domingo, abril 27, 2008
sábado, abril 26, 2008

O LEGADO NUCLEAR
QUERCUS JUNTA-SE A ACÇÃO INTERNACIONAL PARA QUE O ACIDENTE DE CHERNOBIL NÃO SEJA ESQUECIDO E RELEMBRA PERIGOS PARA PORTUGAL
ACÇÃO INTERNACIONAL «CHERNOBYL DAY»
O reactor nuclear nº 4 de Chernobil explodiu no dia 26 de Abril de 1986, há 22 anos. Nessa data começou a maior catástrofe tecnológica e industrial de todos os tempos. Chernobil não parou de fazer vítimas: as suas consequências inéditas e irreversíveis sobre a saúde (cancros, patologias múltiplas, efeitos mutagénicos e teratogénicos) afectarão profundamente as próximas gerações.
Kofi Annan, antigo secretário-geral da ONU, estimou que mais de sete milhões de pessoas tinham sido gravemente afectados pela catástrofe.
RECUSEMOS ESQUECER CHERNOBIL!
22 anos depois, o risco é maior do que nunca de ver a desinformação e a mentira mascarar as verdadeiras consequências sanitárias desse acidente.
No passado na URSS houve mais contaminações radioactivas que não foram mediatizadas: grandes quantidades de resíduos líquidos altamente radioactivos provenientes do centro de reprocessamento da fábrica de plutónio do sítio de Mayak, a uma centena de quilómetros de Tcheliabinsk, nos Urais., correspondente a várias vezes as emissões de Chernobil, foram despejadas entre 1948 e 1955 no lago Karachai e no rio Techa.
Actualmente a Rússia tornou-se o país de importação de riscos nucleares por excelência. Os países nucleares europeus enviam-lhe os resíduos de todo o género: combustíveis irradiados, urânio a ser tratado, resíduos de enriquecimento.
EM PORTUGAL TAMBÉM TEMOS QUE ESTAR ATENTOS
Ciclicamente o lobby do nuclear avança com a possibilidade de se construir uma central nuclear. Há que informar a população dos verdadeiros perigos que isso traria. Pois a energia nuclear não é limpa, não é segura e não é barata.
Também tem havido a intenção de explorar o minério de urânio em minas a céu aberto em Nisa. A Quercus já debateu com a população local esse facto. Recentemente as associações do concelho de Nisa, a que a Quercus também se associou, tomaram uma posição contrária a essa exploração.
As Forças Armadas portuguesas continuam a utilizar urânio empobrecido no seu armamento. Esse urânio resulta do processamento do urânio mas é radioactivo. Portugal deveria dar o exemplo e devia deixar de usar urânio empobrecido.
Portugal está também exposto ao perigo das centrais nucleares espanholas. O risco de acidente grave na central de Almaraz não pode ser excluído (bem como em nenhuma outra central nuclear), situação em que Portugal poderia sofrer consequências extremamente graves pelo facto desta estar junto do Rio Tejo e a própria proximidade da fronteira.
Os resíduos produzidos pela central continuam lá, pois não existe nenhum país no mundo que tenha resolvido o problema da deposição segura dos seus resíduos.
A Quercus associa-se assim ao «Chernobyl Day» difundindo um e-mail com o texto deste comunicado bem como com a difusão de um SMS dizendo: «Acidente central nuclear foi há 22 anos. Em Chernobil e em Portugal, diz não ao nuclear».
Lisboa, 25 de Abril de 2008
A Direcção Nacional da
Quercus – Associação Nacional de Conservação da Natureza
sexta-feira, abril 25, 2008
25 de ABRIL- Antes e depois eles continuam por cá
Agora e sempre disfarçados de sindicalistas, administradores, patrões ou "colaboradores", socialistas, comunistas, social qualquer coisa, populares, etc. etc.
YouTube - Os vampiros (Zeca Afonso)
Agora e sempre disfarçados de sindicalistas, administradores, patrões ou "colaboradores", socialistas, comunistas, social qualquer coisa, populares, etc. etc.
YouTube - Os vampiros (Zeca Afonso)
FRANCISCO MARTINS RODRIGUES

Esta é a minha homenagem a um nome que está na minha cabeça desde os meus quinze anos. Não concordo com a linha política por ele defendida mas reconheço a sua persistência e a sua verticalidade.
TB
Francisco Martins Rodrigues faleceu na madrugada do dia 22, em consequência de doença incurável. Muitas dezenas de pessoas estiveram presentes, no dia seguinte, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, onde o corpo foi cremado, prestando homenagem ao comunista, ao combatente, ao amigo.
Francisco Martins Rodrigues iniciou a sua militância política no Partido Comunista Português na década de 1940. Rompeu com a direcção de Álvaro Cunhal em 1963, quando era membro do comité central, depois de uma progressiva e irreconciliável divergência com a estratégia de unidade antifascista.
A linha de Cunhal para o derrube da ditadura e contra a guerra colonial – vincou Francisco Martins Rodrigues – colocou o proletariado a reboque da oposição democrática burguesa e pequeno-burguesa, comprometendo a indepedência política das classes trabalhadoras portuguesas. Francisco Martins Rodrigues, com um pequeno grupo de outros militantes, fundou então o Comité Marxista-Leninista Português e, com isso, a corrente marxista-leninista em Portugal.
Um dos traços marcantes desta ruptura foi a perspectiva de classe que introduziu na análise da sociedade contemporânea portuguesa, fazendo assentar aí o rumo político da acção dos comunistas revolucionários. Os seis números da revista clandestina Revolução Popular, publicados antes da sua prisão em 1965, têm deste ponto de vista o valor de documentos históricos.
Francisco Martins Rodrigues fez ver que sem independência política o proletariado não pode realizar os seus interesses de classe; e que deve, portanto, procurar ganhar hegemonia no processo de luta de massas – quer contra a ditadura de Salazar, quer já em regime democrático.
Foi esse também o sentido essencial dos textos mais importantes que publicou ao longo de 23 anos na revista Política Operária.
Este seu legado marcou profundamente não só aqueles que o acompanharam nas organizações que ele fundou mas igualmente os que pretenderam prosseguir noutras organizações e com outras orientações o combate contra o capitalismo.
A pessoa e o nome de Francisco Martins Rodrigues são indissociáveis do movimento anticapitalista em Portugal.
22 de Abril de 2008
Colectivo Mudar de Vida

Esta é a minha homenagem a um nome que está na minha cabeça desde os meus quinze anos. Não concordo com a linha política por ele defendida mas reconheço a sua persistência e a sua verticalidade.
TB
Francisco Martins Rodrigues faleceu na madrugada do dia 22, em consequência de doença incurável. Muitas dezenas de pessoas estiveram presentes, no dia seguinte, no cemitério do Alto de S. João, em Lisboa, onde o corpo foi cremado, prestando homenagem ao comunista, ao combatente, ao amigo.
Francisco Martins Rodrigues iniciou a sua militância política no Partido Comunista Português na década de 1940. Rompeu com a direcção de Álvaro Cunhal em 1963, quando era membro do comité central, depois de uma progressiva e irreconciliável divergência com a estratégia de unidade antifascista.
A linha de Cunhal para o derrube da ditadura e contra a guerra colonial – vincou Francisco Martins Rodrigues – colocou o proletariado a reboque da oposição democrática burguesa e pequeno-burguesa, comprometendo a indepedência política das classes trabalhadoras portuguesas. Francisco Martins Rodrigues, com um pequeno grupo de outros militantes, fundou então o Comité Marxista-Leninista Português e, com isso, a corrente marxista-leninista em Portugal.
Um dos traços marcantes desta ruptura foi a perspectiva de classe que introduziu na análise da sociedade contemporânea portuguesa, fazendo assentar aí o rumo político da acção dos comunistas revolucionários. Os seis números da revista clandestina Revolução Popular, publicados antes da sua prisão em 1965, têm deste ponto de vista o valor de documentos históricos.
Francisco Martins Rodrigues fez ver que sem independência política o proletariado não pode realizar os seus interesses de classe; e que deve, portanto, procurar ganhar hegemonia no processo de luta de massas – quer contra a ditadura de Salazar, quer já em regime democrático.
Foi esse também o sentido essencial dos textos mais importantes que publicou ao longo de 23 anos na revista Política Operária.
Este seu legado marcou profundamente não só aqueles que o acompanharam nas organizações que ele fundou mas igualmente os que pretenderam prosseguir noutras organizações e com outras orientações o combate contra o capitalismo.
A pessoa e o nome de Francisco Martins Rodrigues são indissociáveis do movimento anticapitalista em Portugal.
22 de Abril de 2008
Colectivo Mudar de Vida
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extrema-esquerda,
Francisco Martins Rodrigues
sexta-feira, abril 11, 2008

"Uma Vila virada para o BETÃO"!
Saudações
Estando a par daquele que é o mais "estranho e anormal" projecto alguma vez exposto em Vila Franca do Campo, vimos por este meio, como Vilafranquenses que somos, mostrar o nosso extremo descontentamento, bem como o de inúmeros Micaelenses, Surfistas, Pescadores, Mergulhadores, Ambientalistas e muitos mais.
O projecto da obra tem como localização nada mais, nada menos do que… o MAR! E atenção que não é um mar qualquer! É uma zona conhecida como um "parque de diversões" natural à qual chamámos Baixio de Vila Franca do Campo, situado junto ao Infante e praticamente em frente àquela que é uma maravilha natural, o Ilhéu.
Conhecida pelas suas excelentes ondas, é das melhores zonas para a prática de modalidades como Surf, Bodyboard, Kayak Surf (uma das poucas zonas aptas para tal), Windsurf, Mergulho, Pesca e muitas mais.
O seu fundo único, para alem de proporcionar todas as actividades mencionadas atrás, é o habitat de inúmeras espécies que dependem excessivamente do nosso Baixio para subsistir. E atenção que não falamos apenas de espécies que vivem no fundo do mar, mas também de todas as aves que fazem do baixio a sua principal fonte de alimento, sendo por isso, vital para a sua sobrevivência. Nunca é demais realçar que o nosso baixio está a ser o principal acolhedor de aves nunca antes vistas na nossa ilha, aves estas que, até ao momento, só as víamos na televisão!
Em dias clássicos, ninguém fica indiferente ao passar no nosso Baixio. São dezenas de surfistas, fotógrafos, mergulhadores, pescadores, centenas de aves, enfim… VIDA!
Uma Câmara que criou o slogan "Uma Vila virada para o Mar", devia envergonhar-se com tudo o que está a fazer ao NOSSO MAR! O que é uma "Vila virada para o mar" sem orla marítima? O que é uma "Vila virada para o mar" se a nossa Câmara destrói o nosso bem mais precioso? Este slogan DEVE ser de imediato modificado para "Uma Vila virada para o BETÃO"!
O mais interessante é que em Vila Franca do Campo há uma grande variedade de terrenos aptos para tal. (Mas um PARQUE DE ESTACIONAMENTO NO MAR???). Porquê uma zona onde fervilha vida e alegria? Não se percebe a razão desta tremenda "asneira"!
A área da obra cobrirá por completo o nosso baixio, substituindo-o por betão.
Esta obra não pode, de modo algum, avançar!
Cumprimentos
Os Vilafranquenses
(recebido por mail)
quinta-feira, abril 10, 2008
BOICOTE
Não compre produtos da BEL, PROLACTO E INSULAC
A Associação de Jovens Agricultores de São Miguel (AJAM) apelou, quarta-feira, ao boicote do consumo de bens lácteos produzidos por indústrias que baixaram o preço do leite pago aos produtores açorianos, por se tratar de "uma injustiça muito grande" para o sector.
Vergílio Oliveira, que falava numa reunião com cerca de 250 produtores de leite de São Miguel, adiantou que o boicote aos produtos da BEL, Insulac e Prolacto é uma das muitas medidas de luta a adoptar para combater o fim da diferenciação entre os preços das campanhas de Verão e Inverno (sazonalidade).
Recentemente a Bel Portugal, que recolhe parte significativa do leite na maior ilha açoriana, decidiu reduzir o preço pago aos produtores de São Miguel em 2,5 euros por cada cem litros.
Segundo justificou a Bel, a nível europeu, já se iniciaram as primeiras descidas no preço do leite, devido à quebra generalizada das cotações dos seus derivados, "tornando insustentável a manutenção de preços tão altos".
Para o presidente da (AJAM), o abaixamento do preço do leite é uma "injustiça muito grande", acrescentando que o diferencial dos produtores açorianos para os continentais é "escandaloso".
Tradicionalmente o diferencial do preço do leite pago ao produtor nos Açores e Continente era de cinco a sete cêntimos, neste momento ronda os 15 a 20 cêntimos", frisou Vergílio Oliveira, para quem "a produção é espezinhada pelos industrias no Arquipélago".
Apesar de não estar agendada para já nenhuma manifestação de produtores, Vergílio Oliveira referiu que esta jornada de luta será de "longa duração" e inclui, também, medidas individuais.
Além da adopção de uma postura mais reivindicativa perante os industriais, o dirigente associativo considerou que cabe aos 1.722 produtores micaelenses profissionalizar a sua exploração e reduzir margens de produção não rentáveis, que "só contribuem para os dividendos do mercado".
Vergílio Oliveira adiantou, ainda, que está agendada para segunda-feira uma reunião com o secretário açoriano da Agricultura e Florestas, argumentando que "é essencial haver alguém que restitua alguma honestidade ao sector".
Lusa / AO Online
Não compre produtos da BEL, PROLACTO E INSULAC
A Associação de Jovens Agricultores de São Miguel (AJAM) apelou, quarta-feira, ao boicote do consumo de bens lácteos produzidos por indústrias que baixaram o preço do leite pago aos produtores açorianos, por se tratar de "uma injustiça muito grande" para o sector.
Vergílio Oliveira, que falava numa reunião com cerca de 250 produtores de leite de São Miguel, adiantou que o boicote aos produtos da BEL, Insulac e Prolacto é uma das muitas medidas de luta a adoptar para combater o fim da diferenciação entre os preços das campanhas de Verão e Inverno (sazonalidade).
Recentemente a Bel Portugal, que recolhe parte significativa do leite na maior ilha açoriana, decidiu reduzir o preço pago aos produtores de São Miguel em 2,5 euros por cada cem litros.
Segundo justificou a Bel, a nível europeu, já se iniciaram as primeiras descidas no preço do leite, devido à quebra generalizada das cotações dos seus derivados, "tornando insustentável a manutenção de preços tão altos".
Para o presidente da (AJAM), o abaixamento do preço do leite é uma "injustiça muito grande", acrescentando que o diferencial dos produtores açorianos para os continentais é "escandaloso".
Tradicionalmente o diferencial do preço do leite pago ao produtor nos Açores e Continente era de cinco a sete cêntimos, neste momento ronda os 15 a 20 cêntimos", frisou Vergílio Oliveira, para quem "a produção é espezinhada pelos industrias no Arquipélago".
Apesar de não estar agendada para já nenhuma manifestação de produtores, Vergílio Oliveira referiu que esta jornada de luta será de "longa duração" e inclui, também, medidas individuais.
Além da adopção de uma postura mais reivindicativa perante os industriais, o dirigente associativo considerou que cabe aos 1.722 produtores micaelenses profissionalizar a sua exploração e reduzir margens de produção não rentáveis, que "só contribuem para os dividendos do mercado".
Vergílio Oliveira adiantou, ainda, que está agendada para segunda-feira uma reunião com o secretário açoriano da Agricultura e Florestas, argumentando que "é essencial haver alguém que restitua alguma honestidade ao sector".
Lusa / AO Online
PROFESSORES NÃO ACEITAM SER DISCRIMINADOS
PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES APRESENTA PROPOSTA DE DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL PARA ADAPTAR À REGIÃO A LEI Nº 12-A/2008, DE 27 DE FEVEREIRO, QUE ESTABELECE E REGULA OS REGIMES DE VINCULAÇÃO, DE CARREIRAS E DE REMUNERAÇÕES DOS TRABALHADORES QUE EXERCEM FUNÇÕES PÚBLICAS.
Esta proposta de diploma garante:
A manutenção do vínculo de nomeação definitiva aos actuais trabalhadores da administração regional, incluindo o pessoal docente.
A integração nos quadros de pessoal dos actuais trabalhadores que, em regime de contrato de provimento e de contrato a termo resolutivo, à data de entrada em vigor do diploma, exerçam ininterruptamente funções correspondentes a necessidades permanentes e com horário completo, há mais de dois anos, nos serviços ou organismos da administração regional, excluindo o pessoal docente.
A contagem do tempo de serviço congelado, 30/08/05 a 31/12/07, para efeitos de reposicionamento remuneratório e progressão nas carreiras, excluindo o pessoal docente.
O SPRA, na defesa intransigente da classe que representa, não vai pactuar com esta situação discriminatória.
Vamos esgotar a via negocial!
Não havendo resultados positivos, estão abertas todas as formas de luta!
Não nos resignamos perante tamanha injustiça!
Sindicato dos Professores da Região Açores
PRESIDÊNCIA DO GOVERNO REGIONAL DOS AÇORES APRESENTA PROPOSTA DE DECRETO LEGISLATIVO REGIONAL PARA ADAPTAR À REGIÃO A LEI Nº 12-A/2008, DE 27 DE FEVEREIRO, QUE ESTABELECE E REGULA OS REGIMES DE VINCULAÇÃO, DE CARREIRAS E DE REMUNERAÇÕES DOS TRABALHADORES QUE EXERCEM FUNÇÕES PÚBLICAS.
Esta proposta de diploma garante:
A manutenção do vínculo de nomeação definitiva aos actuais trabalhadores da administração regional, incluindo o pessoal docente.
A integração nos quadros de pessoal dos actuais trabalhadores que, em regime de contrato de provimento e de contrato a termo resolutivo, à data de entrada em vigor do diploma, exerçam ininterruptamente funções correspondentes a necessidades permanentes e com horário completo, há mais de dois anos, nos serviços ou organismos da administração regional, excluindo o pessoal docente.
A contagem do tempo de serviço congelado, 30/08/05 a 31/12/07, para efeitos de reposicionamento remuneratório e progressão nas carreiras, excluindo o pessoal docente.
O SPRA, na defesa intransigente da classe que representa, não vai pactuar com esta situação discriminatória.
Vamos esgotar a via negocial!
Não havendo resultados positivos, estão abertas todas as formas de luta!
Não nos resignamos perante tamanha injustiça!
Sindicato dos Professores da Região Açores
sexta-feira, abril 04, 2008

Governo promove “Semana do Cavalo e do Toiro” na Terceira
04 Abril 2008 [Regional]
A Praça de Toiros da Ilha Terceira vai acolher, de 10 a 13 de Abril, a “Semana do Cavalo e do Toiro”, promovida pelo Governo para impulsionar a produção de cavalos e de gado bravo na Região.
A iniciativa conta com o apoio da Secretaria Regional da Agricultura e Florestas, sendo a sua organização realizada em colaboração com a Tertúlia Tauromáquica Terceirense e associações regionais de Criadores de Toiros da Corda e de Desporto Equestre dos Açores.
Nos dias do evento, a zona envolvente à Praça de Toiros da Ilha Terceira vai dispor de uma área dedicada a exposições temáticas, em que estarão representados, em stand próprio, os agentes sócio culturais e profissionais deste sector, estimulando-se o intercâmbio, a divulgação e a promoção das actividades económicas que envolvem o cavalo e o toiro bravo com os convidados, participantes e público em geral.
Durante toda a programação, será dada atenção especial à promoção das actividades taurinas e equestres, nomeadamente à demonstração do toureio a cavalo, toureio apeado, treino de forcados, tarefas campestres, espectáculos e exibição equestre, fomentando a nobreza do cavalo e a aptidão do toiro bravo.
Vão realizar-se, também, acções pedagógicas promocionais de melhoramento animal e sobre a evolução das características especiais deste bovino, combinando estas actividades com animação nocturna alusiva aos acontecimentos.
Integradas neste evento, decorrem, também, as “I Jornadas Açorianas de Gado Bravo”, a 10 e 11, em que estará em debate assuntos como maneio e selecção de gado bravo, melhoramento genético e temas de interesse para a promoção e modernização da produção ganadera.
in Correio dos Açores
quarta-feira, abril 02, 2008
Escola com futuro
A escola deve mesmo antecipar as tendências de mudança da sociedade para se tornar um motor de inovação, transformação e modernidade
A escola portuguesa vive momentos de reforma e de mudança. Seja qual for a perspectiva com que se pretenda analisar este processo há dois pressupostos que não podem ser esquecidos. Em p rimeiro lugar, não existem reformas verdadeiras sem dor e sem contestação dos que julgam perder no balanço final. Em segundo lugar, a reforma do sistema educativo em Portugal é necessária, não apenas por razões de processo ou de método, mas sobretudo pela constatação da pobreza dos resultados obtidos nas últimas décadas.
Questões complexas exigem abordagens disruptivas. A escola tem que ser um simulacro do modelo social em que se insere para preparar os alunos para a vida real. Em termos ideais a escola deve mesmo antecipar as tendências de mudança da sociedade para se tornar um motor de inovação, transformação e modernidade.
Um pouco por todo o mundo e também em Portugal a escola que temos ainda reflecte mais o modelo da sociedade industrial que caracterizou o século passado do que o modelo da sociedade do conhecimento que marca o novo século. Isso contribui para reduzir os níveis de interesse dos alunos, a sintonia entre mestres e formandos e a qualidade das respostas dadas ao mercado de trabalho.
A vida é hoje cada vez mais multifuncional. Ao mesmo tempo vemos televisão, lemos, escrevemos, jogamos e falamos! É isso que os jovens estudantes fazem quando estudam com a música alta, o computador ligado e o telemóvel pronto a trocar mensagens. É assim que aprendem e é nesse ambiente que vão ter que viver e criar valor.
E a escola? A escola é cada vez mais isso nos intervalos, nas actividades lúdicas e complementares, mas não tem ainda condições para ser isso nos períodos formais de aulas.
É por isto que o Plano Tecnológico para a Educação é tão importante como parte da corajosa reforma que o Governo está a implementar. Não que a tecnologia seja uma panaceia para os problemas da escola, mas porque a mudança induzida constitui um convite a um novo diálogo para a mudança. Um diálogo centrado no futuro dos alunos e não nos interesses dos grupos profissionais. Um diálogo que dignifica a escola no seu todo como a instituição chave para o futuro que ambicionamos.
Carlos Zorrinho
Coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico
PS- Esta é a Escola de Sócrates, é esta a que queremos?
A escola deve mesmo antecipar as tendências de mudança da sociedade para se tornar um motor de inovação, transformação e modernidade
A escola portuguesa vive momentos de reforma e de mudança. Seja qual for a perspectiva com que se pretenda analisar este processo há dois pressupostos que não podem ser esquecidos. Em p rimeiro lugar, não existem reformas verdadeiras sem dor e sem contestação dos que julgam perder no balanço final. Em segundo lugar, a reforma do sistema educativo em Portugal é necessária, não apenas por razões de processo ou de método, mas sobretudo pela constatação da pobreza dos resultados obtidos nas últimas décadas.
Questões complexas exigem abordagens disruptivas. A escola tem que ser um simulacro do modelo social em que se insere para preparar os alunos para a vida real. Em termos ideais a escola deve mesmo antecipar as tendências de mudança da sociedade para se tornar um motor de inovação, transformação e modernidade.
Um pouco por todo o mundo e também em Portugal a escola que temos ainda reflecte mais o modelo da sociedade industrial que caracterizou o século passado do que o modelo da sociedade do conhecimento que marca o novo século. Isso contribui para reduzir os níveis de interesse dos alunos, a sintonia entre mestres e formandos e a qualidade das respostas dadas ao mercado de trabalho.
A vida é hoje cada vez mais multifuncional. Ao mesmo tempo vemos televisão, lemos, escrevemos, jogamos e falamos! É isso que os jovens estudantes fazem quando estudam com a música alta, o computador ligado e o telemóvel pronto a trocar mensagens. É assim que aprendem e é nesse ambiente que vão ter que viver e criar valor.
E a escola? A escola é cada vez mais isso nos intervalos, nas actividades lúdicas e complementares, mas não tem ainda condições para ser isso nos períodos formais de aulas.
É por isto que o Plano Tecnológico para a Educação é tão importante como parte da corajosa reforma que o Governo está a implementar. Não que a tecnologia seja uma panaceia para os problemas da escola, mas porque a mudança induzida constitui um convite a um novo diálogo para a mudança. Um diálogo centrado no futuro dos alunos e não nos interesses dos grupos profissionais. Um diálogo que dignifica a escola no seu todo como a instituição chave para o futuro que ambicionamos.
Carlos Zorrinho
Coordenador nacional da Estratégia de Lisboa e do Plano Tecnológico
PS- Esta é a Escola de Sócrates, é esta a que queremos?
segunda-feira, março 31, 2008
Sou um democrata, sou um cabrão.
Segunda-feira, 24 de Março de 2008
Declaração de princípios de um intelectual espanhol
Não condeno o rei Fahad, agraciado pelo rei de Espanha, que corta cabeças, poda mãos e arranca olhos, que humilha mulheres e amordaça os opositores, que se assenhora sem jornais, sem parlamento nem partidos políticos, que viola filipinas e tortura indianos e egípcios, que gasta a terça parte do orçamento da Arábia Saudita com os 15 000 membros da sua família e financia os movimentos mais reaccionários e violentos do planeta.
Não condeno o general Dustum, aliado dos EUA no Afeganistão, que afogou num contentor mil prisioneiros talibãs aos quais tinha prometido a liberdade e que morreram chupando as paredes de ferro da sua prisão.
Não condeno a Turquia, membro da NATO e candidato à UE, que na década de noventa varreu da face da terra 3 200 aldeias curdas, deixou morrer à fome 87 presos políticos e aprisiona quem se atrever a transcrever para curdo o nome das suas cidades.
Não condeno o sinistro Kissinger, o mais ambicioso assassino depois de Hitler, responsável por milhões de mortes na Indochina, em Timor, no Chile e em todos aqueles países cujo nome saiu alguma vez dos seus lábios.
Não condeno Sharon, homem de paz, que dinamita casas, deporta civis, arranca oliveiras, rouba água, dá tiros a crianças, pulveriza mulheres, tortura reféns, queima arquivos, faz voar ambulâncias, arrasa campos de refugiados e que galanteia com a ideia de “amputar o cancro” de três milhões de palestinianos para reforçar a pureza do seu estado “judeu”.
Não condeno o rei Gienendra do Nepal, formado nos EUA, que desde o passado mês de Janeiro executou sem julgamento, 1 500 comunistas.
Não condeno a Jordânia nem o Egipto, que espancam e prendem os que se manifestam contra a ocupação israelita da Palestina.
Não condeno o Patriot Act, nem o programa TIPS, nem o “desaparecimento” de detidos à guarda do FBI, nem a violação da Convenção de Genebra em Guantánamo, nem os tribunais militares nem a “licença para matar” outorgada à CIA, nem o registo policial de todos os turistas que entram nos EUA procedentes de países muçulmanos.
Não condeno o golpe de Estado na Venezuela nem o governo espanhol que o apoiou, nem os jornais que, aqui e ali, financiaram, legitimaram e aplaudiram a dissolução de todas as instituições e a perseguição armada dos partidários da Constituição.
Não condeno a empresa norte-americana Union Carbide, que a 2 de Dezembro de 1984 assassinou trinta mil pessoas na cidade indiana de Bophal.
Não condeno a empresa petrolífera norte-americana Exxon-Mobil, acusada de sequestrar, violar, torturar e assassinar dezenas de pessoas que viviam num edifício propriedade da empresa, na província de Aceh (Indonésia).
Não condeno a empresa Vivendi, que deixou sem água todos os bairros pobres de La Paz, nem a Monsanto, que deixa sem sementes os camponeses da Índia e do Canadá, nem a Enron, que depois de deixar sem luz meia dezena de países, deixou também 20 000 pessoas sem poupanças.
Não condeno as empresas espanholas (BBV, BSCH, Endesa, Telefónica, Repsol) que esvaziaram os cofres da Argentina, obrigando assim os argentinos a vender o seu cabelo a fabricantes de perucas e a disputarem uma vaca morta para poderem comer.
Não condeno a Coca-Cola, que penetrou na Europa à sombra dos tanques nazis e que despede, ameaça e assassina, hoje, sindicalistas na Guatemala e Colômbia.
Não condeno as grandes corporações farmacêuticas, que acordaram matar vinte milhões de africanos doentes com sida.
Não condeno a ALCA, que viola e despedaça as trabalhadoras das fábricas de Ciudad de Juárez e que faz nascer crianças sem cérebro na fronteira do México com os EUA.
Não condeno o FMI nem a OMC, que fomentam a fome, a peste, a guerra, a corrupção e toda a cavalaria do Apocalipse.
Não condeno a UE nem o governo dos EUA, que colocam os acordos comerciais acima das medidas para a protecção do meio ambiente e que decidiram, sem plebiscito nem eleições, a extinção de uma quarta parte dos mamíferos da Terra.
Não condeno as torturas sofridas por Unai Romano, jovem basco que, faz agora um ano, foi convertido num globo tumefacto numa esquadra espanhola, ficando a tal ponto desfigurado que os seus pais só o reconheceram porque na cara ainda tinha o mesmo sinal.
Não condeno o governo espanhol, que no passado mês de Abril estabeleceu o estado de excepção sem consultar o parlamento e suspendeu durante três dias os direitos básicos reconhecidos pela nossa Constituição (a liberdade de movimentos e de expressão), com a agravante da segregação racista, ao impedir que bascos viajassem a Barcelona, por ocasião da última cimeira da UE.
Não condeno a Lei de Estrangeiros, que expulsa a homens doentes e esfomeados, os encerra em campos de detenção ou os priva do direito universal de assistência sanitária e educação.
Não condeno o “decretaço” que precariza ainda mais o emprego, elimina os subsídios e deixa os trabalhadores à mercê da carda dos empresários.
Não condeno Deus, naturalmente, quando chove, relampeja ou toa, nem quando a terra treme, nem quando o vulcão vomita o seu fogo sobre os homens.
Sou um democrata: não me importa um caralho a morte de crianças que não são espanholas; não me importa um caralho a perseguição, silenciamento e assassinato de jornalistas e advogados que não pensam como eu; não me importa um caralho a escravidão de dois mil milhões de pessoas que nunca poderão comprar os meus livros; não me importa um caralho o corte de liberdade enquanto segure eu livremente as tesouras; não me importa um caralho até o desaparecimento de um planeta no qual já me diverti bastante. Sou um democrata: condeno a ETA, os que a apoiam e os que estão em silêncio, mesmo que sejam mudos de nascença; e exijo, portanto, que se privem dos seus direitos de cidadania, 150 000 bascos, que sejam impedidos de votar, de se manifestarem, de reunirem, que se fechem as suas tabernas, as suas editoras, os seus jornais, inclusive as suas creches; que sejam logo metidos na prisão, eles e todos os seus compinchas (desde o jovem militante anti-globalização até ao escritor ressentido) e, se tudo isto não for suficiente para proteger a democracia, que se peça a intervenção humanitária das nossas gloriosas Forças Armadas, já experimentadas na heróica reconquista da ilha Perejil. Sou um democrata: condenei a ETA. Sou um democrata: só condenei a ETA e formo parte, portanto, de todos os outros grupos armados, das mais sangrentas, das mais cruéis, das mais destrutivas organizações terroristas do planeta.
Sou um democrata. Sou um cabrão.
Texto de Santiago Alba Rico, escritor e filósofo espanhol, publicado a 9 de Setembro de 2002 por Rebelión. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala.
Segunda-feira, 24 de Março de 2008
Declaração de princípios de um intelectual espanhol
Não condeno o rei Fahad, agraciado pelo rei de Espanha, que corta cabeças, poda mãos e arranca olhos, que humilha mulheres e amordaça os opositores, que se assenhora sem jornais, sem parlamento nem partidos políticos, que viola filipinas e tortura indianos e egípcios, que gasta a terça parte do orçamento da Arábia Saudita com os 15 000 membros da sua família e financia os movimentos mais reaccionários e violentos do planeta.
Não condeno o general Dustum, aliado dos EUA no Afeganistão, que afogou num contentor mil prisioneiros talibãs aos quais tinha prometido a liberdade e que morreram chupando as paredes de ferro da sua prisão.
Não condeno a Turquia, membro da NATO e candidato à UE, que na década de noventa varreu da face da terra 3 200 aldeias curdas, deixou morrer à fome 87 presos políticos e aprisiona quem se atrever a transcrever para curdo o nome das suas cidades.
Não condeno o sinistro Kissinger, o mais ambicioso assassino depois de Hitler, responsável por milhões de mortes na Indochina, em Timor, no Chile e em todos aqueles países cujo nome saiu alguma vez dos seus lábios.
Não condeno Sharon, homem de paz, que dinamita casas, deporta civis, arranca oliveiras, rouba água, dá tiros a crianças, pulveriza mulheres, tortura reféns, queima arquivos, faz voar ambulâncias, arrasa campos de refugiados e que galanteia com a ideia de “amputar o cancro” de três milhões de palestinianos para reforçar a pureza do seu estado “judeu”.
Não condeno o rei Gienendra do Nepal, formado nos EUA, que desde o passado mês de Janeiro executou sem julgamento, 1 500 comunistas.
Não condeno a Jordânia nem o Egipto, que espancam e prendem os que se manifestam contra a ocupação israelita da Palestina.
Não condeno o Patriot Act, nem o programa TIPS, nem o “desaparecimento” de detidos à guarda do FBI, nem a violação da Convenção de Genebra em Guantánamo, nem os tribunais militares nem a “licença para matar” outorgada à CIA, nem o registo policial de todos os turistas que entram nos EUA procedentes de países muçulmanos.
Não condeno o golpe de Estado na Venezuela nem o governo espanhol que o apoiou, nem os jornais que, aqui e ali, financiaram, legitimaram e aplaudiram a dissolução de todas as instituições e a perseguição armada dos partidários da Constituição.
Não condeno a empresa norte-americana Union Carbide, que a 2 de Dezembro de 1984 assassinou trinta mil pessoas na cidade indiana de Bophal.
Não condeno a empresa petrolífera norte-americana Exxon-Mobil, acusada de sequestrar, violar, torturar e assassinar dezenas de pessoas que viviam num edifício propriedade da empresa, na província de Aceh (Indonésia).
Não condeno a empresa Vivendi, que deixou sem água todos os bairros pobres de La Paz, nem a Monsanto, que deixa sem sementes os camponeses da Índia e do Canadá, nem a Enron, que depois de deixar sem luz meia dezena de países, deixou também 20 000 pessoas sem poupanças.
Não condeno as empresas espanholas (BBV, BSCH, Endesa, Telefónica, Repsol) que esvaziaram os cofres da Argentina, obrigando assim os argentinos a vender o seu cabelo a fabricantes de perucas e a disputarem uma vaca morta para poderem comer.
Não condeno a Coca-Cola, que penetrou na Europa à sombra dos tanques nazis e que despede, ameaça e assassina, hoje, sindicalistas na Guatemala e Colômbia.
Não condeno as grandes corporações farmacêuticas, que acordaram matar vinte milhões de africanos doentes com sida.
Não condeno a ALCA, que viola e despedaça as trabalhadoras das fábricas de Ciudad de Juárez e que faz nascer crianças sem cérebro na fronteira do México com os EUA.
Não condeno o FMI nem a OMC, que fomentam a fome, a peste, a guerra, a corrupção e toda a cavalaria do Apocalipse.
Não condeno a UE nem o governo dos EUA, que colocam os acordos comerciais acima das medidas para a protecção do meio ambiente e que decidiram, sem plebiscito nem eleições, a extinção de uma quarta parte dos mamíferos da Terra.
Não condeno as torturas sofridas por Unai Romano, jovem basco que, faz agora um ano, foi convertido num globo tumefacto numa esquadra espanhola, ficando a tal ponto desfigurado que os seus pais só o reconheceram porque na cara ainda tinha o mesmo sinal.
Não condeno o governo espanhol, que no passado mês de Abril estabeleceu o estado de excepção sem consultar o parlamento e suspendeu durante três dias os direitos básicos reconhecidos pela nossa Constituição (a liberdade de movimentos e de expressão), com a agravante da segregação racista, ao impedir que bascos viajassem a Barcelona, por ocasião da última cimeira da UE.
Não condeno a Lei de Estrangeiros, que expulsa a homens doentes e esfomeados, os encerra em campos de detenção ou os priva do direito universal de assistência sanitária e educação.
Não condeno o “decretaço” que precariza ainda mais o emprego, elimina os subsídios e deixa os trabalhadores à mercê da carda dos empresários.
Não condeno Deus, naturalmente, quando chove, relampeja ou toa, nem quando a terra treme, nem quando o vulcão vomita o seu fogo sobre os homens.
Sou um democrata: não me importa um caralho a morte de crianças que não são espanholas; não me importa um caralho a perseguição, silenciamento e assassinato de jornalistas e advogados que não pensam como eu; não me importa um caralho a escravidão de dois mil milhões de pessoas que nunca poderão comprar os meus livros; não me importa um caralho o corte de liberdade enquanto segure eu livremente as tesouras; não me importa um caralho até o desaparecimento de um planeta no qual já me diverti bastante. Sou um democrata: condeno a ETA, os que a apoiam e os que estão em silêncio, mesmo que sejam mudos de nascença; e exijo, portanto, que se privem dos seus direitos de cidadania, 150 000 bascos, que sejam impedidos de votar, de se manifestarem, de reunirem, que se fechem as suas tabernas, as suas editoras, os seus jornais, inclusive as suas creches; que sejam logo metidos na prisão, eles e todos os seus compinchas (desde o jovem militante anti-globalização até ao escritor ressentido) e, se tudo isto não for suficiente para proteger a democracia, que se peça a intervenção humanitária das nossas gloriosas Forças Armadas, já experimentadas na heróica reconquista da ilha Perejil. Sou um democrata: condenei a ETA. Sou um democrata: só condenei a ETA e formo parte, portanto, de todos os outros grupos armados, das mais sangrentas, das mais cruéis, das mais destrutivas organizações terroristas do planeta.
Sou um democrata. Sou um cabrão.
Texto de Santiago Alba Rico, escritor e filósofo espanhol, publicado a 9 de Setembro de 2002 por Rebelión. Tradução de Alexandre Leite para a Tlaxcala.
domingo, março 30, 2008
S. Miguel e Flores energeticamente sustentáveis.A Eda sabe disto?
Quem o diz é Paulo Ferrão, director nacional do MIT-Portugal. Esta entidade vai desenvolver estudos sobre a utilização de energias renováveis nos Açores. As ilhas são territórios muito específicos e com características próprias. O programa MIT-Portugal pretende estudar a utilização de energias renováveis nas ilhas dos Açores e da Madeira, com o objectivo de desenvolver o conceito de “ilha sustentável”. O objectivo é alcançar autonomia em termos energéticos, investindo em energias que não se esgotam.
Para que a investigação seja possível, vão ser assinados acordos entre universidades portuguesas, as agências regionais de Energia e Ambiente das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e o MIT-Portugal. Os protocolos serão celebrados hoje, quinta-feira, no âmbito da Conferência Europeia do "Massachussets Institute of Techonology" (MIT), que acontece pela primeira vez em Portugal.
A ilha de S. Miguel poderá ser totalmente sustentável. É uma ilha que já produz energia geotérmica, obtida do calor proveniente da terra [na foto], e “podia aumentar a quantidade de energia produzida”, mas, “durante a noite não haveria consumo e não teria como escoar a energia”, disse o director nacional do MIT-Portugal ao jornal Público.
Paulo Ferrão já apontou àquele jornal duas soluções para que a energia geotérmica seja escoada em S. Miguel: automóveis eléctricos que estejam ligados à noite para sair durante o dia ou casas de “micro geração”, que produzam energia.
As ilhas mais pequenas também teriam mais facilidades em serem autónomas em termos energéticos. “A ilha das Flores poderia ser mantida a energia eólica”, exemplifica Paulo Ferrão, ao jornal Público. Por estarem rodeadas de mar, as ilhas têm mais potencial em explorar as energias eólicas e das ondas.
Paulo Ferrão dá o exemplo “de sucesso” da Islândia: “A Islândia é cem por cento renovável.” “Há cinquenta anos era o país mais pobre da Europa”. Estava dependente do carvão, como principal fonte energética. O responsável nacional do MIT-Portugal contou que foi através da produção geotérmica e hidroeléctrica que este país insular conseguiu ser “sustentável”, além de ter investido o dinheiro, que poupou com as renováveis, em outras indústrias que trouxeram a prosperidade económica.
Para Paulo Ferrão, o crescimento do investimento em energias renováveis é certo e no caso das ilhas só traz benefícios, uma vez que estes territórios pagam, por vezes, mais pelo fornecimento energético.(Jornal Diário, 23 de Março de 2008)
PS- O Conselho de Administração da Eda que apostou num parque eólico para os Graminhais, vem pela voz de um dos seus administradores dizer que, afinal, instalar energia eólica em São Miguel é disparate técnico e económico (Correio dos Açores, 23 de Março de 2008.
Não sei quem tem razão, só sei que os ditos cujos são uma força de bloqueio a uma decente política energética para os Açores.
Quem o diz é Paulo Ferrão, director nacional do MIT-Portugal. Esta entidade vai desenvolver estudos sobre a utilização de energias renováveis nos Açores. As ilhas são territórios muito específicos e com características próprias. O programa MIT-Portugal pretende estudar a utilização de energias renováveis nas ilhas dos Açores e da Madeira, com o objectivo de desenvolver o conceito de “ilha sustentável”. O objectivo é alcançar autonomia em termos energéticos, investindo em energias que não se esgotam.
Para que a investigação seja possível, vão ser assinados acordos entre universidades portuguesas, as agências regionais de Energia e Ambiente das regiões autónomas dos Açores e da Madeira e o MIT-Portugal. Os protocolos serão celebrados hoje, quinta-feira, no âmbito da Conferência Europeia do "Massachussets Institute of Techonology" (MIT), que acontece pela primeira vez em Portugal.
A ilha de S. Miguel poderá ser totalmente sustentável. É uma ilha que já produz energia geotérmica, obtida do calor proveniente da terra [na foto], e “podia aumentar a quantidade de energia produzida”, mas, “durante a noite não haveria consumo e não teria como escoar a energia”, disse o director nacional do MIT-Portugal ao jornal Público.
Paulo Ferrão já apontou àquele jornal duas soluções para que a energia geotérmica seja escoada em S. Miguel: automóveis eléctricos que estejam ligados à noite para sair durante o dia ou casas de “micro geração”, que produzam energia.
As ilhas mais pequenas também teriam mais facilidades em serem autónomas em termos energéticos. “A ilha das Flores poderia ser mantida a energia eólica”, exemplifica Paulo Ferrão, ao jornal Público. Por estarem rodeadas de mar, as ilhas têm mais potencial em explorar as energias eólicas e das ondas.
Paulo Ferrão dá o exemplo “de sucesso” da Islândia: “A Islândia é cem por cento renovável.” “Há cinquenta anos era o país mais pobre da Europa”. Estava dependente do carvão, como principal fonte energética. O responsável nacional do MIT-Portugal contou que foi através da produção geotérmica e hidroeléctrica que este país insular conseguiu ser “sustentável”, além de ter investido o dinheiro, que poupou com as renováveis, em outras indústrias que trouxeram a prosperidade económica.
Para Paulo Ferrão, o crescimento do investimento em energias renováveis é certo e no caso das ilhas só traz benefícios, uma vez que estes territórios pagam, por vezes, mais pelo fornecimento energético.(Jornal Diário, 23 de Março de 2008)
PS- O Conselho de Administração da Eda que apostou num parque eólico para os Graminhais, vem pela voz de um dos seus administradores dizer que, afinal, instalar energia eólica em São Miguel é disparate técnico e económico (Correio dos Açores, 23 de Março de 2008.
Não sei quem tem razão, só sei que os ditos cujos são uma força de bloqueio a uma decente política energética para os Açores.
sexta-feira, março 21, 2008
O BODE NÃO ACREDITA
De acordo com o Correio dos Açores de 20 de Março, "o projecto da Escola Secundária Domingos Rebelo, que visa o aproveitamento racional da energia geotérmica das Furnas para reduzir o consumo energético e diminuir as emissões de gases com efeito de estufa, foi um dos três seleccionados a nível nacional para receber uma verba de 5 mil euros. Este é também um dos 20 projectos vencedores da iniciativa Rock in Rio Escola Solar. Um total de 400 painéis fotovoltaicos serão implantados, no decorrer deste ano, em 20 estabelecimentos de ensino e vão permitir arrecadar cerca de 50 mil euros anuais, através da venda de energia à rede, para apoiar projectos sociais portugueses ao longo de 15 anos."
1ª Dúvida- Terá sido um projecto concebido pelos alunos com o apoio dos professores?
2ª Dúvida- Os alunos vão colaborar na sua implementação?
3ª Dúvida- A que preço vai ser vendida à Eda a energia produzida? Ao que esta quiser?
Por último, temos as respostas para todas as perguntas. A principal é que concursos destes não são para se levar a sério.
De acordo com o Correio dos Açores de 20 de Março, "o projecto da Escola Secundária Domingos Rebelo, que visa o aproveitamento racional da energia geotérmica das Furnas para reduzir o consumo energético e diminuir as emissões de gases com efeito de estufa, foi um dos três seleccionados a nível nacional para receber uma verba de 5 mil euros. Este é também um dos 20 projectos vencedores da iniciativa Rock in Rio Escola Solar. Um total de 400 painéis fotovoltaicos serão implantados, no decorrer deste ano, em 20 estabelecimentos de ensino e vão permitir arrecadar cerca de 50 mil euros anuais, através da venda de energia à rede, para apoiar projectos sociais portugueses ao longo de 15 anos."
1ª Dúvida- Terá sido um projecto concebido pelos alunos com o apoio dos professores?
2ª Dúvida- Os alunos vão colaborar na sua implementação?
3ª Dúvida- A que preço vai ser vendida à Eda a energia produzida? Ao que esta quiser?
Por último, temos as respostas para todas as perguntas. A principal é que concursos destes não são para se levar a sério.
sábado, março 08, 2008
quinta-feira, março 06, 2008
PELA PRIMEIRA VEZ EM PORTUGUÊS O MAIS DEBATIDO CLÁSSICO DA ECOLOGIA E DA NATUREZA
Seis décadas passaram (1949-2008) sem que tivesse sido traduzida para português uma das obras mais importantes de sempre no domínio da ecologia e da natureza.
Com centenas de milhares de exemplares em várias línguas divulgados universalmente, A Sand County Almanac, de Aldo Leopold, é hoje o clássico da natureza e da ecologia mais debatido em todo o mundo.
Para título desta primeira edição em língua portuguesa, Pensar como uma montanha, o editor adoptou uma expressão do próprio A. Leopold, na qual ele aponta para a necessidade de superar o ponto de vista estreitamente antropocêntrico e de ter sempre em conta o longo e o longuíssimo prazo, se se quer evitar a destruição acelerada da natureza, e da humanidade com ela.
A obra estará disponível a preço especial de lançamento (12 euros; preço normal de venda ao público noutros locais: 18 euros). Até 30 de Abril, pode também ser adquirida a preço especial de lançamento exclusivamente por encomenda directa ao editor. Para mais
informações: contacto@sempreempe.pt
Seis décadas passaram (1949-2008) sem que tivesse sido traduzida para português uma das obras mais importantes de sempre no domínio da ecologia e da natureza.
Com centenas de milhares de exemplares em várias línguas divulgados universalmente, A Sand County Almanac, de Aldo Leopold, é hoje o clássico da natureza e da ecologia mais debatido em todo o mundo.
Para título desta primeira edição em língua portuguesa, Pensar como uma montanha, o editor adoptou uma expressão do próprio A. Leopold, na qual ele aponta para a necessidade de superar o ponto de vista estreitamente antropocêntrico e de ter sempre em conta o longo e o longuíssimo prazo, se se quer evitar a destruição acelerada da natureza, e da humanidade com ela.
A obra estará disponível a preço especial de lançamento (12 euros; preço normal de venda ao público noutros locais: 18 euros). Até 30 de Abril, pode também ser adquirida a preço especial de lançamento exclusivamente por encomenda directa ao editor. Para mais
informações: contacto@sempreempe.pt
quarta-feira, março 05, 2008
sexta-feira, fevereiro 22, 2008
DALBERTO POMBO E O CENTRO DE JOVENS NATURALISTAS DE SANTA MARIA
Dalberto Teixeira Pombo, escriturário de profissão e naturalista por vocação, criou na ilha de Santa Maria o Centro de Jovens Naturalistas que teve uma actividade mais intensa nas décadas de 70 e 80 do século passado, altura em que editou o interessante “Boletim dos Jovens Naturalistas”.
O Centro de Jovens Naturalistas, organização que nunca se chegou a transformar numa associação formal, por falta de adultos interessados, teve como objectivo principal “iniciar os jovens nas colecções ou preparações com elementos diversos da História Natural, para melhor poderem apreciar, entender e resolver os problemas que se lhes apresentam hoje, como a poluição, defesa do património natural, ecologia, todos interdependentes afinal”.
De acordo com o prof. Paulo Borges, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, um dos jovens que com ele trabalhou à cerca de trinta anos, o maior contributo para a ciência do Sr. Pombo foi “a exploração da fauna do Pico Alto de Santa Maria, um fragmento de vegetação natural pequeno mas de elevado valor em termos de riqueza de artrópodes e moluscos endémicos desta ilha e dos Açores”
Quanto a nós, que tivemos a oportunidade de o conhecer, destacamos o seu pioneirismo e exemplo em termos de contributos para a sensibilização para a conservação da natureza. Mas mais importante do que tudo, destacaria o seu trabalho voluntário e desinteressado em prol da formação dos mais jovens.
O sr. Pombo, embora indirectamente, foi também responsável pelo que é hoje a maior associação de defesa do ambiente do arquipélago, “Os Amigos dos Açores - Associação Ecológica” e por parte da minha formação como activista da causa ambiental e social.
Com o seu falecimento, em 11 de Dezembro de 2007, o Centro de Jovens Naturalistas terá terminado a sua nobre missão. Como melhor forma de o homenagear, todos os que o conheceram deverão empenhar-se cada vez mais, quer individualmente quer nas associações existentes ou noutras que venham a surgir, em actividades que conduzam à construção de uns Açores mais justos, limpos e pacíficos.
Por último deixava um alerta, não se deixem ludibriar por quem acha que as associações devem ser empurradas para “dentro do sistema” quando o que pretendem é que as mesmas sejam dóceis, colocadas ao serviço de interesses conjunturais de alguns governantes e percam a sua independência.
(Publicado no Jornal Terra Nostra, nº 341, 22 de Fevereiro de 2008, p. 30)
Dalberto Teixeira Pombo, escriturário de profissão e naturalista por vocação, criou na ilha de Santa Maria o Centro de Jovens Naturalistas que teve uma actividade mais intensa nas décadas de 70 e 80 do século passado, altura em que editou o interessante “Boletim dos Jovens Naturalistas”.
O Centro de Jovens Naturalistas, organização que nunca se chegou a transformar numa associação formal, por falta de adultos interessados, teve como objectivo principal “iniciar os jovens nas colecções ou preparações com elementos diversos da História Natural, para melhor poderem apreciar, entender e resolver os problemas que se lhes apresentam hoje, como a poluição, defesa do património natural, ecologia, todos interdependentes afinal”.
De acordo com o prof. Paulo Borges, do Departamento de Ciências Agrárias da Universidade dos Açores, um dos jovens que com ele trabalhou à cerca de trinta anos, o maior contributo para a ciência do Sr. Pombo foi “a exploração da fauna do Pico Alto de Santa Maria, um fragmento de vegetação natural pequeno mas de elevado valor em termos de riqueza de artrópodes e moluscos endémicos desta ilha e dos Açores”
Quanto a nós, que tivemos a oportunidade de o conhecer, destacamos o seu pioneirismo e exemplo em termos de contributos para a sensibilização para a conservação da natureza. Mas mais importante do que tudo, destacaria o seu trabalho voluntário e desinteressado em prol da formação dos mais jovens.
O sr. Pombo, embora indirectamente, foi também responsável pelo que é hoje a maior associação de defesa do ambiente do arquipélago, “Os Amigos dos Açores - Associação Ecológica” e por parte da minha formação como activista da causa ambiental e social.
Com o seu falecimento, em 11 de Dezembro de 2007, o Centro de Jovens Naturalistas terá terminado a sua nobre missão. Como melhor forma de o homenagear, todos os que o conheceram deverão empenhar-se cada vez mais, quer individualmente quer nas associações existentes ou noutras que venham a surgir, em actividades que conduzam à construção de uns Açores mais justos, limpos e pacíficos.
Por último deixava um alerta, não se deixem ludibriar por quem acha que as associações devem ser empurradas para “dentro do sistema” quando o que pretendem é que as mesmas sejam dóceis, colocadas ao serviço de interesses conjunturais de alguns governantes e percam a sua independência.
(Publicado no Jornal Terra Nostra, nº 341, 22 de Fevereiro de 2008, p. 30)
quarta-feira, fevereiro 20, 2008
ECOTECA DE SANTA MARIA INCENTIVA O USO DO TABACO
Em Santa Maria: Ecoteca põe cinzeiros à porta dos restaurantes 20 Fevereiro 2008 [Regional]
A Ecoteca de Santa Maria e a Valência do Recolhimento de Santa Maria promoveram, domingo, uma operação de colocação de cinzeiros à entrada de estabelecimentos de restauração em Vila do Porto, para garantir a limpeza da via pública no principal centro urbano da ilha.
A iniciativa, que contou com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e da Câmara Municipal de Vila do Porto, decorre do aumento do número de beatas de cigarros abandonadas no chão à porta de cafés e restaurantes, devido à recente entrada em vigor da nova legislação sobre o consumo de tabaco.
(in Correio dos Açores)
Esta iniciativa é, do meu ponto de vista, apenas aparentemente aceitável. Porquê:
1- Porque, trata-se de uma desistência em continuar uma campanha para que as pessoas deixem de fumar;
2- Porque se está a premiar os prevaricadores. É uma atitude de pouco civismo atirar lixo para o chão, qualquer que ele seja. As pessoas em questão, pelo contrário, deveriam ser punidas;
3- Trata-se de um mau uso dos dinheiros públicos já que se são os donos dos cafés e restaurantes a terem lucros com a sua actividade a limpeza, no limite, deveria estar a seu cargo.
4- Noto aqui uma alteração na "política de ambiente". O ex-director regional do ambiente, Arq. Eduardo Carqueijeiro, não aceitou que uma ecoteca disponibilizasse cinzeiros para uma praia com o argumento que o que se devia fazer era educar as pessoas para não fumarem e para se responsabilizarem pelos lixos que produzem.
5- O que a ecoteca fez, não passa do que se chama "negóceos como os do costume". Isto é não actuar nas causas, apenas se preocupar com as consequências. Ou mudar um pouco para que tudo fique na mesma.
6- Com o simples colocar de cinzeiros está-se a incentivar o uso do tabaco.
7-Pessoalmente acho a atitude condenável já que se está a usar dinnheiro de todos nós em benefício de uns poucos. É caso para dizer "o crime compensa".
Em Santa Maria: Ecoteca põe cinzeiros à porta dos restaurantes 20 Fevereiro 2008 [Regional]
A Ecoteca de Santa Maria e a Valência do Recolhimento de Santa Maria promoveram, domingo, uma operação de colocação de cinzeiros à entrada de estabelecimentos de restauração em Vila do Porto, para garantir a limpeza da via pública no principal centro urbano da ilha.
A iniciativa, que contou com o apoio da Secretaria Regional do Ambiente e do Mar e da Câmara Municipal de Vila do Porto, decorre do aumento do número de beatas de cigarros abandonadas no chão à porta de cafés e restaurantes, devido à recente entrada em vigor da nova legislação sobre o consumo de tabaco.
(in Correio dos Açores)
Esta iniciativa é, do meu ponto de vista, apenas aparentemente aceitável. Porquê:
1- Porque, trata-se de uma desistência em continuar uma campanha para que as pessoas deixem de fumar;
2- Porque se está a premiar os prevaricadores. É uma atitude de pouco civismo atirar lixo para o chão, qualquer que ele seja. As pessoas em questão, pelo contrário, deveriam ser punidas;
3- Trata-se de um mau uso dos dinheiros públicos já que se são os donos dos cafés e restaurantes a terem lucros com a sua actividade a limpeza, no limite, deveria estar a seu cargo.
4- Noto aqui uma alteração na "política de ambiente". O ex-director regional do ambiente, Arq. Eduardo Carqueijeiro, não aceitou que uma ecoteca disponibilizasse cinzeiros para uma praia com o argumento que o que se devia fazer era educar as pessoas para não fumarem e para se responsabilizarem pelos lixos que produzem.
5- O que a ecoteca fez, não passa do que se chama "negóceos como os do costume". Isto é não actuar nas causas, apenas se preocupar com as consequências. Ou mudar um pouco para que tudo fique na mesma.
6- Com o simples colocar de cinzeiros está-se a incentivar o uso do tabaco.
7-Pessoalmente acho a atitude condenável já que se está a usar dinnheiro de todos nós em benefício de uns poucos. É caso para dizer "o crime compensa".
sexta-feira, fevereiro 15, 2008
QUEM GANHA COM AS CULTURAS TRANSGÉNICAS?
Comunicado da Plataforma Transgénicos Fora
2008/02/13
No dia em que a indústria divulga o relatório anual mundial
O cultivo de transgénicos a nível mundial está a conduzir a um aumento massivo do consumo de pesticidas e só as empresas que os vendem podem lucrar com tal situação. Isto mesmo foi
verificado num estudo agora disponível (1) que desmonta a realidade cor de rosa apresentada hoje em Bruxelas pelo ISAAA, uma organização que representa os interesses globais da indústria da engenharia genética.
De facto, até a indústria começa a reconhecer que o consumo de pesticidas está a aumentar. Em entrevista (2), uma representante da EuropaBio (associação europeia de bioindústrias) afirmou que se têm vindo a verificar "aplicações muito maiores de Roundup [herbicida], junto com uma série de outros químicos."
Os números do próprio governo americano mostram que, entre 1994 e 2005, o consumo de glifosato (o princípio activo do Roundup, o pesticida mais usado em transgénicos) aumentou 15 vezes. Só entre 2005 e 2006 a aplicação de glifosato em soja transgénica subiu 28%, tendo atingido o total de 44 mil toneladas em solo americano.
Apesar destas subidas o uso de outros pesticidas, ainda mais tóxicos e que as culturas transgénicas prometiam evitar, não está a declinar. Nos Estados Unidos, o país que mais cultiva transgénicos em todo o mundo, a aplicação de 2,4 D (um herbicida altamente tóxico e um dos componentes do Agente Laranja, de má memória) em soja mais do que duplicou entre 2002 e 2006. A atrazina, proibida na União Europeia devido à sua toxicidade, aumentou 12% na culturas americanas de milho transgénico entre 2002 e 2005.
As perspectivas futuras apontam para uma situação cada vez mais grave: à medida que cada vez mais ervas daninhas se tornam resistentes aos mesmos herbicidas que as plantas transgénicas toleram, o cocktail químico necessário para as controlar vaiaumentando sempre mais em volume, toxicidade e número de ingredientes. (3)
Esta situação penaliza agricultores, o ambiente e toda a sociedade. Quem ganha? Porque os contratos de vendas de sementes transgénicas vinculam o agricultor a comprar os pesticidas à mesma empresa que produziu as sementes, quanto mais pesticidas as culturas transgénicas precisarem, mais as empresas beneficiam.
Notas:
1 - O relatório completo, realizado pela associação Amigos da Terra Internacional, está
disponível para descarregar em: aqui
2 - A entrevista integral está disponível em:
www.ethicalcorp.com/content.asp?ContentID=5684
3 - Para mais informação consultar por exemplo
southeastfarmpress.com/soybeans/122707-resistant-weeds/index.html
Para mais informações:
Dra. Margarida Silva, 91 730 1025
A Plataforma Transgénicos Fora é uma estrutura integrada por onze entidades não-governamentais da área do ambiente e agricultura (ARP, Aliançapara a Defesa do Mundo Rural Português; ATTAC, Associação para a Taxação das Transacções Financeiras para a Ajuda ao Cidadão; CNA, Confederação Nacional da Agricultura; Colher para Semear, Rede Portuguesa de Variedades Tradicionais; FAPAS, Fundo para a Protecção dos Animais Selvagens; GAIA, Grupo de Acção e Intervenção Ambiental; GEOTA, Grupo de Estudos de Ordenamento do Território e Ambiente; LPN, Liga para a Protecção da Natureza; MPI, Movimento Pró-Informação para a Cidadania e Ambiente, QUERCUS, Associação Nacional de Conservação da Natureza; e SALVA, Associação de Produtores em Agricultura Biológica do Sul) e apoiada por dezenas de outras.
sexta-feira, fevereiro 08, 2008
Países ganham 500 vezes mais do que gastam no combate ao tabagismo
Organização Mundial de Saúde divulga novo relatório sobre tabaco no mundo
Os governos dos países de todo o mundo arrecadam 500 vezes mais o valor que gastam em acções de combate ao tabagismo. Além disso, apenas cinco por cento da população mundial vive em países onde existem medidas para reduzir as taxas de consumo de tabaco. Estes são alguns dos dados do novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o consumo de tabaco no mundo, ontem divulgado.
Esta é a primeira análise global sobre o consumo e mecanismos de controlo do tabaco. Conclui a OMS que não existe um único país que tenha implementado todas as medidas de controlo do tabaco, apesar de se terem registado progressos. Estas medidas são: políticas de prevenção e monitorização do tabaco; protecção dos cidadãos do fumo do tabaco; disponibilizar ajuda para deixar o tabaco; informar sobre os malefícios do tabaco; reforçar a proibição à promoção e publicidade ao tabaco; e aumentar os impostos sobre o mesmo.
«Apesar de estarem a aumentar os esforços de combate ao tabaco, virtualmente todos os países têm de fazer mais. Estas seis estratégias estão ao alcance de todos os países, ricos e pobres, e quando combinadas em pacote dão mais hipóteses de reverter esta epidemia em crescimento», refere Margaret Chan, directora-geral da OMS.
O relatório inclui informação de 179 países. O relatório dá conta ainda de que 40 por cento dos países ainda permitem que se fume nos hospitais e escolas. Segundo a OMS, o tabaco é a causa de morte de 5.4 milhões de pessoas por ano, que morrem de cancro dos pulmões, problemas cardíacos ou outros efeitos secundários. As projecções apontam para que, em 2030, esse número atinja os oito milhões de mortes anuais. O tabaco é também um factor de risco para seis das oito principais causas de morte. Para saber mais, consulte o site da OMS.
Sónia Santos Dias
08 de Fevereiro de 2008
Extraído de: http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=806786
Organização Mundial de Saúde divulga novo relatório sobre tabaco no mundo
Os governos dos países de todo o mundo arrecadam 500 vezes mais o valor que gastam em acções de combate ao tabagismo. Além disso, apenas cinco por cento da população mundial vive em países onde existem medidas para reduzir as taxas de consumo de tabaco. Estes são alguns dos dados do novo relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS) sobre o consumo de tabaco no mundo, ontem divulgado.
Esta é a primeira análise global sobre o consumo e mecanismos de controlo do tabaco. Conclui a OMS que não existe um único país que tenha implementado todas as medidas de controlo do tabaco, apesar de se terem registado progressos. Estas medidas são: políticas de prevenção e monitorização do tabaco; protecção dos cidadãos do fumo do tabaco; disponibilizar ajuda para deixar o tabaco; informar sobre os malefícios do tabaco; reforçar a proibição à promoção e publicidade ao tabaco; e aumentar os impostos sobre o mesmo.
«Apesar de estarem a aumentar os esforços de combate ao tabaco, virtualmente todos os países têm de fazer mais. Estas seis estratégias estão ao alcance de todos os países, ricos e pobres, e quando combinadas em pacote dão mais hipóteses de reverter esta epidemia em crescimento», refere Margaret Chan, directora-geral da OMS.
O relatório inclui informação de 179 países. O relatório dá conta ainda de que 40 por cento dos países ainda permitem que se fume nos hospitais e escolas. Segundo a OMS, o tabaco é a causa de morte de 5.4 milhões de pessoas por ano, que morrem de cancro dos pulmões, problemas cardíacos ou outros efeitos secundários. As projecções apontam para que, em 2030, esse número atinja os oito milhões de mortes anuais. O tabaco é também um factor de risco para seis das oito principais causas de morte. Para saber mais, consulte o site da OMS.
Sónia Santos Dias
08 de Fevereiro de 2008
Extraído de: http://saude.sapo.pt/artigos/noticias_actualidade/ver.html?id=806786
sábado, fevereiro 02, 2008
Muere Humberto da Cruz
Acabo de enterarme del fallecimiento de Humberto da Cruz, un referente en la historia del ecologismo español. Fundador de Amigos de la Tierra (quienes desgraciadamente no le han dedicado ni una sola línea en su página), llegó a ser director general del ICONA poco antes de la disolución de este polémico organismo, aunque tuvo tiempo para lograr la necesaria ampliación del Parque Nacional de Picos de Europa. Con aciertos y errores, como todos, nadie pudo negarle nunca el entusiasmo por lograr un mundo mejor.
Personalmente le debo su visión moderna de la protección de la Naturaleza, cuando durante largas veladas en su casa nos hablaba, ilusos jovenzuelos, de cómo avanzaban en este campo en Alemania, Suecia, Francia o el Reino Unido, seguro de que algún día también nosotros lo lograríamos aquí. Nos parecía un sueño maravilloso por el que valía la pena luchar. Él lo hizo toda su vida. Muchas gracias Humberto.
PS- Não o conheci pessoalmente, mas ainda recentemente estive a consultar um livrinho da sua autoria intitulado. Ecologia e Sociedade Alternativa, editado em 1985,pela "A Regra do Jogo, Edições Ldª". A ele também devo um pouco da minha formação como activista do movimento ambiental.
Extraído de: http://blogs.20minutos.es/cronicaverde/post/2008/01/21/muere-humberto-da-cruz
Acabo de enterarme del fallecimiento de Humberto da Cruz, un referente en la historia del ecologismo español. Fundador de Amigos de la Tierra (quienes desgraciadamente no le han dedicado ni una sola línea en su página), llegó a ser director general del ICONA poco antes de la disolución de este polémico organismo, aunque tuvo tiempo para lograr la necesaria ampliación del Parque Nacional de Picos de Europa. Con aciertos y errores, como todos, nadie pudo negarle nunca el entusiasmo por lograr un mundo mejor.
Personalmente le debo su visión moderna de la protección de la Naturaleza, cuando durante largas veladas en su casa nos hablaba, ilusos jovenzuelos, de cómo avanzaban en este campo en Alemania, Suecia, Francia o el Reino Unido, seguro de que algún día también nosotros lo lograríamos aquí. Nos parecía un sueño maravilloso por el que valía la pena luchar. Él lo hizo toda su vida. Muchas gracias Humberto.
PS- Não o conheci pessoalmente, mas ainda recentemente estive a consultar um livrinho da sua autoria intitulado. Ecologia e Sociedade Alternativa, editado em 1985,pela "A Regra do Jogo, Edições Ldª". A ele também devo um pouco da minha formação como activista do movimento ambiental.
Extraído de: http://blogs.20minutos.es/cronicaverde/post/2008/01/21/muere-humberto-da-cruz
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