sábado, julho 31, 2010

Terra Livre nº 23

Boletim digital do colectivo CAES, do mês de Agosto, dedicado à causa animal.

sexta-feira, julho 09, 2010


BOAS FÉRIAS PARA SI E PARA OS SEUS ANIMAIS DE ESTIMAÇÃO

Aproximam-se as férias de Verão e com elas, todos os anos, o aumento do abandono dos animais de estimação. Isto acontece porque ao adquirir um animal de estimação não se pensou devidamente que tal é um compromisso que se assume para o resto da vida do animal.
Para evitar o abandono de animais, que é uma forma desumana e cruel de os tratar, o GBEA- Grupo pelo Bem-estar Animal dos Amigos dos Açores apela para que, ao mesmo tempo que faça umas férias felizes, não as transforme em pesadelo para os seus animais de estimação.
Assim, se não puder levar o seu animal consigo, opte por uma (haverá outras) das seguintes soluções para o seu tratamento:
- Peça a ajuda aos seus familiares ou amigos;
- Solicite os serviços de particulares ou de empresas que prestam apoio ao domicílio;
- Recorra aos serviços de hotéis para animais ou a clínicas veterinárias que ficam com os animais durante as ausências dos seus donos.

Açores, 9 de Julho de 2010

sexta-feira, junho 11, 2010

História da Água Engarrafada

sexta-feira, maio 28, 2010

Não permitamos que dinheiros da EU sejam usados para pagar a feira taurina das Sanjoaninas de 2010

Envie mails de proteste, com o texto abaixo ou outro que achar mais adequado para o seguinte endereço:
dacian.ciolos@ec.europa.eu
com conhecimento a:
roger.waite@ec.europa.eu, angra@cm-ah.pt, presidencia@azores.gov.pt
e cópia para:
acoresmelhores@gmail.com
Exmo Senhor
Comissário da Agricultura e Desenvolvimento Rural
(c/c ao Presidente do Governo Regional dos Açores e à Presidente da Câmara Municipal de Angra do Heróismo)

Como é do conhecimento público, a Câmara Municipal de Angra do Heroísmo (ou a empresa Municipal Culturangra) possui uma dívida que ascende a mais de 1,5 milhões de euros, a maior parte desta quantia destinada ao pagamento das touradas de praça que se têm realizado nos últimos anos aquando das Sanjoaninas.
Recentemente a comunicação social dos Açores informou que a próxima feira taurina, a ocorrer em Junho, irá custar cerca de 380 mil euros, sendo os prejuízos, com a mesma, avaliados em cerca 149 mil euros.

Através de notícia do Diário Insular, do passado dia 20 de Maio, foi divulgada a intenção da Câmara Municipal de Angra do Heroísmo de recorrer a fundos europeus para suportar os prejuízos.
Vimos, junto de V. Exª denunciar esta situação e solicitar a intervenção de V. Exª. No sentido de impedir que as touradas inseridas na referida feira taurina ou outras sejam financiadas com fundos europeus, nomeadamente do programa LIDER, em nome de um pretenso desenvolvimento rural.
Com os melhores cumprimentos

(Nome)
(Localidade para os residentes em Portugal ou País)

domingo, maio 23, 2010

Na tomada de posse de José Sócrates

domingo, maio 09, 2010

Ilustre Terceirense critica touradas à corda


"Alfredo da Silva Sampaio (Angra do Heroísmo, 19 de Setembro de 1872 — Angra do Heroísmo, ?) foi um médico açoriano que se notabilizou como naturalista e fundador do primeiro posto de obeservação meteorológica na ilha Terceira. Publicou uma vasta obra sobre a história, a geografia e a história natural da Terceira.

Bacharel em medicina e cirurgia formado pela Universidade de Coimbra em 1888, foi guarda-mor da estação de saúde de Angra do Heroísmo, médico municipal e do Hospital de Santo Espírito da mesma cidade. Foi professor provisório do Liceu Nacional também de Angra do Heroísmo e eminente historiador que muito contribuiu para o conhecimento da História dos Açores" Fonte (http://pt.wikipedia.org/wiki/Alfredo_da_Silva_Sampaio)


(clique na imagem para aumentar)

domingo, abril 25, 2010


Cagamos para o Melo Antunes, para o Otelo e para o Vasco Lourenço. Se alguma coisa nos move em torno desta data não é a memória do capitão de Abril e do chaimite. Mas sim a de todas as pessoas que naquele dia saíram à rua, desobedecendo directamente às ordens difundidas pelas rádios. De todas as pessoas que a partir daquele dia e ao longo de mais de um ano fizeram dessas ruas o seu terreno de luta. De todas as pessoas que na ocupação de campos, casas e empresas demonstraram que a revolução não constituía uma quimera, mas sim uma prática diária. Dos patrões, caciques e bófias que foram encostados contra a parede. E se a memória resulta de uma reflexão presente não podemos deixar de nos lembrar das nossas vidas.

De como isto de sermos precários, de termos salários de merda, de não sabermos o que vai ser de nós, não é mais do que o resultado de derrotas acumuladas e da consequente usurpação de espaço e de tempo por parte de quem nos tenta dominar.

Recordamos esta data não pelo que foi, mas pelo que poderá ser.

Fonte: http://www.radioleonor.org/?p=558

NOTA- Este texto embora seja de 2009 não perdeu actualidade

segunda-feira, abril 19, 2010

O Heroí(?) Spínola

terça-feira, abril 06, 2010

Estrada junto à Praia de Água d'Alto à espera de intervenção



A inacção por parte dos sucessivos governos regionais é um sinal do desprezo pelas populações de um concelho.

A prioridade foi para a Fajã do Calhau?

sexta-feira, abril 02, 2010

Subcomandante Marcos

sábado, março 13, 2010

O Analfabeto Pilítico

domingo, fevereiro 07, 2010

Assina contra a incineração de resíduos

quarta-feira, janeiro 20, 2010

O Fim da Linha



domingo, janeiro 10, 2010


O mito do desenvolvimento sustentável

Rui Kureda

Nos dias de hoje praticamente todos, incluindo políticos de direita e empresas conhecidas por suas práticas destrutivas, afirmam defender o meio ambiente. Isso reflete, além de uma grande dose de hipocrisia, o fato de que já se tornou senso comum a constatação de que o planeta está em perigo. Assim, governos, instituições financeiras como o Banco Mundial, além de grandes corporações, tentam demonstrar seu compromisso com investimentos voltados para amenizar a destruição ambiental.

A idéia que todos eles defendem atende pelo nome de “desenvolvimento sustentável”, que se refere um desenvolvimento capaz de prover “as necessidades da geração atual, sem comprometer a capacidade de atender as necessidades das futuras gerações. Essa idéia é praticamente aceita por todos, e com base nela se realizam ações envolvendo governantes, capitalistas e ONGs ambientalistas, unidos em torno da defesa do meio ambiente. Mas essa definição é vaga, pois não está claro o que significa ‘desenvolvimento’ e que são essas “necessidades”. Além disso, tampouco nos diz como atingir tal objetivo.

Praticamente a sua idéia central, e expressa de maneira bastante clara, é a necessidade de uma utilização racional dos “recursos naturais”, que permita a manutenção do atual sistema econômico de uma forma ambientalmente equilibrada. Não há nada que se refira à necessidade de uma mudança ou transformação da realidade. E é por isso que essa noção pode ser incorporada ao universo de preocupações do capital, pois expressa a necessidade de impedir o esgotamento da sua fonte de matérias primas necessário para a produção de mercadorias e para expansão permanente de mercados.

A crítica de Leonardo Boff

O teólogo Leonardo Boff afirma que o próprio conceito é uma contradição em termos, pois “a categoria ‘desenvolvimento’ provém da área da economia dominante”, obedecendo “à lógica férrea da maximalização dos benefícios com a minimalização dos custos e do tempo empregado.” Já o termo ‘sustentabilidade’ “provém do âmbito da biologia e da ecologia, cuja lógica é contrária àquela deste tipo de ‘desenvolvimento’. Por ela se sinaliza a tendência dos ecossistemas ao equilíbrio dinâmico e se enfatizam as interdependências de todos, garantindo a inclusão de cada ser, até dos mais fracos”.

É também um equívoco, pois afirma “como causa aquilo que é efeito”. Portanto, “a utilização política da expressão "desenvolvimento sustentável" representa uma armadilha do sistema: assume os termos da ecologia (sustentabilidade) para esvaziá-los e assim mascara a verdadeira causa do problema social e ecológico (tipo de desenvolvimento) que ele mesmo é.”

O teólogo denuncia o caráter ilusório do conceito, uma vez que postula um desenvolvimento “que se move entre dois infinitos: o infinito dos recursos da Terra e o infinito do futuro. A Terra seria inesgotável em seus recursos. E o futuro para frente, ilimitado. Ora, os dois infinitos são ilusórios: os recursos são finitos e o futuro é limitado, por não ser universalizável”.

A essas observações, caberia também apontar o fato de que o conceito não aponta as raízes reais da devastação ambiental, ao remeter a discussão apenas para o plano da racionalização da apropriação dos recursos naturais, sem levar em conta que um sistema baseado na expansão contínua do capital é completamente desprovido de qualquer racionalidade. Podemos dizer que o ‘desenvolvimento sustentável’ é a grande utopia do capital. Mas uma utopia que não pode ser realizada, pelo simples fato de que a ordem do capital é a negação da sustentabilidade ambiental.

As políticas insustentáveis do ‘desenvolvimento sustentável’

Mas esse debate não é apenas teórico, pois a sua adoção determina tanto políticas governamentais quanto as ações e propostas da chamada ‘sociedade civil’, com impactos sobre o meio ambiente e a sociedade. É essa a política que tem sido implementada pelo governo Lula e pelo Ministério do Meio Ambiente. Os exemplos são muitos: licitação de florestas públicas para exploração comercial “sustentável”, o “manejo sustentável das florestas”, Plano Amazônia Sustentável, a política de licenciamento ambiental e as inúmeras Parcerias Público-Privadas, entre outros.

Infelizmente, o conceito vem ganhando força na sociedade. Muitas ONGs, movimentos sociais e organizações de esquerda embarcaram na ilusão de conciliar sustentabilidade ambiental e “desenvolvimento” capitalista. Com isso rebaixa-se a luta ambiental ao nível do conservacionismo e da política de mitigação de impactos.

Devemos, sim lutar para atenuar impactos. Devemos lutar pela conservação e preservação da natureza. Mas não como finalidades em si mesmas. São lutas imediatas de grande importância, mas são momentos de resistência que se somam a uma luta mais ampla de atingir uma sociedade realmente sustentável que só poderá se tornar realidade quando colocarmos uma pá de cal sobre este sistema predatório baseado na exploração do trabalho pelo capital.

Rui Polly

FONTE: REVOLUTAS
SITE: http://www.revolutas.net


PUBLICAÇÃO: 26/08/2009

quinta-feira, dezembro 31, 2009

A Palestina Sofre

Comunicado de imprensa da PAGAN

http://antinatoportugal.wordpress.com

antinatoportugal@gmail.com



PAGAN - Plataforma Anti-guerra, Anti-NATO

Comunicado de imprensa – Um ano depois da acção criminosa de Israel sobre Gaza

Um ano depois da acção criminosa de Israel sobre Gaza

COMUNICADO

No dia 27 de Dezembro cumpre-se um ano sobre a invasão de Gaza por Israel. Apesar de os palestinianos não possuirem forças armadas, Israel utilizou todo o seu poder de fogo para arrasar as infraestruturas civis de Gaza: redes de distribuição de água, electricidade e saneamento, vias de comunicação, escolas, creches, hospitais, muitos milhares de residências e centenas de prédios públicos.

De finais de Dezembro de 2008 a princípios de Janeiro de 2009, a população de Gaza, uma das áreas de maior densidade populacional do mundo, sofreu um dos maiores ataques militares desde o fim da 2ª Guerra Mundial. Para além dos ataques militares, Israel bloqueou a entrada de ajuda humanitária neste território.

A actuação de Israel é um crime de genocídio, prolongado diariamente em toda a Palestina não ocupada, com acções como a expropriação de terras e recursos, destruição de casas, bloqueios à circulação, entre outros.

Este e outros crimes contra o povo palestiniano têm a conivência do presidente dos EUA, país que subsidia Israel com uma média de $3000 milhões todos os anos, e da UE, que lhe dá o apoio político, económico a até militar (foi a França que ajudou Israel na constiuição de um arsenal nuclear, não assumido, de 150 bombas), a mesma UE que, hipocritamente, fornece apoio financeiro para a reconstrução e sobrevivência do povo palestiniano.

O governo português, através da empresa pública EPAL, celebrou com a empresa israelita Mekorot – especializada na rapina do acesso à água dos palestinianos – um acordo que visa elaborar um plano de protecção do sistema de abastecimento de águas da EPAL face a tentativas terroristas. Isto provém da mesma EPAL que diariamente perde parte substancial da água que circula em condutas rotas e sem reparação.

A NATO, peça fulcral do dispositivo militar estratégico ocidental e principal causador de guerra no mundo, tem em Israel um aliado incondicional, um suporte agressivo e incentivador das acções de guerra no Médio Oriente e no Índico que já estão em curso – Afeganistão, Iraque, Paquistão, Somália – e que se poderá estender também ao Irão.

A PAGAN – Plataforma Anti-Guerra e Anti-NATO, envolvida na rede de organizações de 17 países que desenvolve a campanha «No to War, no to NATO», estará presente na concentração de dia 27 de Dezembro junto à embaixada de Israel para recordar à opinião pública portuguesa e mundial o papel que os EUA e os países da UE, incluindo o governo português, na ajuda diplomática, económica e militar que têm dado às acções criminosas do Estado de Israel e de suas forças militares e policiais.

A PAGAN reafirma a sua determinação na defesa do direito do povo da Palestina a viver em paz e segurança, na sua terra, tal como o desejam os restantes povos da região.

Não basta porém declarar a solidariedade com o povo palestiniano oprimido:

é necessário reforçar a campanha pública de denúncia das políticas militaristas e xenófobas que comandam Israel;
é necessário exigir a libertação imediata dos milhares de presos políticos palestinianos aprisionados em Israel;
é necessário o boicote ao Estado de Israel, nos planos comercial, cultural, político e diplomático, com participação de toda a sociedade civil, das associações, dos sindicatos, de colectivos diversos e de todas as organizações políticas internacionalistas,
para que os direitos individuais e colectivos dos palestinianos sejam respeitados.

Lisboa, 22 de Dezembro 2009


http://antinatoportugal.wordpress.com/2009/12/22/comunicado-de-imprensa-um-ano-depois-da-accao-criminosa-de-israel-sobre-gaza/

domingo, dezembro 20, 2009

Feliz Natal Capitalista

sexta-feira, outubro 30, 2009

E O POVO PÁ?

sábado, outubro 10, 2009

Ruim por Ruim...Vota em Mim (Galo de Barcelos contra o eleitoralismo dos caciques autárquicos)




Sobre a vitória da abstenção


Numa época como a nossa o que separa as águas entre os que partilham a defesa do Sistema dos que querem a sua derrocada é a forma como se olha para o Estado e para a representação política. Vem isto a propósito da análise que pode ser feita sobre as recentes eleições que geraram toda uma verborreia omnipresente sobre vitórias e derrotas, sobre o crescimento da direita e da esquerda, sobre arranjos políticos e por aí fora. O que os profissionais políticos e os analistas, não menos profissionais, evitam referir é o facto mais evidente: a crescente perda de legitimidade dos donos do Poder, ante uma abstenção próxima dos 40%, superior à obtida pelo partido mais votado.

O crescimento da abstenção é tanto mais relevante quanto aparentemente o espectro eleitoral se abre, muito pluralisticamente, da extrema-direita à extrema-esquerda, com uma variedade de discursos e cores capaz de satisfazer todos os gostos. Soma-se a isso a propaganda insidiosa dos meios de uniformização da massas, bem como todas as autoridades político-religiosas, a apelar ao voto, tentando convencer o povo que estão nas suas mãos os destinos do país. Contra tudo isto levantou-se o muro da indiferença de quase quatro milhões de portugueses que se recusaram a votar e ao se recusar estão explicitamente a expor a sua desconfiança ante todas as formações e discursos políticos que disputam as eleições.

Esta evidência incomoda todos os que partilham crenças comuns sobre a democracia representativa e sobre o papel dos cidadãos domesticados que têm de se integrar em algum rebanho, mesmo que seja no das ovelhas ranhosas. Até os mais conservadores preferem um voto na extrema-esquerda à abstenção. Sendo a abstenção a grande ameaça à legitimidade dos donos do Poder há necessidade de desacreditar o comportamento abstencionista identificando-o com passividade, comodismo, irresponsabilidade, inconsciência e por aí fora usando todos os adjectivos depreciativos que se possam encontrar nos dicionários.

No entanto, a realidade não parece ser essa, resistir ao discurso da máquina de propaganda, manter uma postura contra-a-corrente não é um indicador de comodismo e indiferença. Mas não se espere, isso é óbvio, que o partido abstencionista possa ser visto com excesso de optimismo só lhe reconhecendo virtudes e atribuindo-lhe uma consciência contestatária que estaria ausente em todos os partidos da Situação. Não me parece ser assim. Na abstenção, como no voto, convergem diferentes razões, ideias e vontades, mas certamente que se poderão descobrir no acto abstencionista um potencial crítico e uma descrença no Sistema que dificilmente se encontrarão no acto do voto com todas as ilusões que lhe estão associadas sobre o papel das eleições na mudança social. Até porque o mero acto de votar significa desde logo reconhecer os mecanismos legitimadores dos donos do Poder.

Se uma coisa é possível concluir da história é que é nas ruas que se pode decidir o futuro das sociedades contra a vontade dos gestores políticos da Ordem. Até porque o Poder político não é determinado pelo voto mas pelos interesses dominantes numa dada sociedade. As políticas nacionais dependem cada vez menos dos deputados de São Bento e cada vez mais da vontade dos grupos que decidem os destinos dos povos e esses não se submetem ao voto popular mas actuam na sombra, seja em Portugal, seja em Bruxelas, seja em Washinghton.

Num momento em que os partidos políticos e as elites no poder desde o 25 de Abril estão a atingir o seu ponto mais baixo na credibilidade dos cidadãos, devido à sua patente natureza corrupta e mafiosa, não nos cabe a nós sermos defensores da lógica política-eleitoral e repudiar o abstencionismo eleitoral, ao lado das direcções partidárias, órgãos de poder e comissões eleitorais.

Na tradição libertária do uso da desobediência e do boicote como armas sociais, e de acordo com a nossa visão sobre o Estado e o poder, a única postura aceitável e consequente é a da abstenção eleitoral. Mais que em qualquer outra época, é na crítica do Estado, das elites políticas, e deste falso sistema democrático em que se decide a facção que se vai locupletar com a riqueza social que os anti-capitalistas mais razões têm para defender a abstenção, mesmo que a abstenção eleitoral não esgote a recusa do Sistema, nem seja um momento decisivo da luta social, não deixa de ser um indicador fundamental das ilusões (ou das desilusões) dos cidadãos em relação aos grupos dominantes. Por tudo isso a opção só pode ser recusar a colaboração com os donos do Poder nos seus rituais periódicos de legitimação.

Quanto ao que se costuma chamar de «participação política», no melhor estilo da linguagem insípida dominante, que é a ritual participação através do voto em eleições, melhor seria que se referisse à necessidade do envolvimento das pessoas, principalmente dos grupos dominados e excluídos, na luta social que foi, e continua a ser, o único meio dos de baixo forçarem as mudanças sociais como a história nos tem ensinado ao longo dos séculos. A renovação, teórica e prática, do pensamento anti-capitalista, não se dá pela sua adaptação ao discurso, e interesses, dos donos do Poder mas à defesa intransigente das ruas e da luta social como meio de combate às classes e elites dominantes e a defesa da ideia de que é possível outro tipo de sociedade baseada no auto-governo das comunidades.

Para nós, em síntese, o actual sistema democrático-capitalista, baseado na desigualdade económica, social e política, só pode continuar a merecer a crítica radical e uma boa dose de asco. A ida às urnas só se justificaria se fosse para vomitar dentro.




Texto de Manuel de Sousa, in

http://www.jornalmudardevida.net/?p=1761

terça-feira, outubro 06, 2009

Petição Pela abertura das Lagoas Empadadas, Lagoa do Canário e Pinhal da Paz ao Fim de Semana

Quem nunca chegou num dia de fim de semana durante o Outono ou Inverno às Lagoas Empadadas, Lagoa do Canário ou Pinhal da Paz e se deparou com a porta fechada?

Foi por este lugar comum que, há algum tempo, no seio de um grupo de associados participantes nas actividades de natureza dos Amigos dos Açores surgiu a ideia da petição que agora se apresenta.

Apesar do clima ameno e agradável, após duas semanas do inicio do Outono, as zonas de lazer estão já a encerrar, passando a funcionar apenas à semana e em horário laboral, isto é, quando a generalidade dos seus possíveis utentes, que contribuem com os seus impostos para o funcionamento destes espaços, estão a trabalhar.

Se, como nós, entender que esta situação não é justa e que todos merecemos melhor serviço publico na gestão das referidas matas e florestas de recreio, assine a petição em http://www.peticao.com.pt/abertura-matas-e-florestas

Petição Pela abertura das Lagoas Empadadas, Lagoa do Canário e Pinhal da Paz ao Fim de Semana

Sua Excelência Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada
Sua Excelência Secretário Regional da Agricultura e Florestas

Considerando que as florestas e matas de recreio são áreas lúdicas que proporcionam aos seus utentes momentos de descontracção e de lazer em contacto com a biodiversidade, fomentando a sua qualidade de vida e o seu bem-estar;

Considerando que as florestas e matas de recreio, pela sua riqueza em água e biodiversidade, possibilitam condições propícias à educação ambiental em convívio inter-geracional;

Considerando que a visitação das florestas e matas de recreio constitui um serviço público praticado pelas suas entidades gestoras e que é suportado por todos contribuintes;

Considerando que a ilha de São Miguel possui uma imensurável valia ao nível de florestas e matas de recreio e que estes recursos ambientais devem estar disponíveis à população e visitantes para aproveitamento dos seus tempos livres;

Os signatários da presente petição solicitam a Sua Excelência Presidente da Câmara Municipal de Ponta Delgada, entidade responsável pela Mata de Recreio da Lagoa do Canário e pela Mata de Recreio das Lagoas Empadadas, e a Sua Excelência Secretário Regional da Agricultura e Florestas, entidade responsável pela gestão das Reserva Florestal de Recreio do Pinhal da Paz, a abertura dos espaços referidos durante os fins de semana durante o Outono e Inverno, com horários que tornem possível o seu usufruto por parte dos cidadãos.

Os Peticionários

sábado, outubro 03, 2009



PLATAFORMA ANTI-GUERRA, ANTI-NATO (PAGAN)


Constituída a 30 de Setembro de 2009, a Plataforma Anti-Guerra, Anti-Nato (PAGAN) é um movimento anti-militarista português integrado na campanha internacional «No to War, No to NATO».
Motivada pela circunstância de a próxima cimeira da NATO se realizar em Portugal em finais de 2010, a PAGAN foi criada com o propósito de manifestar pública e pacificamente o desagrado dos cidadãos portugueses com as políticas belicistas da NATO.
A PAGAN pretende também ser um veículo de informação sobre as alternativas anti-militaristas de que todos os cidadãos dispõem de forma a não compactuar com os interesses bélicos da NATO.
Este é um movimento aberto a todos aqueles que pretendam afirmar o seu repúdio pela guerra e pelas instituições que a representam e patrocinam.

http://antinatoportugal.wordpress.com/