PELA CULTURA
Por iniciativa do blogue SOS- Costa Norte, foram lançadas duas petições, que transcrevo abaixo:
PETIÇÕES
Destinatário: Sr. Presidente do Governo Regional dos Açores, Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores, Sr. Presidente da Câmara Municipal da Ribeira Grande
Petição "NÃO à Tourada na Ribeira Grande"
Foi recentemente divulgado o programa das festas da cidade da Ribeira Grande na ilha de S. Miguel. No programa consta a realização de uma Tourada no dia 27 de Junho. Sendo a tourada um evento criticado por promover a tortura de animais e não tendo qualquer tradição na ilha de S. Miguel, contestamos a realização da mesma e exigimos que apesar de estar programada seja cancelada.
Numa Europa em que se defende cada vez mais os direitos dos animais, consideramos que a intenção de realizar este evento por parte da organização das festas da cidade e da Camara Municipal da Ribeira grande em nada contribui para dignificar os cidadãos deste Concelho. Pelo contrário, serão interpretados como um povo decadente e bárbaro! O Sr. Presidente Ricardo Silva como responsavel máximo por esta autarquia, deverá, num acto de compreensão para com os animais envolvidos, proceder ao cancelamento do evento.
http://www.peticao.com.pt/nao-tourada-ribeira-grande
Destinatário: Exmo. Sr. Presidente da República, Exmo. Sr. Presidente do Governo Regional dos Açores, Exmo. Sr. Presidente da Assembleia da República, Exmo. Sr. Presidente da Assembleia Legislativa da Região Autónoma dos Açores
Touradas Onde Não São Tradição, Não!
Por todo o mundo e nomeadamente na Europa tem crescido o número de pessoas com preocupações com o bem-estar animal, de tal modo que a própria União Europeia já aprovou um conjunto de medidas com vista à sua implementação nos vários estados membros.
Não tendo qualquer tradição fora das ilhas Terceira, e eventualmente, Graciosa e São Jorge, as touradas à corda têm vindo a realizar-se na ilha de São Miguel, com o patrocínio quer de entidades públicas, quer a elas associadas ou apoiadas financeiramente.
Hoje, a tentativa desesperada de introduzir touradas em São Miguel tem como objectivo garantir a sobrevivência de uma indústria que necessita de crescer, e que só sobrevive graças a apoios governamentais e autárquicos, e fazer com que aquelas passem a realizar-se regularmente e se transformem em tradição para que venham a ser legalizadas, no futuro, as corridas picadas e os touros de morte.
Considerando que a riqueza dos Açores está na diversidade da cultura das suas ilhas, não fazendo qualquer sentido touradas em São Miguel como Cavalhadas de São Pedro na Terceira ou donas amélias no Corvo, vimos exigir para que:
1- Não sejam promovidas nem apoiadas, com recurso a dinheiros públicos, quaisquer touradas nos Açores:
2- Seja aprovada legislação que proíba a realização de touradas em ilhas onde as mesmas não são tradição.
http://www.peticao.com.pt/touradas-nao
terça-feira, junho 23, 2009
quinta-feira, junho 18, 2009
quinta-feira, junho 11, 2009
Democracia liberal X a Democracia social
A democracia social prevê a participação popular, quando o sujeito social coletivo e organizado toma para si as decisões fundamentais de uma parcela da sociedade.
Tal como a maioria dos cientistas políticos, entendo que não há uma teoria unitária de democracia e que a mesma está em disputa. Também compreendo como válida a afirmação de que a vida em sociedade através do exercício de liberdade de expressão, de reunião, de organização e de manifestação é pré-requisito básico para uma sociedade democrática.
Embora sejam essenciais, esses direitos não são fins em si mesmos. E a garantia da estabilidade desses direitos não pode existir excluindo a dimensão social, distributiva, jurídica e econômica da “democracia” representativa em que vivemos. Assim, não compreendo como “democrática” uma sociedade plena de direitos, mas onde as maiorias não influem de forma direta sobre e a respeito das decisões fundamentais.
É necessário debater qual o conceito de democracia estamos adotando? Isso transparece na disputa por definições de democracia e que tipo de partido político seria adequado para um regime de alternância de poder, mas sendo que este poder se constrói desde abaixo. Abordando este tema através dos partidos políticos como unidade de análise, nos encontramos com um debate de fundo.
O mesmo trata das regras e condutas dos agentes políticos e os limites dessa competição. Isto é, os limites da própria democracia que coexiste com o oligopólio, como classe de mercado fundamental para o capitalismo.
Embora haja dezenas de definições de democracia e de partido político, as duas categorias existem dentro de um marco divisório: por um lado, a democracia liberal e, por outro, a democracia social. Dentro dessas definições ampliadas, os dois grandes conceitos de democracia trazem em si o seguinte consenso: soberania popular; direitos humanos; igualdade de oportunidades; livre expressão.
Voltando às grandes definições de democracia, faço acordo com esta definição generalizável de democracia e vejo que no avanço da democracia liberal, pois à medida que os pressupostos neoliberais avançam, a soberania popular perde espaço para os agentes que operam na lógica de mercado, vem sendo retirado conteúdo dos regimes democráticos.
Se, de um lado, se perde a capacidade de regulação social, de outro, o regime fica politicamente estável, ao menos no que diz respeito aos ritos e procedimentos. Para suprir o vazio, outras formas de expressão política vêm ganhando terreno. Assim, há mais setores a serem organizados e representados e uma perda substancial de direitos reais, embora tenham existência formal. Infelizmente, até aí não há nenhuma novidade.
Tanto no âmbito mais acadêmico como nos setores mais militantes, há uma extensa bibliografia abordando o tema dos movimentos populares, dos “novos movimentos” e da relação destes com os partidos políticos. Ao mesmo tempo, há um aumento de ideologias e atitudes “participativas” que levam as pessoas a se servirem cada vez mais do repertório de direitos democráticos existentes, mesmo dentro de sociedades excludentes, como as latino-americanas.
Esta característica agrava o distanciamento entre os partidos legalmente constituídos, operando dentro do jogo eleitoral e a partir dos procedimentos formais e evitando o conflito para o aumento desses mesmos direitos. Ou seja, cada vez mais os partidos liberais (eleitorais) representam menos a alguém e atuam mais em defesa de interesses próprios. Isso cria um hiato de representação formal, abrindo margem para uma crítica da democracia de mercado a partir do próprio ponto de vista democrático, no caso, da democracia social.
Assim, o uso crescente de novas formas de participação política (ainda não formalizadas) e as exigências e os conflitos políticos de temas que conseguem se politizar colocam contra a parede os discursos vazios de conteúdo da democracia liberal. Isso se dá porque, fruto da correlação de forças, há a capacidade de um setor da sociedade, sujeito social organizado –– através de um(s) agente(s) dotado(s) deste propósito – ou fração de classe, conseguir tornar politicamente aceitáveis temas que em uma etapa anterior eram vistos como de ordem moral, privada ou confessional.
Tal é o caso, dentre vários, dos direitos reprodutivos (questão do aborto), do assédio moral (humanização do trabalho) e das causas vinculadas direta ou indiretamente à ecologia. Esta última grande bandeira já se torna transversal, passando por demandas ambientalistas, preservacionistas, indigenistas, camponesas, dentre outras.
É nesse cenário de quebra do monopólio da representação, fazendo a crítica da intermediação profissional e sendo obrigado a operar num terreno de identidades fragmentadas e multiplicadas, que reside a necessidade de construir formas organizativas políticas para atuar no projeto da democracia social (participativa, radical, substantiva e deliberativa).
Entendo como urgente a definição teórica de um modelo de organização política que esteja subordinada aos interesses daqueles setores que se pretende organizar. Isto é, uma estrutura política que aposte sua acumulação de força na capacidade de mobilização popular, forçando o Estado a atender às suas demandas justas, legítimas e históricas e, por conseqüência, atuando sempre por fora dos acordos oligárquicos.
10 de junho de 2009, do Rio Grande outrora altaneiro, Bruno Lima Rocha
Fonte: Estratégia e Análise
domingo, junho 07, 2009

PARTIDO PELOS ANIMAIS
O Bode não vai à bola com partidos, por isso hoje, por acreditar no pai natal e não acreditar nas eleições, não vai votar. Contudo, por ser novidade divulga a iniciativa que pretende constituir um novo partido, o PPA.
1. O Partido pelos Animais vai ser um partido monotemático (dedicado apenas aos direitos dos animais)?
De modo algum, conforme se pode constatar pela leitura do nosso Manifesto. Nós somos a favor da defesa da natureza, do meio ambiente e de todas as formas de vida, o que inclui obviamente o próprio homem, cuja felicidade depende da sua relação harmoniosa com os outros seres e com o universo. Se destacamos a defesa dos direitos dos animais, é por duas grandes razões:
1 - por um lado porque são considerados em Portugal meros objectos, em termos jurídicos, com tudo o que isso implica, o que é escandaloso, além de não terem a possibilidade de se defender dos sofrimentos e exploração desnecessários de que são vítimas por parte dos humanos;
2 - por outro, porque da defesa dos animais e da natureza depende hoje a sobrevivência e a qualidade de vida da própria humanidade, sendo também esta a causa que, pela sua natureza altruísta, mais implica uma mudança mental e ética do próprio homem, que trará grandes benefícios sociais, políticos e até económicos, permitindo criar imensos novos empregos destinados à protecção dos animais, como já acontece em muitos países europeus.
2. Já teve início a recolha de assinaturas para formalizar o PPA junto do Tribunal Constitucional? Quando pensam concluí-la? (se já houver percepção de uma data)
A recolha de assinaturas já começou e os interessados podem imprimir as folhas directamente no nosso site: www.partidopelosanimais.com
Esperamos concluí-la tão breve quanto possível.
3. Chegaram a pensar numa adesão ao Bloco de Esquerda ou ao Partido Ecologista ‘Os Verdes’, que defenderam recentemente na AR os direitos dos animais? Porque decidiram criar um partido autónomo?
Nunca chegámos a equacionar essa hipótese por nos parecer evidente que a defesa dos animais, bem como da natureza, do meio ambiente e de todas as formas de vida, é transversal a todas as orientações político-partidárias, não podendo ficar limitada a nenhuma delas. Por outro lado, a dimensão desta causa é suficientemente ampla para justificar a existência de um novo partido, a ela inteiramente consagrado. Reconhecemos todavia como positivo e desejável o trabalho que outros partidos façam neste mesmo sentido. Surgimos movidos por uma causa ética e altruísta e não pelo apetite do poder.
4. Que expectativas têm a nível eleitoral?
O nosso objectivo é obtermos representação no Parlamento, tão ampla quanto possível, e gerarmos um movimento de opinião que obrigue as demais forças políticas a uma actuação mais efectiva neste domínio.
5. As diferenças entre o sistema eleitoral de Portugal e o da Holanda (onde o Party for the Animals tem dois deputados no parlamento) vão ser um obstáculo à eleição de deputados do PPA. Estão conscientes disso? Como pensam contornar o problema?
Sabemos isso, mas confiamos na vocação do povo português para ser solidário e abraçar causas nobres. Fomos os primeiros a abolir a pena de morte e despertámos a comunidade internacional para o drama de Timor. Cabe-nos hoje ampliar o nosso universalismo para além dos limites da nossa espécie e sermos solidários com todas as formas de vida. Sabemos que seremos a voz de muitos e muitos portugueses que amam a natureza e os animais, aos quais se dedicam desinteressadamente, e que não se revêem numa política que esquece completamente os direitos dos seres vivos não humanos.
Por outro lado, um dos pontos do nosso programa visará a alteração da actual lei eleitoral, que sanciona erros e injustiças flagrantes, como permitir que numa determinada região seja eleito um candidato que nada tem a ver com ela ou que os votos em branco não tenham qualquer expressão, quando manifestam uma legítima opção do eleitorado que se deveria traduzir por cadeiras vazias na Assembleia da República.
6. A que eleições pensam candidatar-se? As legislativas ou autárquicas deste ano estão no vosso horizonte?
Tudo depende da rapidez com que recolhermos as assinaturas, mas todas as formas de eleição estão no nosso horizonte.
7. Já têm o incentivo da activista dos direitos dos animais Maneka Anand Gandhi, presidente da People for Animals Índia e que foi ministra em quatro governos. Qual a importância e o simbolismo deste apoio?
Os maiores! Trata-se “apenas” de uma das maiores representantes desta causa a nível mundial, membro da família do próprio Gandhi, que já aceitou vir a Portugal quando o Partido tiver formalizado a sua constituição. Ela incarna hoje o mesmo espírito de “ahimsa”, “não-violência”, do Mahatma Gandhi.
8. Onde se vai situar o PPA no espectro partidário tradicional (esquerda, centro, direita)?
Não nos parece que faça qualquer sentido aplicar essas etiquetas tradicionais, hoje bastante equívocas, a um Partido que pela sua natureza transcende essas classificações. Defendemos o bem-estar e a felicidade de todas as formas de vida, pois todas elas estão intimamente ligadas. Isso não é de esquerda, do centro ou da direita e vai para além do antropocentrismo e egoísmo predominantes nas tradicionais forças políticas.
O PPA é a manifestação em Portugal, na esfera da acção política concreta, de uma nova forma de consciência e de sensibilidade, que surge em todo o mundo, e que visa pôr em prática um novo paradigma mental, ético e civilizacional. Sob risco de uma degradação cada vez maior da vida sobre o planeta, incluindo a vida humana, o futuro exige a prática dos valores que defendemos.
FONTE:http://partidopelosanimais.blogspot.com/
quarta-feira, junho 03, 2009
domingo, maio 31, 2009
terça-feira, maio 26, 2009
Com touradas e cerveja se faz educação
Com milhares de pessoas em São Miguel: Concurso de vacas termina com tourada à corda
....
Apesar de não ter um artista cabeça de cartaz ausência justificada pela crise o VIII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia atingiu uma elevada qualidade, com a presença de milhares de pessoas, muitos jovens e crianças das escolas e colégios privados.
O concurso terminou ontem à tarde com uma tourada à corda que levou a assistir, na frente principal das instalações da Associação Agrícola de São Miguel, alguns milhares de aficionados, a maioria esmagadora jovens.
Dos quatro touros que vieram da Terceira, um saiu manso, outro partiu o focinho contra um poste de electricidade e ficou a sangrar. De todos, o primeiro foi o que investiu mais e melhor, causando ferimentos a alguns jovens e não poupando mesmo o grupo da corda, constituído por experientes aficionados terceirenses.
As investidas do touro foram acompanhadas por momentos de tensão e aplauso dos que assistiram. Uma pequena multidão que, ora reagiu com entusiasmo, ora evidenciava medo perante a atitude do touro.
Apesar de procurar passar desapercebido, o secretário da Agricultura e Florestas, Noé Rodrigues, acabou por posar para a fotografia ao lado do presidente da Associação Agrícola de São Miguel, Jorge Rita e do grupo de aficionados da Terceira. Noé Rodrigues acabaria mesmo por se entusiasmar com as investidas do touro sobre os grupos de jovens que o incitavam. Joaquim Pires, director regional com responsabilidades na área agrícola e um dos principais promotores da tourada, acabaria por estar alguns minutos junto ao grupo da corda.
Dezenas de lavradores micaelenses assistiram à tourada e alguns mesmo correram à frente do touro (pernas para que te quero) quando o animal investia na sua direcção.
Depois de um churrasco oferecido a quem apareceu e com cerveja a correr oferecida a quem quisesse, alguns milhares de jovens viveram ontem à tarde a tourada à corda com coragem acrescida e muitos, certamente, não trabalharam ontem principalmente em Rabo de Peixe para viverem a festa dos touros.
Dois jovens acabariam por ser colhidos com violência pelo primeiro touro, ficando com nódoas negras e alguns ferimentos.
Em termos gerais, a tourada à corda foi um bom momento de convívio e alegria. O grupo da corda soube temperar bem a relação entre os jovens aficionados e o touro, e deste com as pessoas. Nos momentos de muda dos touros, o grupo de cantares Só forró animou a festa com a sátira social e política que teve a colaboração de centenas de micaelenses.
O equilíbrio conseguido fez com que, durante a tourada, se mantivesse a dignidade do touro e de quem era apanhado pelas suas investidas.
Duas ambulâncias estavam preparadas para qualquer ferimento mais graves causadas pelo touro, situação que não veio a ocorrer.
Ficou claro que se a tourada ocorresse no domingo, haveria mais aficionados.
Extracto de um texto de João Paz, publicado no Correio dos Açores, de 26 de Maio de 2009 (sublinhados da nossa responsabilidade)
Comentário- Esta é a prova provada que nesta terra não se respeitam tradições, desisveste-se na educação, incentiva-se o alcoolismo e a preguiça e dá-se a mão a uma industria não produtiva e falida (pois só sobrevive graças a apoios governamentais)que é a tauromaquia de uma minoria de terceirenses.
Com milhares de pessoas em São Miguel: Concurso de vacas termina com tourada à corda
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Apesar de não ter um artista cabeça de cartaz ausência justificada pela crise o VIII Concurso Micaelense da Raça Holstein Frísia atingiu uma elevada qualidade, com a presença de milhares de pessoas, muitos jovens e crianças das escolas e colégios privados.
O concurso terminou ontem à tarde com uma tourada à corda que levou a assistir, na frente principal das instalações da Associação Agrícola de São Miguel, alguns milhares de aficionados, a maioria esmagadora jovens.
Dos quatro touros que vieram da Terceira, um saiu manso, outro partiu o focinho contra um poste de electricidade e ficou a sangrar. De todos, o primeiro foi o que investiu mais e melhor, causando ferimentos a alguns jovens e não poupando mesmo o grupo da corda, constituído por experientes aficionados terceirenses.
As investidas do touro foram acompanhadas por momentos de tensão e aplauso dos que assistiram. Uma pequena multidão que, ora reagiu com entusiasmo, ora evidenciava medo perante a atitude do touro.
Apesar de procurar passar desapercebido, o secretário da Agricultura e Florestas, Noé Rodrigues, acabou por posar para a fotografia ao lado do presidente da Associação Agrícola de São Miguel, Jorge Rita e do grupo de aficionados da Terceira. Noé Rodrigues acabaria mesmo por se entusiasmar com as investidas do touro sobre os grupos de jovens que o incitavam. Joaquim Pires, director regional com responsabilidades na área agrícola e um dos principais promotores da tourada, acabaria por estar alguns minutos junto ao grupo da corda.
Dezenas de lavradores micaelenses assistiram à tourada e alguns mesmo correram à frente do touro (pernas para que te quero) quando o animal investia na sua direcção.
Depois de um churrasco oferecido a quem apareceu e com cerveja a correr oferecida a quem quisesse, alguns milhares de jovens viveram ontem à tarde a tourada à corda com coragem acrescida e muitos, certamente, não trabalharam ontem principalmente em Rabo de Peixe para viverem a festa dos touros.
Dois jovens acabariam por ser colhidos com violência pelo primeiro touro, ficando com nódoas negras e alguns ferimentos.
Em termos gerais, a tourada à corda foi um bom momento de convívio e alegria. O grupo da corda soube temperar bem a relação entre os jovens aficionados e o touro, e deste com as pessoas. Nos momentos de muda dos touros, o grupo de cantares Só forró animou a festa com a sátira social e política que teve a colaboração de centenas de micaelenses.
O equilíbrio conseguido fez com que, durante a tourada, se mantivesse a dignidade do touro e de quem era apanhado pelas suas investidas.
Duas ambulâncias estavam preparadas para qualquer ferimento mais graves causadas pelo touro, situação que não veio a ocorrer.
Ficou claro que se a tourada ocorresse no domingo, haveria mais aficionados.
Extracto de um texto de João Paz, publicado no Correio dos Açores, de 26 de Maio de 2009 (sublinhados da nossa responsabilidade)
Comentário- Esta é a prova provada que nesta terra não se respeitam tradições, desisveste-se na educação, incentiva-se o alcoolismo e a preguiça e dá-se a mão a uma industria não produtiva e falida (pois só sobrevive graças a apoios governamentais)que é a tauromaquia de uma minoria de terceirenses.
domingo, maio 24, 2009
TOURADAS- A CRISE ESTÁ AÍ
Por falta de apoios: Tourada dos Estudantes em risco de continuidade
(In “A União”, 22 de Maio de 2009, http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=16334)
A Comissão da Tourada dos Estudantes 2010 está preocupada com a falta de apoios para a levar a cabo esta tradição do Carnaval da Terceira que assinala em 2010 meio século de existência, estando ainda por pagar parte da tourada deste ano.
Segundo Luís Leandro, presidente da Comissão, a Tourada dos Estudantes custa entre seis a sete mil euros, despesa suportada pela bilheteira, apoios camarários e de particulares e iniciativas levadas a cabo pelos próprios estudantes para a angariação de verbas.
“Precisamos de apoios para esta tradição com quase 50 anos a que nunca deram valor”, lamenta, acrescentando que “ temos tido sempre problemas de espaço e queríamos ter um local nosso para preparar a Tourada, este ano, por exemplo, tivemos uma tenda onde chovia lá dentro”.
Para edição levada a cabo este Carnaval, a Câmara de Angra do Heroísmo deu um valor mais baixo que o habitual justificando que “não podia ser mais”, afirma Luís Leandro. A este facto juntou-se um dia com condições adversas que levou apenas cerca de mil pessoas à Praça de Touros da Ilha Terceira, e uma crise económica que não possibilitou grandes doações à comissão que se vê agora com “apenas 900 euros nas mãos e a praça e o ganadeiro por pagar, e falamos em 14 animais entre a Tenta, o treino e a própria corrida”.
Tourada sai sempre
Apesar das dificuldades, a Comissão garante que a Tourada dos Estudantes não corre o risco de desaparecer, “ a tradição é para manter, não podemos deixar morrer a irreverência”, afirma Luís Leandro.
O presidente da Comissão contesta igualmente quem afirma tratar-se de um “evento de bêbados”, desafiando essas pessoas “ a verem o trabalho que é feito ao longo de seis meses. Desde a recolha dos materiais até à construção das viaturas para a praça e para o desfile, há ali muito trabalho e acho que as pessoas ficavam com outra ideia do que é a Tourada dos Estudantes”.
A Comissão para 2010 é constituída por quatro elementos entre os 16 e os 22 anos, uma organização mais jovem que o que vem sendo norma nas ultimas edições, procurando “ que os estudantes voltem a participar mais na Tourada, não sejam sempre os mesmo a entrar no desfile, queremos cativar gente nova para se juntarem a esta tradição”, desafia Luís Leandro.
A tenda desaparecida
A tenda cedida pela Culturangra para servir de “oficina” para a Tourada deste ano, apesar dos reparos sobre a sua condição, era algo “ que gostaríamos que nos fosse cedida”, diz Luís Leandro, que chegou a enviar um oficio para a empresa municipal para que tal fosse possível.
A tenda foi posteriormente dada á Associação de Estudantes da Escola Jerónimo de Andrade, que está desligada da organização da Tourada e segundo os membros da Comissão, “ não sabem onde ela está, nós é que a fomos descobrir no Armazém das Sanjoaninas, e continuamos sem saber o que vão fazer com ela”.
NOTA- O responsável por colocar aqui este texto, nunca se manifestou contra qualquer tourada não picada na Terceira.
Por falta de apoios: Tourada dos Estudantes em risco de continuidade
(In “A União”, 22 de Maio de 2009, http://www.auniao.com/noticias/ver.php?id=16334)
A Comissão da Tourada dos Estudantes 2010 está preocupada com a falta de apoios para a levar a cabo esta tradição do Carnaval da Terceira que assinala em 2010 meio século de existência, estando ainda por pagar parte da tourada deste ano.
Segundo Luís Leandro, presidente da Comissão, a Tourada dos Estudantes custa entre seis a sete mil euros, despesa suportada pela bilheteira, apoios camarários e de particulares e iniciativas levadas a cabo pelos próprios estudantes para a angariação de verbas.
“Precisamos de apoios para esta tradição com quase 50 anos a que nunca deram valor”, lamenta, acrescentando que “ temos tido sempre problemas de espaço e queríamos ter um local nosso para preparar a Tourada, este ano, por exemplo, tivemos uma tenda onde chovia lá dentro”.
Para edição levada a cabo este Carnaval, a Câmara de Angra do Heroísmo deu um valor mais baixo que o habitual justificando que “não podia ser mais”, afirma Luís Leandro. A este facto juntou-se um dia com condições adversas que levou apenas cerca de mil pessoas à Praça de Touros da Ilha Terceira, e uma crise económica que não possibilitou grandes doações à comissão que se vê agora com “apenas 900 euros nas mãos e a praça e o ganadeiro por pagar, e falamos em 14 animais entre a Tenta, o treino e a própria corrida”.
Tourada sai sempre
Apesar das dificuldades, a Comissão garante que a Tourada dos Estudantes não corre o risco de desaparecer, “ a tradição é para manter, não podemos deixar morrer a irreverência”, afirma Luís Leandro.
O presidente da Comissão contesta igualmente quem afirma tratar-se de um “evento de bêbados”, desafiando essas pessoas “ a verem o trabalho que é feito ao longo de seis meses. Desde a recolha dos materiais até à construção das viaturas para a praça e para o desfile, há ali muito trabalho e acho que as pessoas ficavam com outra ideia do que é a Tourada dos Estudantes”.
A Comissão para 2010 é constituída por quatro elementos entre os 16 e os 22 anos, uma organização mais jovem que o que vem sendo norma nas ultimas edições, procurando “ que os estudantes voltem a participar mais na Tourada, não sejam sempre os mesmo a entrar no desfile, queremos cativar gente nova para se juntarem a esta tradição”, desafia Luís Leandro.
A tenda desaparecida
A tenda cedida pela Culturangra para servir de “oficina” para a Tourada deste ano, apesar dos reparos sobre a sua condição, era algo “ que gostaríamos que nos fosse cedida”, diz Luís Leandro, que chegou a enviar um oficio para a empresa municipal para que tal fosse possível.
A tenda foi posteriormente dada á Associação de Estudantes da Escola Jerónimo de Andrade, que está desligada da organização da Tourada e segundo os membros da Comissão, “ não sabem onde ela está, nós é que a fomos descobrir no Armazém das Sanjoaninas, e continuamos sem saber o que vão fazer com ela”.
NOTA- O responsável por colocar aqui este texto, nunca se manifestou contra qualquer tourada não picada na Terceira.
sábado, maio 16, 2009
quarta-feira, maio 13, 2009
O Director Regional "Vendedor" de Touradas
Hoje ao ouvir o porta-voz da Torturia Tauromáquica Terceirense, Berto Messias, fiquei a saber que depois de amanhã, após a legalização da Sorte de Varas nos Açores, a ilha Terceira e os Açores vão ser alvo de uma enchente de turistas das centenas de países com tradições taurinas.
Assim sendo, não será mais necessário que o espanholista Joaquim Pires, também conhecido como Director Regional do Desenvolvimento das Touradas ande a tentar "vender" as mesmas na ilha de São Miguel, diga-se sem muito sucesso.
Com efeito, o seu sucesso terá sido, apenas, no concelho da Lagoa, onde a Câmara local ou uma empresa municipal promoveram algumas "bezerradas".
A propósito, para bem da transparência, seria de todo o interesse saber quem as pagou?
Hoje ao ouvir o porta-voz da Torturia Tauromáquica Terceirense, Berto Messias, fiquei a saber que depois de amanhã, após a legalização da Sorte de Varas nos Açores, a ilha Terceira e os Açores vão ser alvo de uma enchente de turistas das centenas de países com tradições taurinas.
Assim sendo, não será mais necessário que o espanholista Joaquim Pires, também conhecido como Director Regional do Desenvolvimento das Touradas ande a tentar "vender" as mesmas na ilha de São Miguel, diga-se sem muito sucesso.
Com efeito, o seu sucesso terá sido, apenas, no concelho da Lagoa, onde a Câmara local ou uma empresa municipal promoveram algumas "bezerradas".
A propósito, para bem da transparência, seria de todo o interesse saber quem as pagou?
sexta-feira, maio 01, 2009
quarta-feira, abril 08, 2009

Pelo Respeito para com os Animais
Defensores dos Direitos dos Animais criam novo Blogue: Açores Melhores sem Maltratos Animais que pode ser consultado aqui.
domingo, abril 05, 2009
Miguel Paulo Estevão de Vasconcelos
Um deputado eleito democráticamente pelo Corvo, por menos eleitores que os da minha rua, vai apresentar na ALR uma proposta para legalizar a tortura animal chamada sorte de varas.
Trata-se de um espanholista que foi acolhido nesta terra e que com o seu acto está pura e simplesmente a espezinhar os nossos costumes e tradições.
Mas, pena é que não é o único, já que são vários os miguéis de vasconcelos que estão aliados a uma minoria de pseudo-aficionados terceirenses no intuito de manchar o bom nome destas ilhas ditas afortunadas.
José Soares
Um deputado eleito democráticamente pelo Corvo, por menos eleitores que os da minha rua, vai apresentar na ALR uma proposta para legalizar a tortura animal chamada sorte de varas.
Trata-se de um espanholista que foi acolhido nesta terra e que com o seu acto está pura e simplesmente a espezinhar os nossos costumes e tradições.
Mas, pena é que não é o único, já que são vários os miguéis de vasconcelos que estão aliados a uma minoria de pseudo-aficionados terceirenses no intuito de manchar o bom nome destas ilhas ditas afortunadas.
José Soares
sábado, março 21, 2009

Pedem-nos o voto, diremos não!
O capitalismo é um sistema sem lei, que alimenta e serve os interesses dos grandes grupos económicos e de todos os que lhe seguem o modelo. Um sistema norteado por valores cujos princípios básicos potenciam o crescimento da injustiça e desigualdade sociais, da alienação e expropriação dos direitos fundamentais dos indivíduos, da exclusão, da exploração desenfreada de pessoas, animais e natureza, do fomento de necessidades de consumo, hábitos e procedimentos desnecessários que causam ciclos de guerra, sofrimento e miséria. As democracias “representativas” inculcam massivamente no imaginário dos cidadãos que os resultados dos actos eleitorais significam procuração irrevogável para o Estado agir, em seu nome, de forma omnipotente e omnipresente.
A democracia resume-se assim a isso mesmo: de tanto em tanto tempo fazer variar nos assentos do Poder aqueles que apenas estão lá não para nos representar como proclamam, mas para fazer cumprir todas as políticas decididas algures nos centros financeiros internacionais. Desta forma, a vontade dos povos e dos indivíduos não tem qualquer poder decisório. No entanto, são chamados sazonalmente ao cumprimento do seu “dever”, a horas e nos lugares certos, sendo-lhes outorgado um falso carácter determinante, vendendo-se assim a ilusão de que mandar representa, apenas, obedecer ao sentimento maioritário.
Para a prossecução deste embuste arenga-se que as eleições projectam um sublime acto de escolha. Com maior ou menor propaganda e manipulação, com mais ou menos promessas demagógicas que não colhem apenas os incautos, o sistema capitalista desce à terra de quatro em quatro anos, submetendo-se estoicamente à prova das feiras, dos comícios em terras inóspitas, dos beijos e abraços à saída das missas. Tem o seu banho democrático, diz-se orgulhoso por isso e afirma-se posteriormente encartado para decidir o que quiser decidir. São, depois, as regras da democracia “representativa” a gerarem a rotatividade na protecção do aparelho de Estado e na defesa das políticas rigidamente definidas que, a nível super-estrutural, o capitalismo impõe para prosperar e garantir a sua ditadura. São as terapias impostas para que o pulmão não se debilite, seja qual for o corpo (partido ou agrupamento político) que lhe dá abrigo.
O sistema capitalista tem sabido lutar bem por este seu paradigma, exigindo a quem dele vive o respeito e aceitação do Estado como entidade reguladora das relações sociais. Os jogos de alianças, a necessidade de apresentar alternativas e soluções como sinal de afirmação construtiva fizeram encostar a "extrema-esquerda" e a "esquerda" à "direita" e parte da "direita" à "esquerda" e ao "centro", juntando-se todos no Parque das Nações a comerem um caldo de maioridade e sensatez. Por isso, nenhuma, mas mesmo nenhuma, força partidária equaciona, hoje, a legitimidade dos cidadãos se sentirem defraudados com o que fazem do seu voto. Outra coisa, aliás, não poderia acontecer: por muito que possa doer a muita gente boa que palmilha caminhos de insubmissão, certo é que a participação nos órgãos de poder institucional significa a aceitação cordata das suas regras de funcionamento e a reverencial simpatia pelo Estado e pelo sistema que o mantém. Há que assumir sem rodeios que nas sociedades modernas a exploração violenta, desumana, arcaica e irracional que o sistema capitalista exerce legalmente vem resultando da "carta branca" fornecida pelos plebiscitos eleitorais. Percebendo a importância que as eleições dão ao sistema capitalista, ao longo das últimas três décadas várias foram as mobilizações em torno da defesa política da abstenção. Não havendo campanhas públicas sistematizadas nem qualquer sector a emergir colectivamente, o poder foi-se aproveitando disso para atribuir os resultados incomodativos à "preguiça", ao "tempo de praia", à "chuva diluviana", à "abstenção técnica", à não "limpeza dos cadernos eleitorais", à "mobilidade dos cidadãos".
Como se "ir à praia" em dia de eleições não devesse ser enquadrado numa atitude política assumida, denunciadora da rejeição do circo da sociedade do espectáculo; como se o "direito ao não voto" fosse menos legítimo que o "direito ao voto". Reduzir a participação eleitoral aos que alimentam e se alimentam do sistema, transformá-los em criadores, actores e espectadores da sua própria encenação poderá ser uma interessante tarefa revolucionária geradora de ataques localizados aos órgãos vitais desta sociedade dominante. Nesta lógica de combate deverá ser claro que uma plataforma de entendimento e acção em defesa da abstenção, que se almeja poder funcionar sem qualquer mecanismo reprodutor dos poderes conhecidos, nunca deverá ser entendida como um fim em si mas antes como um meio para reforçar o ataque sistémico ao capitalismo. Ao longo da história a sociedade humana foi sendo encaminhada para sistemas de funcionamento autocrático e dirigista ao arrepio das normas de relação fraternas, solidárias e horizontais. A introdução das regras mercantilistas, do desempenho individual, da competição e do orgulho na propriedade privada adulteraram a lógica comunal, transformando o ser humano num produto que deve mais do que tem a haver! A desumanização das sociedades dos novos tempos transformou as pessoas em números prontos para o massacre.
Isto não é inevitável! Sabemos de múltiplas lutas de resistência que foram capazes de mostrar que outro mundo é sempre possível ainda que o devir nos tenha acrescentado frustrações. Todos esses processos históricos encontram-se catalogados nos protótipos da utopia, tendo, alguns deles, sido concretizados. Este parece ser o grande combate de quem enjeita o poder institucional e não quer agir sozinho. A luta pela felicidade e pelo mundo harmonioso também passa por aqui sem aqui se esgotar! Liberdade não é poder escolher os tiranos, mas sim não querer nenhum.
Todas as rebeliões começam por uma recusa. Para justificar a tirania, virão pedir-nos o nosso voto.
OLHOS NOS OLHOS, DIR-LHES-EMOS QUE NÃO!
Plataforma Abstencionista
Novembro 2008
quinta-feira, março 12, 2009
Contra as Corridas Picadas e os Touros de Morte
Caros amigos,
Por favor, enviem a mensagem sugerida abaixo – ou escrevam a sua própria mensagem, se preferirem – para as autoridades governamentais, legislativas e de turismo de Portugal e dos Açores, pedindo aos dirigentes destes organismos que mantenham as sortes de varas e as touradas de morte ilegais nos Açores. Os Açores e Portugal, como um todo, devem dar apenas passos no sentido de aumentar e modernizar a protecção dos animais, nomeadamente banindo as touradas, e não legalizar ainda mais actividades de violência contra animais.
Cumprimentos
Teófilo Braga
Por favor enviem as suas mensagens para: pm@pm.gov.pt; gmei@mei.gov.pt; seturismo@mei.gov.pt; info@turismodeportugal.pt; presidencia@azores.gov.pt; sre@azores.gov.pt; acoresturismo@mail.telepac.pt; geral@alra.pt; pres@alra.pt; gppsterceira@alra.pt; gppsgflores@alra.pt; gppspico@alra.pt; gppssjorge@alra.pt; gppsgraciosa@alra.pt; gppsfaial@alra.pt; gppssmiguel@alra.pt; gppssmaria@alra.pt; gppsdfaial@alra.pt; gppsdsmiguel@alra.pt; gppsdterceira@alra.pt; gppsdsmaria@alra.pt; gppsdgraciosa@alra.pt; gppsdsjorge@alra.pt; gppsdpico@alra.pt; gppsdgflores@alra.pt; gpcdsppfaial@alra.pt; gpcdsppsmiguel@alra.pt; gpcdsppterceira@alra.pt; gpcdsppsjorge@alra.pt; gpcdsppflores@alra.pt; gpbefaial@alra.pt; gpbesmiguel@alra.pt; gpbeterceira@alra.pt; rppcpfaial@alra.pt; rppcpsmiguel@alra.pt; rpppmfaial@alra.pt; rpppmcorvo@alra.pt; Com Conhecimento (Cc) a: campanhas@animal.org.pt; terralivreacores@gmail.com
Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Economia
Exm.º Senhor Secretário de Estado do Turismo
Exm.º Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores
Exm.º Senhor Secretário Regional da Economia dos Açores
Exm.º Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Região dos Açores
Exm.os Senhores Presidentes dos Grupos Parlamentares na Assembleia Legislativa da Região dos Açores
Exm.º Senhor Presidente do Instituto do Turismo de Portugal
Exm.º Senhor Director Regional de Turismo dos Açores
Excelências,
Soube que, depois da aprovação do novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores, a Assembleia Legislativa Regional dos Açores poderá ter agora poder e liberdade constitucionais para legalizar as sortes de varas e as touradas de morte nesta região, onde há muito tempo alguns agentes tauromáquicos locais defendem que este passo seja dado – ainda que a maioria dos açorianos (e, obviamente, a maioria dos residentes no continente) não queira que tal aconteça.
É neste sentido que venho pedir a V. Ex.as que tomem todas as medidas necessárias e adequadas para que um tal retrocesso legislativo e político, moral e civilizacional não se registe.
Enquanto é certo que os Açores só poderão ganhar, em termos promocionais e turísticos, com qualquer medida que faça com que os animais sejam mais respeitados e melhor protegidos nesta região, não é menos verdade que, se uma tal medida, como esta que os defensores das touradas tanto advogam, fosse tomada, a região dos Açores ficaria com a sua imagem severamente manchada, tanto junto de turistas nacionais quanto de turistas estrangeiros, perdendo uma enorme quantidade de visitantes que deixaria de querer visitar uma região onde algo de tão cruel e obscuro viesse a ser permitido, quando actualmente é proibido.
Peço, pois, a V. Ex.as que não permitam que um tal retrocesso aconteça em circunstância alguma, antes tomando medidas no sentido de promover uma maior protecção dos animais na região dos Açores, ao invés de permitirem que haja uma ainda mais extrema forma de tortura destes.
Agradecendo antecipadamente a atenção de V. Ex.as e ficando na expectativa de uma resposta a esta mensagem, que espero que seja positiva,
Com os meus melhores cumprimentos,
[Indique o SEU NOME AQUI]
[Indique a SUA CIDADE AQUI]
[Indique o SEU ENDEREÇO DE E-MAIL AQUI]
Caros amigos,
Por favor, enviem a mensagem sugerida abaixo – ou escrevam a sua própria mensagem, se preferirem – para as autoridades governamentais, legislativas e de turismo de Portugal e dos Açores, pedindo aos dirigentes destes organismos que mantenham as sortes de varas e as touradas de morte ilegais nos Açores. Os Açores e Portugal, como um todo, devem dar apenas passos no sentido de aumentar e modernizar a protecção dos animais, nomeadamente banindo as touradas, e não legalizar ainda mais actividades de violência contra animais.
Cumprimentos
Teófilo Braga
Por favor enviem as suas mensagens para: pm@pm.gov.pt; gmei@mei.gov.pt; seturismo@mei.gov.pt; info@turismodeportugal.pt; presidencia@azores.gov.pt; sre@azores.gov.pt; acoresturismo@mail.telepac.pt; geral@alra.pt; pres@alra.pt; gppsterceira@alra.pt; gppsgflores@alra.pt; gppspico@alra.pt; gppssjorge@alra.pt; gppsgraciosa@alra.pt; gppsfaial@alra.pt; gppssmiguel@alra.pt; gppssmaria@alra.pt; gppsdfaial@alra.pt; gppsdsmiguel@alra.pt; gppsdterceira@alra.pt; gppsdsmaria@alra.pt; gppsdgraciosa@alra.pt; gppsdsjorge@alra.pt; gppsdpico@alra.pt; gppsdgflores@alra.pt; gpcdsppfaial@alra.pt; gpcdsppsmiguel@alra.pt; gpcdsppterceira@alra.pt; gpcdsppsjorge@alra.pt; gpcdsppflores@alra.pt; gpbefaial@alra.pt; gpbesmiguel@alra.pt; gpbeterceira@alra.pt; rppcpfaial@alra.pt; rppcpsmiguel@alra.pt; rpppmfaial@alra.pt; rpppmcorvo@alra.pt; Com Conhecimento (Cc) a: campanhas@animal.org.pt; terralivreacores@gmail.com
Exm.º Senhor Primeiro Ministro
Exm.º Senhor Ministro da Economia
Exm.º Senhor Secretário de Estado do Turismo
Exm.º Senhor Presidente do Governo Regional dos Açores
Exm.º Senhor Secretário Regional da Economia dos Açores
Exm.º Senhor Presidente da Assembleia Legislativa da Região dos Açores
Exm.os Senhores Presidentes dos Grupos Parlamentares na Assembleia Legislativa da Região dos Açores
Exm.º Senhor Presidente do Instituto do Turismo de Portugal
Exm.º Senhor Director Regional de Turismo dos Açores
Excelências,
Soube que, depois da aprovação do novo Estatuto Político-Administrativo dos Açores, a Assembleia Legislativa Regional dos Açores poderá ter agora poder e liberdade constitucionais para legalizar as sortes de varas e as touradas de morte nesta região, onde há muito tempo alguns agentes tauromáquicos locais defendem que este passo seja dado – ainda que a maioria dos açorianos (e, obviamente, a maioria dos residentes no continente) não queira que tal aconteça.
É neste sentido que venho pedir a V. Ex.as que tomem todas as medidas necessárias e adequadas para que um tal retrocesso legislativo e político, moral e civilizacional não se registe.
Enquanto é certo que os Açores só poderão ganhar, em termos promocionais e turísticos, com qualquer medida que faça com que os animais sejam mais respeitados e melhor protegidos nesta região, não é menos verdade que, se uma tal medida, como esta que os defensores das touradas tanto advogam, fosse tomada, a região dos Açores ficaria com a sua imagem severamente manchada, tanto junto de turistas nacionais quanto de turistas estrangeiros, perdendo uma enorme quantidade de visitantes que deixaria de querer visitar uma região onde algo de tão cruel e obscuro viesse a ser permitido, quando actualmente é proibido.
Peço, pois, a V. Ex.as que não permitam que um tal retrocesso aconteça em circunstância alguma, antes tomando medidas no sentido de promover uma maior protecção dos animais na região dos Açores, ao invés de permitirem que haja uma ainda mais extrema forma de tortura destes.
Agradecendo antecipadamente a atenção de V. Ex.as e ficando na expectativa de uma resposta a esta mensagem, que espero que seja positiva,
Com os meus melhores cumprimentos,
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sexta-feira, março 06, 2009
Fajã do Calhau e não só: vamos desertar do medo
Num regime verdadeiramente democrático,que respeitasse as leis e as pessoas, os responsáveis por esta obra estavam na cadeia ou no mínimo eram demitidos dos cargos que ocupam.
Pena é que há muitos desertores da luta por uma Terra mais limpa, justa e pacífica.
Nota- Não sou contra estradas.
Num regime verdadeiramente democrático,que respeitasse as leis e as pessoas, os responsáveis por esta obra estavam na cadeia ou no mínimo eram demitidos dos cargos que ocupam.
Pena é que há muitos desertores da luta por uma Terra mais limpa, justa e pacífica.
Nota- Não sou contra estradas.
quinta-feira, março 05, 2009
Dia F, O meu contributo

Chegou hoje à minha caixa de correio o Jornal Açores, dirigido por José Soares e Sá Couto. Nele podemos ler uma pequena nota sobre a Fajã do Calhau,onde se dá como bom exemplo a estrada do Lombo Gordo.
Esquece-se o autor da nota de dizer que desde que a Praia do Lombo Gordo ficou sem areia, a estrada para ninguém serve e a famosa zona balnear foi à vida.
Durante vários anos visitámos o local e o que vimos foram as instalações balneares ao abandono.
Já agora a comparação deveria ser feita com a inexistente, mas prometida pelo Secretário Contente, estrada alternativa para a Ribeira Quente.
Todos os interessados em saberem mais sobre a obra de que se orgulha Álamo Meneses visitem este blogue: http://fiatluxcarpediem.blogspot.com/

Chegou hoje à minha caixa de correio o Jornal Açores, dirigido por José Soares e Sá Couto. Nele podemos ler uma pequena nota sobre a Fajã do Calhau,onde se dá como bom exemplo a estrada do Lombo Gordo.
Esquece-se o autor da nota de dizer que desde que a Praia do Lombo Gordo ficou sem areia, a estrada para ninguém serve e a famosa zona balnear foi à vida.
Durante vários anos visitámos o local e o que vimos foram as instalações balneares ao abandono.
Já agora a comparação deveria ser feita com a inexistente, mas prometida pelo Secretário Contente, estrada alternativa para a Ribeira Quente.
Todos os interessados em saberem mais sobre a obra de que se orgulha Álamo Meneses visitem este blogue: http://fiatluxcarpediem.blogspot.com/
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