tipo “antes incineração do que a situação actual”. Seria renegar o meu passado e trair a minha consciência.
4- Não quero alinhar pelo rebanho, prefiro caminhar só. Não receio ser apodado de utópico ou mesmo de fundamentalista. Como dizia Manuel Gomes Guerreiro, referindo-se aos ecologistas: “a história lhes dará razão e lhes agradecerá”.
5- Estou convencido que a incineração será o amianto do século XXI
BIBLIOGRAFIA
GREENPEACE, (2003), Incineración de Residuos, Razones para un NO, www.greenpeace.org.
Silva, M., (2002), “Falaremos de lixos numa área metropolitana”, Ar Livre, nº 12, pp: 37- 40
TANGRI, N., (2003), A Incineração de resíduos, uma tecnologia a desaparecer, www.no-burn.org
RAZÕES PELA SEGUNDA OPÇÃO
1- RECORDANDO UMA TOMADA DE POSIÇÃO DE JUNHO DE 1994
“Todos sabemos que um dos mais graves problemas ambientais que a sociedade açoriana enfrenta é, sem dúvida, o dos resíduos. É cada vez mais frequente encontrar montanhas de lixo nos locais mais inesperados e desadequados. O problema, parece-nos, é tanto cultural como institucional. Se é verdade que muito do lixo que cobre vastas áreas costeiras e interiores das nossas ilhas foi para ali, indiscriminadamente, depositado por particularidades, também é verdade que a gestão do serviço público de recolha e destino final de resíduos deixa muito a desejar. Basta ver onde e como são muitas das lixeiras ou vazadouros municipais actuais, basta ver as limitações dos serviços de recolha, em particular de resíduos especiais, os quais, por vezes, nem sequer mesmo existem”.
Se é verdade que as chamadas lixeiras municipais têm os dias contados, não é menos verdade que a quantidade de lixos espalhados por toda a parte não tem parado de aumentar. Para evitar as situações referidas naquela altura, recordando propostas anteriores, a associação Amigos dos Açores considerava urgente que:
1- a região fizesse aprovar legislação sobre a gestão de resíduos, complementando-a dos indispensáveis meios que permitam a sua aplicação clara e impiedosa, com particular realce para as elevadas penalizações sobre deposições indiscriminadas de resíduos por particulares;
2- se promovessem campanhas de sensibilização das populações para a necessidade delas próprias gerirem mais convenientemente os seus resíduos, quer evitando ao máximo a existência dos mais problemáticos, quer procedendo à respectiva selecção por tipos, para facilitar o seu futuro tratamento.
3- houvesse incentivo à reutilização e à reciclagem dos resíduos, a exemplo da tendência actual na maioria dos países desenvolvidos.
Ande-se pela ilha e verificar-se-á que a situação não se alterou muito e o que foi feito para incentivar a redução, a reutilização e a reciclagem. Criminosamente quase nada, porquê, incompetência ou estavam à espera da milagrosa incineradora?
2- O MITO DA CRIAÇÃO DE EMPREGOS
A incineração cria menos empregos do que um sistema de compostagem e reciclagem. De acordo com Silva (2002), por cada emprego criado por uma incineradora se o investimento fosse na área da reciclagem poder-se-iam criar até 15 empregos, podendo esta proporção ser ainda maior, dependente da quantidade de resíduos tratados.
Porque razão continuam a acenar com a cenoura dos empregos criados pela incineração? Má fé?
3- A FRAUDE DA ELECTRICIDADE VERDE E DA INCINERAÇÃO COMO PRODUTORA DE ENERGIA
Conhecida como produtora de Energia, visto poder produzir electricidade, uma análise detalhada do ciclo de actividade revela que as incineradoras gastam mais energia do que produzem. Isto é, com a reciclagem dos materiais queimados poupar-se-ia mais energia do que a que é libertada pela queima dos mesmos.
Além disso, a electricidade gerada pelas incineradoras não pode ser considerada electricidade "verde", pois muitos dos resíduos queimados são plásticos derivados do petróleo.
Por último, derivado do cumprimento do protocolo de Quioto, as incineradoras vão ter de pagar uma taxa sobre as emissões de CO2 produzidas, cujo valor é bastante elevado.
Porque razão apareceu um responsável do projecto a falar, na RTP- Açores, em electricidade verde? Apenas publicidade fraudulenta ou por não saber que a verdadeira electricidade verde é aquela que não é (mal) consumida?
4- A MENTIRA DA INOCUIDADE DO PROCESSO PARA A SAÚDE
Os operadores das incineradoras afirmam várias vezes que as emissões estão sob controle, mas as evidências indicam que este não é o caso. São inúmeros os exemplos que seria fastidioso enumerá-los.
As dioxinas são os principais poluentes associados às incineradoras. Estas são os causadoras de uma grande variedade de problemas de saúde que incluem o cancro, danos no sistema imunitário, problemas reprodutivos e de desenvolvimento. Esta tecnologia é a principal fonte de dioxinas a nível mundial.
As incineradoras são a maior fonte de poluição por mercúrio, sendo a sua contaminação de vasto alcance, prejudicando tanto as funções motoras, sensoriais como cognitivas. São também uma fonte significativa de poluição por metais pesados tais como o chumbo, cádmio, arsénico, crómio e berílio.
Outros poluentes que causam preocupação incluem hidrocarbonetos halogénicos, gases ácidos, que são percursores da chuva ácida; partículas que prejudicam as funções pulmonares e gases que provocam o efeito de estufa. Contudo, a caracterização das descargas de poluentes das incineradoras ainda está incompleta; existem nas emissões gasosas e nas cinzas muitos componentes não identificados.
De acordo com relatórios do Greenpeace e do Centro Nacional de Informação Independente sobre os Resíduos (CNIID), o facto de viver próximo das incineradoras ou de trabalhar nelas está associado a um conjunto vasto de efeitos sobre a saúde que inclui o cancro, problemas respiratórios, doenças do coração, efeitos no sistema imunitário, incremento de alergias, perda de fertilidade, malformações congénitas, etc.
Então, os proponentes não sabem disto? Ou sabem e escondem ou acreditam cegamente que as tecnologias são capazes de resolver tudo. Estou convicto que apenas se preocupam com o imediato, mais ou menos o período que medeia dois actos eleitorais.
5- DEVEMOS CONFIAR NA MONITORIZAÇÃO E NO GUARDA CHUVA DA COMUNIDADE EUROPEIA
O secretismo e a falta de transparência em todo o processo que irá conduzir (?) à incineração dos resíduos da ilha de São Miguel, com o esconder a opção de incinerar os resíduos aos representantes aos ONGAS, o não disponibilizar os estudos à Quercus, leva-me a por em causa a futura gestão deste projecto. Se até aqui o processo não foi conduzido com transparência, que garantias teremos que o será no futuro?
Tão grave ou mais grave ainda é o facto, como denuncia o Greenpeace, da Directiva da União Europeia sobre incineração não nos servir de apoio já que não tem em conta o impacto na saúde humana. Com efeito, os limites de emissão permitidos baseiam-se nos valores mínimos que se considera que a tecnologia pode conseguir e não naqueles que são realmente seguros para a nossa saúde.
Por que razão os representantes das ONGAS deixaram de ser convocados para as reuniões de uma Comissão Criada pela AMISM? Por que razão nas reuniões nunca foi abordada a questão da incineração? Por que não foram as ONGAS convidadas a acompanhar o Estudo de Impacto Ambiental?
6- O NÃO MENOS IMPORTANTE CUSTO DA INCINERADORA
As incineradoras são de longe a abordagem mais dispendiosa para a gestão dos resíduos. A incineração é muito mais cara que a compostagem + reciclagem. Além disso, a taxa de comparticipação dos fundos europeus no investimento em instalações de compostagem e reciclagem é de 75%, enquanto para as incineradoras pode quanto muito chegar aos 25%.
Assim sendo, que razões levam à escolha de uma opção que nem do ponto de vista dos euros é a mais vantajosa? Razões que a razão desconhece? Ou outros negócios de milhões?
7- INCINERAÇÃO, NÃO OBRIGADO!
1- Numa altura em que em alguns países, como o Canadá, a Nova Zelândia, a Dinamarca e os Estados Unidos da América, está-se a implementar a chamada política do Lixo Zero- uma nova abordagem do problemas dos resíduos, que pretende fazer com que a sua produção se aproxime do zero, tornando os aterros e as (cobiçadas?) incineradoras quase dispensáveis, implementando mudanças nos sistemas de produção e distribuição, evitando-se a criação de lixos na origem e mantendo os materiais em circulação permanente- a única solução que defendo é a criação de um sistema integrado de tratamento de resíduos que inclua a redução, a reutilização e a reciclagem.
2- Face ao exposto, e tendo em conta ainda o facto de todo o processo estar viciado já que não foram estudadas, à partida, outras alternativas mais favoráveis ao ambiente, à saúde das pessoas e à própria economia da ilha, acho que a única posição a tomar é a de me opor radicalmente à solução proposta pela AMISM.
3- Depois de mas de vinte anos a pugnar por uma sociedade mais justa, limpa e pacífica, não posso embarcar em falsos “realismos”, não posso ceder a chantagens do tipo “antes incineração do que a situação actual”. Seria renegar o meu passado e trair a minha consciência.
4- Não quero alinhar pelo rebanho, prefiro caminhar só. Não receio ser apodado de utópico ou mesmo de fundamentalista. Como dizia Manuel Gomes Guerreiro, referindo-se aos ecologistas: “a história lhes dará razão e lhes agradecerá”.
5- Estou convencido que a incineração será o amianto do século XXI
BIBLIOGRAFIA
GREENPEACE, (2003), Incineración de Residuos, Razones para un NO, www.greenpeace.org.
Silva, M., (2002), “Falaremos de lixos numa área metropolitana”, Ar Livre, nº 12, pp: 37- 40
TANGRI, N., (2003), A Incineração de resíduos, uma tecnologia a desaparecer, www.no-burn.org
sábado, janeiro 24, 2004
Assim Vão as Nossas Escolas
Região Autónoma da Macarronésia
Escola EB 3/S Mas Pouco
Despacho
Atendendo a que, acima de qualquer dever profissional, em qualquer serviço público, nomeadamente nas escolas, deve prevalecer a satisfação pessoal dos funcionários, cumpre-me decidir o seguinte:
1- Qualquer funcionário, no acto de entrada ao serviço, pode picar o ponto e imediatamente ausentar-se da escola, desde que regresse a tempo de o picar na sua hora de saída;
2- Qualquer funcionário, nomeadamente os que exercem funções de chefia, está autorizado a abandonar o seu posto de trabalho e deslocar-se ao café da esquina, desde que não goste do café servido nos bares;
3- Os funcionários que exercem funções de chefia poderão, durante o tempo de serviço, deslocar-se ao café da esquina ou à taberna mais próxima para consumir bebidas alcoólicas, em virtude das ainda não estarem a ser servidas nos bares da escola;
4- Sempre que estejam com o estômago a roer, é permitido aos funcionários dos bares e aos seus superiores hierárquicos, ao mesmo tempo que servem os alunos e os professores, dar umas dentadas nos papos secos.
A partir desta data, o Conselho Executivo passará a dedicar algum tempo a acompanhar a implementação deste despacho, passando o seu horário a ser de 15 horas semanais, em vez das quatro que até ao presente estava a cumprir.
O Conselho Executivo irá celebrar um contrato de avença com um técnico superior em trabalho a fim de acompanhar todo o processo.
Escola Mas Pouco, Janeiro de 2004
O(a) Chefe do Conselho Paralizado
Região Autónoma da Macarronésia
Escola EB 3/S Mas Pouco
Despacho
Atendendo a que, acima de qualquer dever profissional, em qualquer serviço público, nomeadamente nas escolas, deve prevalecer a satisfação pessoal dos funcionários, cumpre-me decidir o seguinte:
1- Qualquer funcionário, no acto de entrada ao serviço, pode picar o ponto e imediatamente ausentar-se da escola, desde que regresse a tempo de o picar na sua hora de saída;
2- Qualquer funcionário, nomeadamente os que exercem funções de chefia, está autorizado a abandonar o seu posto de trabalho e deslocar-se ao café da esquina, desde que não goste do café servido nos bares;
3- Os funcionários que exercem funções de chefia poderão, durante o tempo de serviço, deslocar-se ao café da esquina ou à taberna mais próxima para consumir bebidas alcoólicas, em virtude das ainda não estarem a ser servidas nos bares da escola;
4- Sempre que estejam com o estômago a roer, é permitido aos funcionários dos bares e aos seus superiores hierárquicos, ao mesmo tempo que servem os alunos e os professores, dar umas dentadas nos papos secos.
A partir desta data, o Conselho Executivo passará a dedicar algum tempo a acompanhar a implementação deste despacho, passando o seu horário a ser de 15 horas semanais, em vez das quatro que até ao presente estava a cumprir.
O Conselho Executivo irá celebrar um contrato de avença com um técnico superior em trabalho a fim de acompanhar todo o processo.
Escola Mas Pouco, Janeiro de 2004
O(a) Chefe do Conselho Paralizado
quarta-feira, janeiro 21, 2004
OS PORTUGUESES FACE AO AMBIENTE
"Musa excelente e demais luzidas divindades, é justo arguir que eles não guardam arames entre as ramagens das árvores, não deixam sacos de adubo ao vento, não abandonam velhas máquinas e engrenagens na charneca, não largam entulhos nas carreteiras, não matam abertardas e outras aves protegidas, não envenenam faunas predadoras, não cortam chaparros para lenha, não plantam eucaliptos e mimosas, não ateiam queimadas em Agosto, não atiram para o chão cascas de melancia, não se esquivam dos impostos, não intrujam nos negócios e, de uma forma geral, separam os lixos, isolam as pilhas, ensacam o conjunto e, com regularidade, acabam por deixar tudo no contentor camarário mais próximo, que está, de ordinário, a abarrotar de maus cheiros e a nutrir triliões de moscas, moscardos e vespas", in Fantasia para Dois Coronéis e Uma Piscina, Mário de Carvalho, Caminho, pg.20
"Musa excelente e demais luzidas divindades, é justo arguir que eles não guardam arames entre as ramagens das árvores, não deixam sacos de adubo ao vento, não abandonam velhas máquinas e engrenagens na charneca, não largam entulhos nas carreteiras, não matam abertardas e outras aves protegidas, não envenenam faunas predadoras, não cortam chaparros para lenha, não plantam eucaliptos e mimosas, não ateiam queimadas em Agosto, não atiram para o chão cascas de melancia, não se esquivam dos impostos, não intrujam nos negócios e, de uma forma geral, separam os lixos, isolam as pilhas, ensacam o conjunto e, com regularidade, acabam por deixar tudo no contentor camarário mais próximo, que está, de ordinário, a abarrotar de maus cheiros e a nutrir triliões de moscas, moscardos e vespas", in Fantasia para Dois Coronéis e Uma Piscina, Mário de Carvalho, Caminho, pg.20
domingo, janeiro 18, 2004
A CULPA É DOS PROFESSORES
O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, a propósito dos alegados casos de pedofilia que parece grassarem no seu concelho dizia,recentemente, a um canal televisivo que a culpa era, primeiro, dos pais, em segundo lugar, da escola e por último, muito a custo, que "todos nós falhámos".
Não posso estar de acordo. Nunca me manifestei acerca da composição das listas do PS para os órgãos autárquicos daquele concelho. Nem tinha que ter sido chamado a tal.
Será que a bota tem algo a ver com a perdigota?
O presidente da Câmara Municipal da Lagoa, a propósito dos alegados casos de pedofilia que parece grassarem no seu concelho dizia,recentemente, a um canal televisivo que a culpa era, primeiro, dos pais, em segundo lugar, da escola e por último, muito a custo, que "todos nós falhámos".
Não posso estar de acordo. Nunca me manifestei acerca da composição das listas do PS para os órgãos autárquicos daquele concelho. Nem tinha que ter sido chamado a tal.
Será que a bota tem algo a ver com a perdigota?
domingo, janeiro 04, 2004
INCINERAÇÃO, NÃO OBRIGADO!
Tinha jurado a pés juntos não emitir qualquer opinião acerca do estudo de impacte ambiental da Ampliação do Sistema de Tratamento de Resíduos da Ilha de S. Miguel, ou melhor construção de uma Incineradora. Contudo, ao ter acesso, através de uma Junta de Freguesia*, ao relatório não técnico achei por bem dar o dito por não dito.
Em primeiro lugar, considero que as discussões públicas (ou privadas) dos estudos de impacte ambiental apenas servem para cumprir formalidades legais, já que parece que as decisões são tomadas à partida.
Em segundo lugar, os resumos não técnicos parece que são escritos para atrasados mentais, são tão resumidos que nada dizem ou esclarecem. Teria muito gosto que fizessem uma leitura comparativa de dois relatórios não técnicos de projectos completamente diferentes. Facilmente chegarão à conclusão que, no geral, dizem a mesma coisa, isto é, não haverá qualquer problema, os impactes negativos serão apenas durante o período das obras, depois de concluídas estas, tudo será uma maravilha e que com a implementação do proposto haverá criação de muitos postos de trabalho, esquecendo-se de que as mortes nas estradas também criam postos de trabalho e que eventuais alternativas poderiam criar muitos mais.
No que respeita à gestão dos resíduos sólidos urbanos, penso que a questão está errada à partida. Antes de se ter decidido pela queima dos resíduos deveria ter-se estudado os prós e os contras das diversas alternativas possíveis, incluindo a incineração, claro!
Do meu ponto de vista, a solução encontrada foi a mais “fácil” pois não implica a participação do cidadão na gestão dos resíduos, está intimamente ligada ao fomento do consumismo e do desperdício e, pior, inviabiliza a aplicação de princípios universais, como é o dos três Rs : Reduzir, reutilizar e reciclar.
Pois alevá, dos ambientalistas e consumistas neoliberais ou socialistas**, e outros, que temos nas autarquias e não só, não se esperava outra coisa.
Bem, como o arrasoado já vai longo, vou fazer uma breve referência, não se esqueçam que isto é um parecer não técnico e de borla, ao que vem escrito no dito cujo documento.
Na pág. 14 diz-se que há poupança de combustíveis fósseis. A este propósito poderia enumerar n documentos que dizem o contrário. Aqui vai uma citação para o caso espanhol:
“ La incineración, es un derroche de energía. Así, el reciclaje de las 14.424.430 toneladas de RSU generadas en España produciría un ahorro de energía 3,95 veces superior a la que se obtendría mediante su incineración. Esta energía ahorrable equivale a la contenida en 9.929.142 toneladas de carbón, cantidad superior a todo el consumo de carbón de importación de las centrales térmicas españolas. Es decir, que reciclando en vez de incinerando los RSU españoles se podrían cerrar las tres centrales térmicas de carbón de importación: Carboneras (Almería), Los Barrios (Cádiz) y Pasajes (Guipuzcoa), dejar de quemar carbón de importación en todas las demás centrales térmicas y todavía podríamos cerrar otra central térmica de carbón nacional, como la de Soto de Ribera (Asturias).
Ainda no que diz respeito à questão da energia, seria interessante saber, primeiro se a que será produzida é necessária ou não, e, em segundo lugar se vai ou não inviabilizar outros investimentos em energias renováveis. Além disso, importa também esclarecer que o melhor (mais verde!) kwh não é o mais renovável, mas sim o que não é consumido! (mal consumido, claro!)
Na pág. 18, diz-se que os riscos para a saúde são muito reduzidos. Para não perder tempo, e voltando à mesma fonte, podemos concluir que nem sempre é assim. Senão vejamos:
“La incineración de RSU es una fuente importante de contaminación ambiental, a través de las emisiones tóxicas al aire, y de las cenizas, también tóxicas, que se producen durante el proceso y que tienen que depositarse en un vertedero de seguridad. Este sistema no elimina, por tanto, la necesidad de vertederos.
El sometimiento a la normativa comunitaria, nacional y autonómica no garantiza la protección del medio ambiente y la salud pública, pues no contempla el riesgo de acumulación y magnificación de los niveles de dioxinas y metales pesados en la cadena alimentaria, estando el ser humano al final de la misma.”
Ainda relativamente a questões de saúde aqui ficam alguns exemplos:
· España, Niveles elevados de tioéteres en orina, un biomarcador de exposición a tóxicos, en niños que viven cerca de una planta incineradora de RSU (residuos sólidos urbanos).
· Finlandia, Proporción elevada de mercurio en el cabello de las personas que viven cerca de una incineradora de residuos tóxicos y peligrosos.
· Alemania, Niveles elevados de ciertos PCBs en la sangre de niños que viven cerca de una incineradora de residuos tóxicos y peligrosos.
· Japón, Incremento significativo de los niveles de dioxinas en tejidos corporales de personas que viven cerca de la incineradora de RSU.
· Estados Unidos, Aumento de los síntomas respiratorios como: enfermedades pulmonares, dificultad en la respiración, tos persistente y bronquitis, en personas que viven cerca de una incineradora de residuos tóxicos y peligrosos.
· Reino Unido, Incremento de dos veces la probabilidad de mortalidad por cáncer infantil en un estudio realizado a personas que viven cerca de 70 incineradoras de RSU y 307 incineradoras de residuos hospitalarios.
· Suecia, Incremento de 3.5 veces la probabilidad de mortalidad por cáncer de pulmón en trabajadores de una incineradora de RSU.
· Italia, Incremento de 2.79 veces la mortalidad por cáncer de estómago en trabajadores de una incineradora de RSU.
* Tanto quanto me é dado saber, as Ongas, Organizações não Governamentais de Ambiente não tiveram acesso ao documento, nem lhes foi solicitado qualquer parecer. À AMISM basta-lhe que sirvam de jarra numa Comissão que criou, mas que deixou de reunir quando a incineração passou a ser a solução milagrosa para a questão dos resíduos sólidos urbanos.
** A propósito destes, diz-se que andam preocupados com a previsível subida da direita extrema ao poder, no próximo mês de Outubro. Coitados, não foram eles que puseram indivíduos da dita cuja no poder, em empresas públicas e não só.
Quantos reciclados estão, hoje, tachados? E quantos já voltaram aos alfaiates?
Tinha jurado a pés juntos não emitir qualquer opinião acerca do estudo de impacte ambiental da Ampliação do Sistema de Tratamento de Resíduos da Ilha de S. Miguel, ou melhor construção de uma Incineradora. Contudo, ao ter acesso, através de uma Junta de Freguesia*, ao relatório não técnico achei por bem dar o dito por não dito.
Em primeiro lugar, considero que as discussões públicas (ou privadas) dos estudos de impacte ambiental apenas servem para cumprir formalidades legais, já que parece que as decisões são tomadas à partida.
Em segundo lugar, os resumos não técnicos parece que são escritos para atrasados mentais, são tão resumidos que nada dizem ou esclarecem. Teria muito gosto que fizessem uma leitura comparativa de dois relatórios não técnicos de projectos completamente diferentes. Facilmente chegarão à conclusão que, no geral, dizem a mesma coisa, isto é, não haverá qualquer problema, os impactes negativos serão apenas durante o período das obras, depois de concluídas estas, tudo será uma maravilha e que com a implementação do proposto haverá criação de muitos postos de trabalho, esquecendo-se de que as mortes nas estradas também criam postos de trabalho e que eventuais alternativas poderiam criar muitos mais.
No que respeita à gestão dos resíduos sólidos urbanos, penso que a questão está errada à partida. Antes de se ter decidido pela queima dos resíduos deveria ter-se estudado os prós e os contras das diversas alternativas possíveis, incluindo a incineração, claro!
Do meu ponto de vista, a solução encontrada foi a mais “fácil” pois não implica a participação do cidadão na gestão dos resíduos, está intimamente ligada ao fomento do consumismo e do desperdício e, pior, inviabiliza a aplicação de princípios universais, como é o dos três Rs : Reduzir, reutilizar e reciclar.
Pois alevá, dos ambientalistas e consumistas neoliberais ou socialistas**, e outros, que temos nas autarquias e não só, não se esperava outra coisa.
Bem, como o arrasoado já vai longo, vou fazer uma breve referência, não se esqueçam que isto é um parecer não técnico e de borla, ao que vem escrito no dito cujo documento.
Na pág. 14 diz-se que há poupança de combustíveis fósseis. A este propósito poderia enumerar n documentos que dizem o contrário. Aqui vai uma citação para o caso espanhol:
“ La incineración, es un derroche de energía. Así, el reciclaje de las 14.424.430 toneladas de RSU generadas en España produciría un ahorro de energía 3,95 veces superior a la que se obtendría mediante su incineración. Esta energía ahorrable equivale a la contenida en 9.929.142 toneladas de carbón, cantidad superior a todo el consumo de carbón de importación de las centrales térmicas españolas. Es decir, que reciclando en vez de incinerando los RSU españoles se podrían cerrar las tres centrales térmicas de carbón de importación: Carboneras (Almería), Los Barrios (Cádiz) y Pasajes (Guipuzcoa), dejar de quemar carbón de importación en todas las demás centrales térmicas y todavía podríamos cerrar otra central térmica de carbón nacional, como la de Soto de Ribera (Asturias).
Ainda no que diz respeito à questão da energia, seria interessante saber, primeiro se a que será produzida é necessária ou não, e, em segundo lugar se vai ou não inviabilizar outros investimentos em energias renováveis. Além disso, importa também esclarecer que o melhor (mais verde!) kwh não é o mais renovável, mas sim o que não é consumido! (mal consumido, claro!)
Na pág. 18, diz-se que os riscos para a saúde são muito reduzidos. Para não perder tempo, e voltando à mesma fonte, podemos concluir que nem sempre é assim. Senão vejamos:
“La incineración de RSU es una fuente importante de contaminación ambiental, a través de las emisiones tóxicas al aire, y de las cenizas, también tóxicas, que se producen durante el proceso y que tienen que depositarse en un vertedero de seguridad. Este sistema no elimina, por tanto, la necesidad de vertederos.
El sometimiento a la normativa comunitaria, nacional y autonómica no garantiza la protección del medio ambiente y la salud pública, pues no contempla el riesgo de acumulación y magnificación de los niveles de dioxinas y metales pesados en la cadena alimentaria, estando el ser humano al final de la misma.”
Ainda relativamente a questões de saúde aqui ficam alguns exemplos:
· España, Niveles elevados de tioéteres en orina, un biomarcador de exposición a tóxicos, en niños que viven cerca de una planta incineradora de RSU (residuos sólidos urbanos).
· Finlandia, Proporción elevada de mercurio en el cabello de las personas que viven cerca de una incineradora de residuos tóxicos y peligrosos.
· Alemania, Niveles elevados de ciertos PCBs en la sangre de niños que viven cerca de una incineradora de residuos tóxicos y peligrosos.
· Japón, Incremento significativo de los niveles de dioxinas en tejidos corporales de personas que viven cerca de la incineradora de RSU.
· Estados Unidos, Aumento de los síntomas respiratorios como: enfermedades pulmonares, dificultad en la respiración, tos persistente y bronquitis, en personas que viven cerca de una incineradora de residuos tóxicos y peligrosos.
· Reino Unido, Incremento de dos veces la probabilidad de mortalidad por cáncer infantil en un estudio realizado a personas que viven cerca de 70 incineradoras de RSU y 307 incineradoras de residuos hospitalarios.
· Suecia, Incremento de 3.5 veces la probabilidad de mortalidad por cáncer de pulmón en trabajadores de una incineradora de RSU.
· Italia, Incremento de 2.79 veces la mortalidad por cáncer de estómago en trabajadores de una incineradora de RSU.
* Tanto quanto me é dado saber, as Ongas, Organizações não Governamentais de Ambiente não tiveram acesso ao documento, nem lhes foi solicitado qualquer parecer. À AMISM basta-lhe que sirvam de jarra numa Comissão que criou, mas que deixou de reunir quando a incineração passou a ser a solução milagrosa para a questão dos resíduos sólidos urbanos.
** A propósito destes, diz-se que andam preocupados com a previsível subida da direita extrema ao poder, no próximo mês de Outubro. Coitados, não foram eles que puseram indivíduos da dita cuja no poder, em empresas públicas e não só.
Quantos reciclados estão, hoje, tachados? E quantos já voltaram aos alfaiates?
sexta-feira, janeiro 02, 2004
MUITO OBRIGADO
Depois de um período de jejum, causado pelo alarmismo provocado por ecologistas que passam a vida a agourar temporais, poluições e outras desgraças e por cientistas retrógrados que mais não almejam do que o regresso às cavernas, voltei a comer descançado.
Através de uma Publireportagem, publicada no Jornal Expresso das Nove, pela voz do sr. Jorge Rita, presidente da Associação Agrícola de São Miguel, ficamos todas a saber que “ o processo trangénico tem menos efeitos negativos em termos ambientais do que o processo normal de sementeira tradicional” e que “ainda não está provado que os alimentos trangénicos façam mal à saúde humana e à saúde animal”.
Pronto, que venham os trangénicos! E que não se perca tempo a estudar os seus possíveis efeitos.
Já basta o problema das vacas loucas, não venham inventar outros.
Depois de um período de jejum, causado pelo alarmismo provocado por ecologistas que passam a vida a agourar temporais, poluições e outras desgraças e por cientistas retrógrados que mais não almejam do que o regresso às cavernas, voltei a comer descançado.
Através de uma Publireportagem, publicada no Jornal Expresso das Nove, pela voz do sr. Jorge Rita, presidente da Associação Agrícola de São Miguel, ficamos todas a saber que “ o processo trangénico tem menos efeitos negativos em termos ambientais do que o processo normal de sementeira tradicional” e que “ainda não está provado que os alimentos trangénicos façam mal à saúde humana e à saúde animal”.
Pronto, que venham os trangénicos! E que não se perca tempo a estudar os seus possíveis efeitos.
Já basta o problema das vacas loucas, não venham inventar outros.
terça-feira, dezembro 30, 2003
sábado, dezembro 27, 2003
quarta-feira, dezembro 17, 2003
O Salvador
Em breve, todos (ou os principais) os problemas do Nordeste estarão solucionados.
A fuga para os grandes centros (Ponta Delgada) e o desemprego pararão de vez com a entrada em funcionamento do Jardim Zoológico.
Prevendo-se o aumento do tráfego automóvel e não só, exige-se a criação imediata de uma autoestrada com 8 faixas de rodagem.
O Presidente da Cãmara de Nordeste, esqueceu-se de pensar no número crescente de pessoas que cada vez está menos interessada em ver animais presos.
Hoje em dia, ver um animal enjaulado é o mesmo que ver um ser humano na Boa Nova.
O tempo dos zoológicos já passou (séc. XIX e princípios od século XX), o que ficará para o futuro desta infeliz iniciativa será o "buraco" que o orçamento camarário terá de tapar todos os anos.
Em breve, todos (ou os principais) os problemas do Nordeste estarão solucionados.
A fuga para os grandes centros (Ponta Delgada) e o desemprego pararão de vez com a entrada em funcionamento do Jardim Zoológico.
Prevendo-se o aumento do tráfego automóvel e não só, exige-se a criação imediata de uma autoestrada com 8 faixas de rodagem.
O Presidente da Cãmara de Nordeste, esqueceu-se de pensar no número crescente de pessoas que cada vez está menos interessada em ver animais presos.
Hoje em dia, ver um animal enjaulado é o mesmo que ver um ser humano na Boa Nova.
O tempo dos zoológicos já passou (séc. XIX e princípios od século XX), o que ficará para o futuro desta infeliz iniciativa será o "buraco" que o orçamento camarário terá de tapar todos os anos.
terça-feira, dezembro 09, 2003
Felicidade
Com a queda, antes do tempo, de Ricardo Rodrigues são muitos os políticos satisfeitos. É na oposição, é no PS?
Não percebo como é que os rapazes inventam os nomes das pessoas, as descrições do carros e das casas, os cargos ou as profissões,etc.
Estando todos inocentes, alguém estará a manipular os jovens, quem?
segunda-feira, dezembro 08, 2003
Surfismo ou a queda de um anjo
A divulgação pelo Expresso de uma lista de "notáveis" micaelenses acusados de pedofilia, entre os quais se encontra um Presidente de Câmara, um arquitecto, um membro do actual governo, um magistrado, dois médicos e dois professores, vem confirmar o que há muito se murmurava.
Considero grave o silêncio do governo e do PS. Assim, levantam-se dúvidas sobre todos os actuais secretários regionais, o que não é aceitável.
Diz-se que é um secretário surfista, por ser amigo do mar e andar na crista das ondas. Diz-se que todos eles são imaculados.
Como não conheço, entre os membros do governo, nenhum praticante de qualquer modalidade desportiva, na minha mente a dúvida persiste.
Acho que se alguém cair da cadeira do poder, estaremos perante a queda de um anjo.
A divulgação pelo Expresso de uma lista de "notáveis" micaelenses acusados de pedofilia, entre os quais se encontra um Presidente de Câmara, um arquitecto, um membro do actual governo, um magistrado, dois médicos e dois professores, vem confirmar o que há muito se murmurava.
Considero grave o silêncio do governo e do PS. Assim, levantam-se dúvidas sobre todos os actuais secretários regionais, o que não é aceitável.
Diz-se que é um secretário surfista, por ser amigo do mar e andar na crista das ondas. Diz-se que todos eles são imaculados.
Como não conheço, entre os membros do governo, nenhum praticante de qualquer modalidade desportiva, na minha mente a dúvida persiste.
Acho que se alguém cair da cadeira do poder, estaremos perante a queda de um anjo.
sexta-feira, novembro 28, 2003
Gestores nas Escolas
Por princípio sou contra a presença de "estranhos" na gestão das nossas escolas.
Mas, perante o modo como são (mal) geridas algumas delas, acho que antes um bom gestor que presidente(s) dos executivos incompetentes, arrogantes despesistas e preguiçosos.
Que se analisem as horas extraordinárias atribuídas ao arrepio da lei, que se analisem os contratos de prestação de serviços celebrados e as avenças, que se analise a arbitrariedade com que gerem o pessoal docente e não docente, que se analise as viagens que fazem, que...
Se os gestores vierem para por cobro a isso, pois que venham...
Por princípio sou contra a presença de "estranhos" na gestão das nossas escolas.
Mas, perante o modo como são (mal) geridas algumas delas, acho que antes um bom gestor que presidente(s) dos executivos incompetentes, arrogantes despesistas e preguiçosos.
Que se analisem as horas extraordinárias atribuídas ao arrepio da lei, que se analisem os contratos de prestação de serviços celebrados e as avenças, que se analise a arbitrariedade com que gerem o pessoal docente e não docente, que se analise as viagens que fazem, que...
Se os gestores vierem para por cobro a isso, pois que venham...
terça-feira, outubro 28, 2003
Hoje tomei conhecimento que o Instituto de Conservação da Natureza (ICN)vai passar para a tutela do Ministério da Agricultura.
Por mim, acho que é legítimo. O Governo foi eleito democráticamente.
Apenas me resta fazer algumas sugestões:
- Por que não passar a Educação para a tutela do Ministério da Administração Interna;
- Por que não passar a Justiça para o Ministério dos Negócios Estrangeiros;
- Por que não passar a Energia para o Ministério da Cultura;
- Por que não passar a Cultura para o Ministério da Agricultura e Pescas.
Assim, resolvia-se grande parte dos problemas com que o país se debate.
Por mim, acho que é legítimo. O Governo foi eleito democráticamente.
Apenas me resta fazer algumas sugestões:
- Por que não passar a Educação para a tutela do Ministério da Administração Interna;
- Por que não passar a Justiça para o Ministério dos Negócios Estrangeiros;
- Por que não passar a Energia para o Ministério da Cultura;
- Por que não passar a Cultura para o Ministério da Agricultura e Pescas.
Assim, resolvia-se grande parte dos problemas com que o país se debate.
segunda-feira, outubro 27, 2003
> ----- Caro Dr. N.S.
>
> Foi com alguma perplexidade que recebi o convite para uma renião de
membros do OASA e do NAAPA para:
> 1- Esclarecer a situação do NAPAA e do seu património.
> 2- Discutir os obstáculos que têm impedido o funcionamento
> normal do edifício do Observatório.
> 3- Aceitar propostas de novos sócios do OASA.
> 4- Marcar eleições para a direcção do OASA e convidar os
> participantes na reunião à preparação de listas para a eleição.
>
> Com efeito, tanto quanto me é dado conhecer existe uma comissão
instaladora do OASA constituida por João Pereira, João Porto, Mário Gata, Miguel Andrade e Nuno Sá e é a esta comissão que caberá instalar a nova associação criada a partir da dissolução do NAAPA ( O J.C. escreveu que a decisão foi tomada por duas pessoas !) e resolver todos os obstáculos que infelizmente têm impedido o funcionamento do Observatório.
Pessoalmente, até teria gosto em participar da reunião do dia 30 de
Outubro, como mero observador, já que não quero imiscuir-me em assuntos internos de uma associação de que não faço parte, mas naquela data estarei em Tavira.
Para seu conhecimento, abaixo transcrevo um texto da autoria de três dos
antigos membros da direcção do NAAPA que estão descontentes com o modo
como aquele núcleo funcionou nos últimos tempos da sua existência e que
discordaram do modo como se processaram as negociações com o Clube de
Tiro, etc, etc..
Ficarei a aguardar o desenrolar dos acontecimentos, esperando que a
situação se resolva a contento de todos e em prol da divulgação científica e da investigação astronómica amadora e não só.
Com os melhores cumprimentos
>
> Teófilo Braga
>
>
>
>
> Caros amigos,
>
> Com os objectivos de continuar a promover a astronomia de amadores e a
> divulgar os principais eventos do calendário astronómico, pretende-se
> reactivar o Núcleo Açoriano da Associação Portuguesa de Astrónomos
Amadores
> (eventualmente com uma nova designação- Núcleo de São Miguel da APAA)
>
> Assim, nesta primeira fase apenas iremos actualizar a nossa págna Web,
> continuar a fazer observações astronómicas sempre que nos for possível,
> divulgar a revista editada pela associação "Astronomia de Amadores" e
> disponibilizar a todos os interessados alguns materiais, como um jogo
sobre
> astronomia e uma peça de teatro sobre o sistema solar e responder a todas
as
> questões que nos forem postas via e-mail.
>
> As melhores saudações
>
> Juan Gonçalves, Pedro Menes e Teófilo Braga
>
> Foi com alguma perplexidade que recebi o convite para uma renião de
membros do OASA e do NAAPA para:
> 1- Esclarecer a situação do NAPAA e do seu património.
> 2- Discutir os obstáculos que têm impedido o funcionamento
> normal do edifício do Observatório.
> 3- Aceitar propostas de novos sócios do OASA.
> 4- Marcar eleições para a direcção do OASA e convidar os
> participantes na reunião à preparação de listas para a eleição.
>
> Com efeito, tanto quanto me é dado conhecer existe uma comissão
instaladora do OASA constituida por João Pereira, João Porto, Mário Gata, Miguel Andrade e Nuno Sá e é a esta comissão que caberá instalar a nova associação criada a partir da dissolução do NAAPA ( O J.C. escreveu que a decisão foi tomada por duas pessoas !) e resolver todos os obstáculos que infelizmente têm impedido o funcionamento do Observatório.
Pessoalmente, até teria gosto em participar da reunião do dia 30 de
Outubro, como mero observador, já que não quero imiscuir-me em assuntos internos de uma associação de que não faço parte, mas naquela data estarei em Tavira.
Para seu conhecimento, abaixo transcrevo um texto da autoria de três dos
antigos membros da direcção do NAAPA que estão descontentes com o modo
como aquele núcleo funcionou nos últimos tempos da sua existência e que
discordaram do modo como se processaram as negociações com o Clube de
Tiro, etc, etc..
Ficarei a aguardar o desenrolar dos acontecimentos, esperando que a
situação se resolva a contento de todos e em prol da divulgação científica e da investigação astronómica amadora e não só.
Com os melhores cumprimentos
>
> Teófilo Braga
>
>
>
>
> Caros amigos,
>
> Com os objectivos de continuar a promover a astronomia de amadores e a
> divulgar os principais eventos do calendário astronómico, pretende-se
> reactivar o Núcleo Açoriano da Associação Portuguesa de Astrónomos
Amadores
> (eventualmente com uma nova designação- Núcleo de São Miguel da APAA)
>
> Assim, nesta primeira fase apenas iremos actualizar a nossa págna Web,
> continuar a fazer observações astronómicas sempre que nos for possível,
> divulgar a revista editada pela associação "Astronomia de Amadores" e
> disponibilizar a todos os interessados alguns materiais, como um jogo
sobre
> astronomia e uma peça de teatro sobre o sistema solar e responder a todas
as
> questões que nos forem postas via e-mail.
>
> As melhores saudações
>
> Juan Gonçalves, Pedro Menes e Teófilo Braga
segunda-feira, outubro 06, 2003
No passado dia 2 de Outubro, tomei conhecimento que o que recebe cada cultivador de tabaco em ajudas comunitárias é superior ao valor pago pelas fábricas.
Este facto não é espantar, já que a dita cuja também pagava (paga?) para o abate de vacas que depois eram enterradas na "lixeira" e também pagava (paga?) para os pescadores para "despejarem" os chicharros no aterro sanitário.
Enfim, no caso do tabaco a CE está preocupada com a economia e não com a saúde das pessoas. Ou será que estou a ver mal? Será fundamentalismo?
Este facto não é espantar, já que a dita cuja também pagava (paga?) para o abate de vacas que depois eram enterradas na "lixeira" e também pagava (paga?) para os pescadores para "despejarem" os chicharros no aterro sanitário.
Enfim, no caso do tabaco a CE está preocupada com a economia e não com a saúde das pessoas. Ou será que estou a ver mal? Será fundamentalismo?
segunda-feira, setembro 29, 2003
Um dia destes recebi um mail de JC que dizia o seguinte: "O Núcleo de astronomia foi convertido numa outra associação o Observatório, ... segundo ele esta transição foi aprovada em assembleia geral... mas como só lá estavam ele e mais um sócio, as coisas não poderiam ter acontecido assim.
De qualquer forma todos os sócios do antigo núcleo foram convertidos para sócios do Observatório.
Fui lá ver esta semana como estava o edifício novo em Santana. Aquilo está degradante... Precisamos dar um rumo diferente às coisas."
Concordo absolutamente com a apreciação feita, relativamente à degradação das instalações e é pena que tal tenha acontecido. A Região está a perder uma infraestrutura importante para o ensino da ciência.Será que se pode dar a este "luxo"?
Quanto à necessidade de dar um novo rumo também acho que sim. Por último, no que diz respeito ao facto dos sócios do antigo núcleo terem sido convertidos para sócios do Observatório, comigo tal não se verifica, já que pedi a minha desvinculação do NAAPA e continuo sócio da Associação a nível nacional. Portanto, para este peditório já dei o que tinha a dar.
A não ser que...
De qualquer forma todos os sócios do antigo núcleo foram convertidos para sócios do Observatório.
Fui lá ver esta semana como estava o edifício novo em Santana. Aquilo está degradante... Precisamos dar um rumo diferente às coisas."
Concordo absolutamente com a apreciação feita, relativamente à degradação das instalações e é pena que tal tenha acontecido. A Região está a perder uma infraestrutura importante para o ensino da ciência.Será que se pode dar a este "luxo"?
Quanto à necessidade de dar um novo rumo também acho que sim. Por último, no que diz respeito ao facto dos sócios do antigo núcleo terem sido convertidos para sócios do Observatório, comigo tal não se verifica, já que pedi a minha desvinculação do NAAPA e continuo sócio da Associação a nível nacional. Portanto, para este peditório já dei o que tinha a dar.
A não ser que...
quinta-feira, setembro 25, 2003
Boa tarde,
Como muito bem disse E.M. esta gente pensa que no mundo só há vacas. E, digo eu, estas não são animais sensíveis. Podem ser mortas e atiradas para a lixeira. A bem da economia regional(?). Pelos vistos o crime compensa. Ultrapassam-se as quotas leiteiras e "alguém" cobre as multas. Coitados dos prevaricadores! E vivam as Lagoas e os Abraços.
Como muito bem disse E.M. esta gente pensa que no mundo só há vacas. E, digo eu, estas não são animais sensíveis. Podem ser mortas e atiradas para a lixeira. A bem da economia regional(?). Pelos vistos o crime compensa. Ultrapassam-se as quotas leiteiras e "alguém" cobre as multas. Coitados dos prevaricadores! E vivam as Lagoas e os Abraços.
Subscrever:
Mensagens (Atom)