sábado, agosto 12, 2006
















PERCURSOS DE SANTA MARIA


Muito já foi dito pelo Nuno e pelo Francisco acerca do estado lastimável dos percursos pedestres recomendados pelo Governo Regional dos Açores na ilha de Santa Maria.
Aqui, só me resta mostrar a leviandade ou falta de profissionalismo com que é feita a marcação de alguns dos percursos pedestres nos Açores.
Teófilo Braga

domingo, julho 23, 2006

O Desenvolvimento Ecologicamente Sustentado...Alternativa ao Capitalismo na Era da Globalização

Por Jacinto Rodrigues

Resumo: Não é possível construir uma sociedade de justiça social sem mudança do modelo territorial energético, baseado na sustentabilidade ecológica.A ecologia, como fundamento substantivo da política e da técnica, torna-se essencial para a alternativa ao paradigma do capitalismo na fase da globalização.

Palavras-chave:Desenvolvimento ecologicamente sustentadoEcodesenvolvimentoEco-ciência planetária

Mesmo para o cidadão comum, de hoje, é uma evidência constatar a evolução do capitalismo e reconhecer a especificidade desta etapa que se designa de globalização.Porém, a questão essencial é saber se a natureza do sistema capitalista mudou.
a) Será que desapareceram a exploração, dominação e as injustiças sociais que advêm desse modelo social?
b) Encontrou este modelo capitalista um processo de concertação dos seus antagonismos, inerentes ao seu processo de funcionamento?
c) Que ocorreu em relação à capacidade de resposta dos grupos sociais explorados e dominados, aos novos processos de economia transnacionalizada na sua nova fase do capitalismo financeiro, “financiarização”, de cibernetização tecnológica, “informatização” e alargamento manipulatório “mediatização”? (AMIN 1997)

No estado actual, a etapa da globalização alargou a economia de mercado para uma fase cada vez mais gravosa para com o equilíbrio da biosfera. O valor de uso dos produtos tornou-se presa de interesses financeiros dominantes. O oligopolismo, ou seja, o capital financeiro sobrepôs-se à lógica de investimentos produtivos. A geopolítica do capital transnacionalizado impôs modelos sociais/militares e tecnológicos mundializados.A generalização de uma tecnologia que produza um antagonismo crescente em relação à biosfera.Esse antagonismo crescente revela-se essencialmente pelo facto de que este modelo tecnológico funciona como uma predacção exterminadora dos bens planetários criando simultaneamente resíduos superiores à reciclagem de que dispõe a biosfera.Os eco-sistemas são violentados pelo alargamento duma tecnologia produtora de esgotamento energético e matérias-primas, ao mesmo tempo que gera lixos tóxicos.A generalização desse antagonismo capitalismo versus natureza, acompanha e agrava outros antagonismos essenciais. Cresce o fosso ente os grupos cada vez mais reduzidos, detentores do meios de dominação, produção e alienação e o resto da sociedade que, por sua vez, se decompõe em grupos sociais integrados e outros excluídos.Cresce o fosso entre regiões onde o crescimentos se realizou à custa da periferia despojada dos seus próprios meios naturais de subsistência.Por outro lado, ocorrem antagonismos também entre os próprios detentores do capital porque a concentração e a concorrência inerente ao modelo mercantil acentua rivalidades em torno da conquista do poder dominante. A concentração faz-se através do aniquilamento dos mais fracos que têm de se sujeitar a essa geo-estratégia de concentração.O modelo tecnológico, aparece com uma lógica de produtivismo quantitativo que insinua um progresso social. A tecno-ciência mecanicista/positivista (sem uma base ecológica e assente na energia fóssil e na poluição) constitui a trama essencial da produção. Com efeito, dos transportes à agro-indústria, o modelo tecno-científico hegemoniza o tipo de crescimento da economia capitalista.O sistema de ensino do Estado, privado ou empresarial, constitui um pilar de reprodução do próprio sistema. A socialização cultural é substituída pela institucionalização escolar. Esses referentes paradigmáticos interferiram na estrutura cognitiva, criando e reflectindo uma concepção de ciência e de cultura. Os “epistemes” são produzidos e reproduzidos nesta “grelha de interpretação” (WALLACE 1963) que interessem a manutenção social.A organização territorial consolida a integração social de maiorias e exclusão de minorias não adaptativas.A concentração urbana caracteriza esse habitat alheado do eco-sistema. Mas a organização territorial desta fase de globalização tem gerado dispositivos topológicos (FOUCAULT, 1976) que constituem formas de integração e de dominação cada vez mais sofisticadas. A maquilhagem formal, a espectacularidade das edificações, escondem adestramentos comportamentais das populações e marcam com geo-estratégias complexas, a reprodução alargada da força de trabalho, o domínio manipulatório e/ou compulsivo de hábitos (BOURDIEU-PASSERON, 1964)), de formas de vida e de consumo.Durante o processo da mundialização da economia capitalista, através das formas coloniais ou neo-coloniais, as sociedades tradicionais de economia de subsistência apresentaram, e apresentam ainda hoje, resistências à imposição desse modelo capitalista, social, tecnológico, territorial e educativo.Essas sociedades tradicionais não têm actividades puramente económicas. A caça e a agricultura são actividades familiares e comunitárias. Como refere Polanyi,(POLANYI, 1980)) os princípios dessas sociedades vernaculares são formas de reciprocidade que estabelecem um tecido de obrigações mútuas estreitando os laços entre os membros da comunidade. (Goldsmith, 1995)A tecnologia e o habitat das sociedades vernaculares constituem as formas de estar duma sociedade em busca da auto-suficiência, que obedece às imposições do nicho ecológico em que a comunidade se insereO processo educativo na sociedade, confunde-se com a socialização, vigorando o processo de adaptação à comunidade e ao eco-sistema de que são dependentes.O processo colonial e neo-colonial instaura-se essencialmente pelo sistema tecnológico e pelos novos dispositivos territoriais. São estes elementos fortes que facilitam a “pilhagem” e produzem a catástrofe das populações nativas.O habitat e a tecnologia tradicionais, não produziam esgotamento dos bens naturais. Os detritos eram reciclados pelo ecosistema local.A transmissão de doenças era menos fatal nas comunidades isoladas do que em populações concentradas e em situações degradadas das aglomerações urbanas.As relações de economia de mercado vieram acelerar a desintegração dos ecosistemas pois os valor de uso ao ser substituído por valor de troca, provocou a delapidação das florestas, aumentou a desertificação e intensificou processos de concorrência que levaram a conflitos étnicos e às guerras.Ao estabelecermos estas constatações sobre as sociedades vernaculares não queremos, contudo, considerá-las isentas de limitações e portanto não é nosso ensejo apresentá-las como o paradigma alternativo ao modelo técnico-científico do capitalismo.As ideologias colonial e neo-colonial esforçaram-se em tecer juízos de valor sobre as sociedades vernaculares, querendo ddemonstrar a supremacia do modelo cultural e civilizacional dos países de economia dominante.Foi o pretexto para legitimarem a colonização. Foi e é o discurso ideológico dominante.Quisemos caracterizar a situação das sociedades vernaculares mostrando como as sociedades colonizadoras, contribuíram para o desequilíbrio entre o homem e a biosfera.O que se pretende nesta comunicação é formular uma decifração ecológica dos paradigmas entre essas sociedades, que ultrapasse a mera análise “económica”. Por isso formular uma alternativa significa ultrapassar os quadros referenciais do paradigma científico e moderno. Significa também ultrapassar antigos paradigmas em que a sujeição da humanidade ao envolvimento ecosistémico era quase total.Ultrapassar a atitude destruidora do modelo capitalista e ultrapassar a atitude adaptativa do modelo de sociedade tradicional é o desafio que se põe para a formulação dum paradigma futurante.Entre destruição e sujeição existe a possibilidade de uma sociedade capaz de integrar os ecosistemas de um modo activo, de maneira a tornar mais conscientes as relações dos homens com os seres vivos e com o biótopo.O alargamento da consciência planetária, o aparecimento de propostas ecotécnicas (energias renováveis e uma produção com resíduos recicláveis) e ainda o surgimento das novas formas de organização territorial ecologicamente sustentada, permitem apontar como possível, esta “utopia” social, baseada no desenvolvimento ecologicamente sustentado.Para isso há que encarar as soluções para os antagonismos sociais mas também formular, simultaneamente, respostas às conflitualidades na biocenose e entre a biocenose e o biótopo.Não existem portanto, soluções político-económicas em estrito senso. Política e economia enquadram-se numa eco-política mais geral, como seja a gestão do próprio planeta. Em última instância é de uma eco-sofia em processo a que teremos de recorrer para esta hipótese alternativa de paradigma.A história da humanidade aparece apenas como um processo parcelar duma mais vasta aventura planetária. No entanto, para a humanidade, as experiências já vividas nos diferentes modos de produção, nos diversos complexos tecnológicos e energéticos, nos diversos paradigmas político-filosóficos, permitem experiência e teoria para o desenvolvimento futuro.As aspirações por uma sociedade mais justa e solidária, ficaram assinaladas ao longo da história, por grandes movimentos de libertação. Estes movimentos sociais, só de uma forma vaga e às vezes paradoxal, referenciaram a problemática ecológica. Essas aspirações confundiram-se, umas vezes, com o mimetismo passivo à mãe terra, outras vezes, com o grito Prometaico, portador da sociedade industrial. Outras vezes ainda, ao contrário, orientaram-se para uma sabotagem do surto tecno-científico do sistema fabril.Com o advento da teoria ecológica, reformulam-se os quadros da ciência positivista e das ideologias sociais. Reencontramos proximidades entre a geo-cosmogonia mágica nativista e as revelações duma complexidade holística da teoria ecológica. Mas há diferenças qualitativas no alargamento da consciência planetária e na capacidade de controlo da humanidade para o equilíbrio ou desequilíbrio entre a organização social e a biosfera.Se, através da tecnociência se conseguiram autênticos massacres na biosfera, criando a poluição generalizada, a devastação das florestas, a desertificação dos solos, a contaminação das águas, a partir da investigação eco-técnica é possível a produção de protótipos de energias renováveis que não esgotem os bens naturais nem poluam o planeta.A evolução do conhecimento nas ciências do território, permite a implantação de novos habitats integrados no ecosistema.O habitat, território, desenvolvimento, bioagricultura, ecotécnica, produção e reciclagem, são corolários sistémicos para um desenvolvimento ecologicamente sustentado.É nesta configuração territorial e com estes novos dispositivos eco-tecnológicos que se podem propiciar novos comportamentos e atitudes solidárias mais consentâneas com as aspirações de justiça social.Estes lugares matriciais podem assim, facilitar uma socialização solidária, uma eco-territorialização e uma eco-técnica imprescindíveis para a concretização desta utopia realizável.Esta utopia não é um “modelo”. É um processo de mudança alternativa à sociedade tradicional de subsistência e à sociedade de globalização do capitalismo neo-liberal.No terreno prático, o que se pretende, neste artigo, é defender o eco-desenvolvimento (SACHS, 1995) como alternativa para qualquer das sociedades. Qualquer que seja a etapa de crescimento, terá que ter uma opção tecnológica e territorial ecologicamente sustentável que possa auferir experiência prática, teórica e científica da humanidade.As sociedades vernaculares ou tradicionais, têm uma proximidade material das preocupações ecológicas. Mas, ao mesmo tempo, encontram-se longe das opções reflexivas que podem garantir pela eco-técnica actual, uma melhoria das tecnologias apropriáveis, tradicionais. Contudo, nas sociedades do capitalismo global, será necessária a reconversão da tecnociência à ecotécnica. Terá que surgir uma “medicina planetária” (LOVELLOCK, 1998) capaz de curar as mazelas do crescimento produtivista.Cresceram os perigos gerados pelo modelo de crescimento. A vida quotidiana dos cidadãos é cada vez mais marcada pelos desastres ecológicos, quer sejam alimentares quer sejam climatéricos.Há cada vez mais movimentos que tomam consciência planetária desses perigos e mais claramente surgem alternativas concretas no domínio da eco-técnica, da organização territorial e do modo de vida. São experiências exemplares que tendem a multiplicar-se.Novas formas organizativas, como redes não hierarquizadas onde a unidade se estabelece pelo direito à diferença, despontam em todos os países. Da federação destas organizações e da participação duma “ciência cidadã” (IRWIN 1998) surgem já expressões dum internacionalismo solidário no desenvolvimento ecologicamente sustentado, visível em Seatle e Porto Alegre.

Referências bibliográficas(1)Amin, Samir, “Imperialismo e Desenvolvimento Desigual”, 1998, Ed. Ulmeiro“Eurocentrismo”, 1999, Ed. Dinossauro“Desafios da Mundialização”, 2001, Ed. Dinossauro(2) Bourdieu-Passeron, “Les Heretiers”, 1964, Ed. Minuit, Paris(3) Foucault, Michel, “La gouvernementalité” in « Magazine Litteraire », nº 269, 1998« Surveiller et Punir », 1976, Ed. Gallimard, Paris(4) Goldsmith, Edouard “Desafio ecológico”, 1995, Ed. Inst. Piaget(5) Irwin, Alane, “Ciência Cidadã”, 1998, Ed. Inst. Piaget(6) Lovellock, James, “Ciência para a Terra”, 1998, Ed. Terramar(7) Polanyi, K. “The Great Transformation”, 1980, N.Y.(8) Sachs, Ignacy, “Norte-Sul: Confronto ou Cooperação?” in “Estado do Ambiente no Mundo”, 1995, Ed. Inst. Piaget(9) Wallace, A.F.C. “Culture and Personality”, 1963, Ed. Rondon House, N.Y.Artigo da autoria de:Professor Doutor Jacinto Rodrigues, catedrático da Faculdade de Arquitectura da Universidade do Porto.2005

domingo, julho 16, 2006



A POSIÇÃO DOS AMIGOS DOS AÇORES SOBRE

O CASO DA CAÇA AOS MILHAFRES PELA ANA



Abaixo transcreve-se comunicado dos Amigos dos Açores sobre matança de milhafres pela ANA:


"A Associação Ecológica AMIGOS DOS AÇORES tomou conhecimento, com muita preocupação, da notícia de que a empresa ANA promoveu, no passado dia 11 de Julho, uma sessão de tiro ao Milhafre na área do Aeroporto João Paulo II, ave protegida e símbolo dos Açores.

Reconhecendo-se o facto da colisão de aviões com aves poder resultar em acidentes de muita gravidade, os AMIGOS DOS AÇORES não podem deixar de repudiar veementemente a solução primitiva encontrada por uma empresa com o estatuto da ANA para resolver o problema da presença de Milhafres junto do aeroporto de Ponta Delgada.

Existem, hoje, outras soluções para garantir o afastamento das aves nos momentos das aterragens e descolagens de aeronaves, citando-se, a título de exemplo, o que se passa no aeroporto de La Plama, onde a situação é ultrapassada através de sistema de emissões sonoras, com reconhecido sucesso.

Os AMIGOS DOS AÇORES apelam assim ao bom senso dos responsáveis da ANA, no sentido de recorrerem a soluções técnicas que igualmente garantem a segurança das operações nos aeroportos, evitando dar tão mau e condenável exemplo de incumprimento da legislação em vigor. Os Milhafres (os Açores) agradecem."

sexta-feira, julho 14, 2006

ANA INCOMPETENTE

Através da denúncia de alguns amigos da natureza e observadores da nossa avifauna tomámos conhecimento do abate de milhafres por parte da ANA, no Aeroporto de Ponta Delgada.

Face ao exposto gostaríamos de fazer as seguintes questões?
1- A concentração de aves de rapina num determinado espaço só pode ser causada por excesso de alimento, nomeadamente de ratos. Tem a ANA cuidado do seu espaço como devia?

2- Sendo o milhafre uma ave de rapina protegida, que meios usou a ANA para os afastar, antes de os aniquilar?
3- Tem o Aeroporto de Ponta Delgada meios para afastar as aves, como têm outros, com recurso a emissões sonoras? Se têm porque não funcionaram ? São obsoletos ou não tiveram qualquer manutenção?

Embora achemos que a segurança das pessoas e bens está acima de tudo, não podemos aceitar que em pleno século XXI, o recurso à chacina de espécies protegidas seja o único recurso, ou o primeiro a que a ANA terá recorrido.

Ao contrário de outras entidades como a AENA de Espanha que se orgulha de mostrar, no seu "Environmental Management Report 1999-2002, relativo ao Aeroporto de La Palma, uma lista de aves existentes nos terrenos do aeroporto e possuiu um sistema que garante a segurança do aeroporto, a ANA limita-se a mal gerir o seu espaço e a usar métodos primitivos.
Por que não correu com os milhafres à pedrada?

quarta-feira, junho 28, 2006

Não ao Nuclear

Adira à Plataforma Não ao Nuclear, para saber mais :http://www.naoaonuclear.org/

domingo, junho 18, 2006

OS CULPADOS DO COSTUME

Os pais não vão à Escola, a culpa é dos professores,

Os alunos não estudam, a culpa é dos professores,

Os alunos copiam, a culpa é dos professores,

Os alunos abandonam a escola, a culpa é dos professores,

Os alunos repetem anos, a culpa é dos professores,

As escolas não têm condições, a culpa é dos professores,

O ensino anda pelas ruas da amargura, a culpa é dos professores,

Os jovens são desobedientes, a culpa é dos professores,

A juventude anda na droga a culpa é dos professores,

Temos maus profissionais, a culpa é dos professores,

A classe política é uma tristeza, a culpa é dos professores,

O país está em crise, a culpa é dos professores,

Enfim,

O relógio da Matriz não bate horas certas, a culpa é dos professores

segunda-feira, junho 05, 2006


Sim à Avaliação dos Professores pelos Pais e pelos Avós

domingo, junho 04, 2006

Sim ao Milhafre e ao Queimado, Não à Águia- de- Asa- Redonda

No passado mês de Maio, um observador de aves, pretendendo sair do anonimato "descobriu" que, afinal, desde o povoamento, os açorianos estão a cometer o gravísssimo erro de chamar milhafre à nossa única ave de rapina diurna.
Ao senhor Paulo Henrique Silva só me resta pedir-lhe que seja um pouco mais modesto e que se dedique ao estudo e sobretudo respeite a cultura do povo açoriano.
A cultura de um lisboeta tem o mesmo valor da de um minhoto, da de um algarvio ou da de um açoriano. Não venha agora querer impor a designação Águia-de-Asa- Redonda, tal como não admitimos que se altere outros nomes dados a outros seres vivos pelos açorianos.
Já não é a primeira vez que me senti colonizado.

quinta-feira, abril 20, 2006

O Mundo É Maravilhoso, os Porcos Voam e a Energia Nuclear É Limpa


Consequências “conscientemente minimizadas” pela ONU Tchernobil: Greenpeace aponta para 93 mil vítimas mortais de cancro> 18.04.2006 20h11 AFP

A organização ecologista internacional Greenepace considerou hoje que o acidente de Tchernobil terá causado 93 mil vítimas mortais de cancro e que a gravidade das consequências da catástrofe foram “conscientemente minimizadas” pelas Nações Unidas.

O relatório da ONU, publicado em Setembro de 2005, estima até quatro mil o número possível de mortes imputáveis às radiações nas populações mais expostas. Este número, “nega a gravidade do acidente e ignora o sofrimento de inúmeras pessoas”, comentou Thomas Breuer, especialista em nuclear da Greenpeace, em conferência de imprensa em Berlim.

A organização ecologista estima em 200 mil o número potencial de mortes na Rússia, Ucrânia e Bielorrússia, entre 1990 e 2004, devido a cancros eoutras doenças.

O acidente de Tchernobil de 26 de Abril de 1986 causou, não apenas, um aumento dos casos de cancro mas também um alargar do campo de acção de doenças respiratórias, digestivas, circulação sanguínea e anomalias do sistema imunitário, segundo o relatório da Greenpeace publicado hoje emKiev e Amesterdão.

terça-feira, abril 04, 2006

SOS QUÊ?

Embora discorde com o texto abaixo, aqui vai transcrito de um comentário que li no Foguetabraze:

Puro engano dizer que o SOS Lagoas morreu. O aconteceu é que foi assassinado. Pela ambição desmedida de um Ricardo Rodrigues que se serviu dele como trampolim.Pela teimosia de um Veríssimo Borges que apresentava "soluções" técnicas para tudo.Pela mão de uns Universitários que mal tiveram "um trabalhinho" por encomenda do então PSD calaram-se para sempre.E porque era uma saco de gatos, onde havia um pouco de tudo: ecologistas profundos, intelectuais de pacotilha, ex-esquerdistas com sede de mostrar serviço, líderes de movimentos inexistentes, como os Amigos dos Furnas, etc.Últimamente, com surpresa minha, têm-me aparecido várias pessoas a reinvidicar a paternidade do chamado SOS Lagoas. Alguns nunca os vi em lugar nenhum, a não ser a lamber botas aos chefes. José SoS Lagoas

quarta-feira, março 22, 2006

DA SILVA, O MONTEIRO

O direitista Monteiro da Silva vai assumir um novo cargo com o objectivo de atrair investimento estrangeiro.
A pessoa certa no lugar certo para apoiar um governo dito socialista.
MUSEU CARLOS MACHADO

Por obra e graça do Espírito Santo, o senhor Padre Duarte ganhou o concurso para Director do Museu Carlos Machado.
Amén!

segunda-feira, fevereiro 20, 2006

Um ambientalista serôdio

Não sendo conhecida qualquer incursão do economista Gualter Correia na área do ambiente, parece estranho que o mesmo tenha perdido algum do seu "precioso" tempo a discorrer sobre os problemas ambientais e a aconselhar ambientalistas, em artigo publicado no Correio dos Açores, no passado dia 19 de Fevereiro.

Desvalorizando o contacto com a natureza tal como todos os ambientalistas/ ecologistas de alcatifa, a poinião do Dr. Gualter só pode reflectir uma das duas situações seguintes:

1- um despertar da sua longa letargia e remorsos pelos problemas que, do alto da sua "cadeirinha" do poder, ajudou a criar ou a potenciar;
2- o persistir ao serviço de interesses politico-partidários por demais conhecidos, com uma postura de lambe-botas ao serviço do chefe de sempre.

sábado, janeiro 07, 2006

COBARDOLAS

Um dos presentes, no Jantar de Apoio à Candidatura Presidencial de Mário Soares, justificou a sua presença, bem como a colegas seus autarcas de uma Junta de Freguesia de São Miguel, pelo facto de que se lá não estivesse a sua autarquia seria descriminada pelo Secretário Regional José Contente.

Não acredito que José Contente faria uma coisa destas. Pessoas como estas não passam de reles cobardolas.

Oportunamente a Contente será comunicado os nomes de quem o anda a enxovalhar.

segunda-feira, dezembro 26, 2005

PADRE ABANDONA(?) AS ALMAS

"Concurso público para o cargo de director do Museu Carlos Machado ainda não foi aberto, mas a Antena 1 já dá como certa a atribuição do cargo ao padre Duarte Melo." (in Jornal dos Açores)

Há dias disseram-se que S. Miguel tinha dois capelões. O Padre Duarte era o Capelão da Drª Luísa César e o Padre Norberto da Drª Berta Cabral. O primeiro, de acordo com a comunicação social prepara-se para assumir o cargo de director do Museu Carlos Machado, o segundo preparou-se para tomar de assalto a Santa Casa da Misericórdia de Vila Franca do Campo, de acordo com o socialista Fernando Cordeiro, com o apoio da coligação PSD-PP.

Enfim, coisas do além!

domingo, dezembro 18, 2005

O PECADO DA CARNE

Neste fim de semana, ficamos a saber que não foi apenas Natalino Viveiros que sujou as mãos na carne do Pico. Como nenhum dos outros secretários regionais da altura sabia do assunto, conclui-se que o negócio era apenas do conhecimento de Américo e de João Bosco.

O homem que, depois de ser "líder" separatista, esteve envolvido nos negócios sujos da carne (Propico), chegou a Presidente da Assembleia da República estava a preparar-se para ser canonizado.

Será que ainda vai a tempo?

sábado, dezembro 17, 2005

NÃO MERECEM

Numa altura em que Sócrates manda apertar o cinto, Álamo Menezes brinda os presidentes dos Conselhos Executivos das Escolas dos Açores com 1000 euros mensais.
Se alguns durante muitos anos deram o litro à custa de uma mísera compensação, outros nem merecem o ordenado que recebem, muito menos aquela quantia extra.
Enfim, é a política ( porca) que temos.

domingo, outubro 23, 2005

Meia Tijela

Anibal Pires, líder do PCP, queixou-se durante a recente campanha eleitoral para as eleições autáquicas de que os "comunistas" estavam a ser assediados pelos outros partidos para não concorrerem pela CDU.
Pelo que me é dado saber, o PCP/CDU, apesar da máquina partidária, tem vindo a diminuir a sua base de apoio, sendo muitas vezes ultrapassado pelo BE. E ao longo do tempo regista-se uma debandada de "comunistas" para partidos mais à direita.
É vermos ex-comunistas no PSD, a troco de um "emprego" ou de um lugar numa junta de freguesia (veja-se a última revista da Câmara Municipal de Vila Franca do Campo).
Comunistas de meia tijela!

domingo, outubro 16, 2005

Que Descancem em Paz!


António Pedro Costa e Carlos Ávila, dois dos aposentados que tentataram a sua sorte nas passadas eleições autárquicas, receberam uma nota negativa por parte do eleitorado.
Agora poderão gozar a sua reforma, sem esperar pelos 65 anos como o comum dos mortais, no aconchego do seu lar.
Não é uma pouca vergonha, Sócrates?

quarta-feira, setembro 28, 2005

PRESIDENTES PENSIONISTAS


Santana Lopes (Lisboa) - 3178,47 euros
Narciso Miranda (Matosinhos) - 3273,01 euros
Raul dos Santos (Ourique) - 2368,06 euros
Carlos Pinto (Covilhã) - 3099,03 euros
Armando P. Lopes (Figueira de Castelo R.) - 2537,89 euros
Joaquim Céu (Alpiarça) - 2537,89 euros
Rui Silva (Arganil) - 2855,12 euros
António Solheiro (Melgaço) - 2729,81 euros
Francisco Tavares (Valpaços) - 2702,85 euros
Francisco Ribeiro (Stª Marta de Penaguião) - 2537,89 euros
Hernâni Pinto (Armamar) - 2437,78 euros
Luís Mourinha (Estremoz) - 1438,15 euros
Luís Azevedo (Alcanena) - 2855,12 euros
António Fernandes (Maia) - 2247,65 euros
António Godinho (Aljustrel) - 2537,89 euros
Júlio Sarmento (Trancoso) - 2412,58 euros
Mário Ferreira (Tarouca) - 1845,87 euros
António R. Costa (Ribeira Grande) - 2662,91 euros

(Fonte: Correio da Manhã, 28 de Setembro de 2005