Informação Alternativa
Mundo
05/07/2007
Biocombustíveis elevam preço de alimentos
Maria Luiza Rolim
Expresso
A procura dos biocombustíveis já está a encarecer o preço dos alimentos, revela um estudo divulgado hoje pela OCDE e FAO.
Um estudo divulgado hoje em Paris pela FAO – organismo das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação – e OCDE – Organização para Cooperação e Desenvolvimento Económico, revela que a crescente demanda por biocombustíveis já está a provocar uma alteração no mercado agrícola internacional, com a consequente subida dos preços de alguns alimentos.
O prognóstico dos organismos das Nações Unidas é tornado público no mesmo dia em que Bruxelas discute as políticas de apoio aos biocombustíveis.
Os autores do estudo intitulado OECD-FAO Perspectiva Agrícola 2007-2016 estão convencidos de que os preços dos produtos agrícolas vão subir. Consequência: os consumidores terão de pagar mais pela carne, produtos lácteos e óleos vegetais, o que aliás já se verifica. Os países importadores e as camadas mais pobres das populações urbanas têm motivos para estar preocupados.
Segundo a FAO, o preço da carne subiu 7,6% no mês de Março em comparação com igual período em 2006. O preço dos produtos lácteos, por sua vez, aumentou 46% desde Novembro.
DESEQUILÍBRIO NOS MERCADOS
O documento refere ainda que a procura de cereais, açúcar e óleos vegetais, usados em larga escala na produção de biocombustíveis – indústria em rápida expansão – irá afectar significativamente o sector agrícola nos próximos dez anos.
Os autores do estudo afirmam que as «mudanças estruturais como o aumento na procura de matéria‑prima para a produção de biocombustível, bem como a redução de excedentes resultantes de reformas no sector agrícola, levadas a cabo no passado, podem manter os preços acima dos níveis de equilíbrio históricos durante os próximos dez anos».
Prevê-se que substanciais quantidades de milho nos EUA, trigo na União Europeia e açúcar no Brasil vão ser usados na produção de etanol e biodiesel.
O caso do milho – principal matéria-prima utilizada na alimentação animal – é paradigmático. De acordo com os relatores da OCDE/FAO, estima-se que somente nos EUA, no período entre 2007 e 2008, serão necessárias 86 milhões de toneladas de milho para a produção de etanol. Ou seja, 60% a mais (30 milhões de toneladas) do que o total utilizado no período anterior. Representa também uma quantidade superior ao volume total de exportações de milho em todo o mundo, estimado em 82 milhões de toneladas. Nos EUA, a quantidade anual de etanol produzido a partir do milho deverá duplicar até 2016.
Na União Europeia – que produziu 3,9 milhões de biocombustíveis em 2005, um acréscimo de 60% em relação a 2004 – a quantidade de cereais para a produção de biocombustíveis deverá passar de 10 milhões de toneladas para 21 milhões de toneladas, até 2016.
Metade da matéria-prima utilizada pela UE para produzir biocombustível é originária do Brasil, que exportou 50% das 538 mil toneladas de óleos de soja e palma comprados pela UE com este fim.
O açúcar é o único produto que ainda não corre o risco de ficar mais caro, apesar do Brasil – maior produtor mundial – continuar a utilizar uma quantidade cada vez maior de cana-de-açúcar para a produção de etanol, disse à BBC Abdolreza Abbassuan, um dos autores do estudo.
BIODIVERSIDADE EM PERIGO
No passado mês de Abril, cerca de 200 organizações ambientalistas assinaram uma carta aberta a classificar o etanol como «ameaça disfarçada de verde». O documento, divulgado em Madrid, critica duramente a União Europeia, que este ano fixou metas de utilização de biocombustíveis, e aponta para outros tipos de energia alternativa – eólica, solar e de biomassa – muito menos prejudiciais para o ambiente.
Os ambientalistas argumentam que grande parte da matéria-prima destinada à produção de biocombustíveis na UE será exportada pelos países do hemisfério sul. «Ora, embora isto pareça uma grande oportunidade para as economias do sul, as monoculturas (soja, milho, cana-de-açúcar e palmeira) conduzirão a uma maior destruição da biodiversidade e do sustento da população rural».
Questionado pelo Expresso, o responsável pelo GAIA – Grupo de Acção e Intervenção Ambiental defende que «os biocombustíveis ou, mais correctamente, agrocombustíveis são, mais do que uma solução, uma ameaça para a segurança e soberania alimentar». Gualter Barbas Baptista explica: «Na hora do agricultor decidir entre um cultivo para alimentação de pessoas que ganham menos de um dólar por dia ou para abastecer automóveis a mais de um dólar por litro, obviamente que estaremos perante um sério problema para toda a sociedade».
Para este ambientalista português, há ainda outras razões para se recusar a nova política energética europeia. Com efeito, os resultados de alguns estudos científicos recentes «indicam que os agrocombustíveis consomem mais energia do que aquela que nos devolvem, devido à elevada intensificação da agricultura, assente no monocultivo (incluindo a utilização de transgénicos) e a associada mecanização e utilização de agroquímicos, como os pesticidas e os fertilizantes».
quarta-feira, julho 11, 2007
sábado, julho 07, 2007

LACAIOS
Hoje, a destruição ecológica global ameaça a sobrevivência da vida na Terra. A conversa, da maioria dos governantes, ambientalistas, e outros defensores do "socialismo" que temos, sobre desenvolvimento sustentável não passa do seu esforço a todo o custo para sustentar a acumulação do capital. Em suma, com os bolsos cheios ou recebendo chorudas "migalhas" de quem efectivamente controla os destinos do Mundo, os nossos lacaios por mais "beatos" ou "incorruptíveis" que se apresentem, a única coisa que fazem é venerar a única lei do capitalismo que é a da expansão exponencial.
Mas, isto não ficará assim até ao fim dos tempos, urge uma profunda transformação social e ecológica que virá com a construção de uma sociedade mais sustentável e igualitária.
quarta-feira, julho 04, 2007
De Boca Fechada
Hoje, ouvi uma senhora sub-secretária da saúde dizer que os portugueses são livres. Poderão falar mal do governo, mas em suas casas e nas esquinas das ruas. Só faltou dizer que o protesto deveria ser feito com a boca fechada.
De boca fechada ando eu e continuarei, depois de saber que este e outros blogs têm sido visitados por bufos.
quinta-feira, junho 21, 2007
O NOSSO BARRANCOS
O filme, cujo link abaixo de indica, é a prova que a tradição, em Rabo de Peixe, ainda é o que era.
Será assim que o progresso chegará a Rabo de Peixe?
http://br.youtube.com/watch?v=ErMpoHCVafY
O filme, cujo link abaixo de indica, é a prova que a tradição, em Rabo de Peixe, ainda é o que era.
Será assim que o progresso chegará a Rabo de Peixe?
http://br.youtube.com/watch?v=ErMpoHCVafY
sexta-feira, junho 15, 2007
O blog ANOVIS ANOPHELIS fechou as suas portas
E pronto, como muitos já adivinhavam e me fizeram chegar ao longo destes últimos tempos por meio de mails, o fim do ANOVIS ANOPHELIS também se concretiza hoje.Muito poderia ser dito sobre esse fim mas verdadeiramente e acredite-me quem quiser não tenho muita vontade de falar sobre isso…Mas não quero deixar de dizer o seguinte: a ordem capitalista existe e está para durar logo o pressuposto fundamental que deu origem ao blog continua bem presente…Como se sabe o ANOVIS ANOPHELIS é o herdeiro natural do site a www.franciscotrindade.com que tinha sido criado em 6 de Novembro de 2000.O que deu origem na mudança do site para blog foi na altura divulgado, cujos textos se encontram nos primeiros que durante estes dezoito meses foram colocados num total de três mil e setecentos textos (3700 textos).Queria apresentar para finalizar "em beleza", um filme duma conferência minha dada em 1997 mais precisamente em 15 de Abril na Biblioteca Museu República e Resistência em Lisboa de cerca de 90 minutos sobre o Princípio Federativo de Proudhon com debate no final mas as tecnologias e a internet e o youtube foram avessos a essa possibilidade...Que se lixem todos! Fica o filme entregue à memória da história do proudhonismo em Portugal Muito deveria ser dito sobre os tentáculos da ordem capitalista e como estamos de despedida seria sempre “in”falar sobre isso mas se dissesse o que me passa (racionalmente) pela cabeça, poderia dar motivos ao Ministério Público para me tentar dar cabo do juízo até porque como sabemos vivemos em plena liberdade de expressão…É sempre aquela velha história de dizer que os ditadores são democráticos, mas para quem pensa como eles… Como sabemos, o governo é a ferramenta das classes privilegiadas com a qual controlam as massas e garantem um ambiente favorável aos seus próprios interesses.Proudhon e sempre Proudhon: “Ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, parqueado, endoutrinado, predicado, controlado, calculado, apreciado, censurado, comandado, por seres que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude (...). Ser governado é ser, a cada operação, a cada transação, a cada movimento, notado, registrado, recenseado, tarifado, selado, medido, cotado, avaliado, patenteado, licenciado, autorizado, rotulado, admoestado, impedido, reformado, reenviado, corrigido. É, sob o pretexto da utilidade pública e em nome do interesse geral, ser submetido à contribuição, utilizado, resgatado, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; e depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa, reprimido, multado, vilipendiado, vexado, acossado, maltratado, espancado, desarmado, garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, no máximo grau, jogado, ridicularizado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis a justiça, eis a sua moral!”Mas como dizia Wilhelm Reich «O que espanta não é o facto de haver gente que rouba, de haver quem faça greve; mas sim o facto de haver esfomeados que não roubam, de haver explorados que não fazem greve.»Agradeço a todos os que durante este tempo contactaram comigo, aos outros que mandaram informações que não passavam nos meios de informação de massas e que aqui tiveram a possibilidade de serem difundidas e a todos os que partilharam ao longo de seis anos e meio ( Novembro de 2000 a Maio de 2007) posições nem sempre em conformidade (e ainda bem)!Lembrem-se sempre da frase proudhoniana: "Os grandes só parecem grandes, porque estamos ajoelhados" E pronto, finito: “Agir, é sempre pensar; dizer, é fazer” mais uma vez Proudhon em 1849 (tempos a seguir àquele ano revolucionário de 48…não esquecer).Talvez seja altura de dizer menos e fazer mais “dizer é fazer” a todos os níveis do político, do social, do económico e se isso acontecer encontrar-nos-emos não neste espaço de revolta mas somente no espaço da revolução…
Francisco Trindade
E pronto, como muitos já adivinhavam e me fizeram chegar ao longo destes últimos tempos por meio de mails, o fim do ANOVIS ANOPHELIS também se concretiza hoje.Muito poderia ser dito sobre esse fim mas verdadeiramente e acredite-me quem quiser não tenho muita vontade de falar sobre isso…Mas não quero deixar de dizer o seguinte: a ordem capitalista existe e está para durar logo o pressuposto fundamental que deu origem ao blog continua bem presente…Como se sabe o ANOVIS ANOPHELIS é o herdeiro natural do site a www.franciscotrindade.com que tinha sido criado em 6 de Novembro de 2000.O que deu origem na mudança do site para blog foi na altura divulgado, cujos textos se encontram nos primeiros que durante estes dezoito meses foram colocados num total de três mil e setecentos textos (3700 textos).Queria apresentar para finalizar "em beleza", um filme duma conferência minha dada em 1997 mais precisamente em 15 de Abril na Biblioteca Museu República e Resistência em Lisboa de cerca de 90 minutos sobre o Princípio Federativo de Proudhon com debate no final mas as tecnologias e a internet e o youtube foram avessos a essa possibilidade...Que se lixem todos! Fica o filme entregue à memória da história do proudhonismo em Portugal Muito deveria ser dito sobre os tentáculos da ordem capitalista e como estamos de despedida seria sempre “in”falar sobre isso mas se dissesse o que me passa (racionalmente) pela cabeça, poderia dar motivos ao Ministério Público para me tentar dar cabo do juízo até porque como sabemos vivemos em plena liberdade de expressão…É sempre aquela velha história de dizer que os ditadores são democráticos, mas para quem pensa como eles… Como sabemos, o governo é a ferramenta das classes privilegiadas com a qual controlam as massas e garantem um ambiente favorável aos seus próprios interesses.Proudhon e sempre Proudhon: “Ser guardado à vista, inspecionado, espionado, dirigido, legislado, regulamentado, parqueado, endoutrinado, predicado, controlado, calculado, apreciado, censurado, comandado, por seres que não têm nem o título, nem a ciência, nem a virtude (...). Ser governado é ser, a cada operação, a cada transação, a cada movimento, notado, registrado, recenseado, tarifado, selado, medido, cotado, avaliado, patenteado, licenciado, autorizado, rotulado, admoestado, impedido, reformado, reenviado, corrigido. É, sob o pretexto da utilidade pública e em nome do interesse geral, ser submetido à contribuição, utilizado, resgatado, explorado, monopolizado, extorquido, pressionado, mistificado, roubado; e depois, à menor resistência, à primeira palavra de queixa, reprimido, multado, vilipendiado, vexado, acossado, maltratado, espancado, desarmado, garroteado, aprisionado, fuzilado, metralhado, julgado, condenado, deportado, sacrificado, vendido, traído e, no máximo grau, jogado, ridicularizado, ultrajado, desonrado. Eis o governo, eis a justiça, eis a sua moral!”Mas como dizia Wilhelm Reich «O que espanta não é o facto de haver gente que rouba, de haver quem faça greve; mas sim o facto de haver esfomeados que não roubam, de haver explorados que não fazem greve.»Agradeço a todos os que durante este tempo contactaram comigo, aos outros que mandaram informações que não passavam nos meios de informação de massas e que aqui tiveram a possibilidade de serem difundidas e a todos os que partilharam ao longo de seis anos e meio ( Novembro de 2000 a Maio de 2007) posições nem sempre em conformidade (e ainda bem)!Lembrem-se sempre da frase proudhoniana: "Os grandes só parecem grandes, porque estamos ajoelhados" E pronto, finito: “Agir, é sempre pensar; dizer, é fazer” mais uma vez Proudhon em 1849 (tempos a seguir àquele ano revolucionário de 48…não esquecer).Talvez seja altura de dizer menos e fazer mais “dizer é fazer” a todos os níveis do político, do social, do económico e se isso acontecer encontrar-nos-emos não neste espaço de revolta mas somente no espaço da revolução…
Francisco Trindade
quarta-feira, junho 13, 2007
Educação: Associação de Matemática deixa Comissão de Acompanhamento a"convite" do Ministério
12 de Junho de 2007, 07:53Lisboa, 12 Jun (Lusa)
12 de Junho de 2007, 07:53Lisboa, 12 Jun (Lusa)
A Associação de Professores de Matemática(APM) foi convidada a sair da Comissão de Acompanhamento do Plano deMatemática pelo Ministério da Educação após criticar publicamentedeclarações da ministra, noticia hoje o jornal Público.O diário adianta que as críticas da APM visavam declarações daministra da Educação, Maria de Lurdes Rodrigues, sobre os examesnacionais do 9º ano, no final de uma reunião de balanço do primeiroano do Plano de Matemática, a 22 de Maio.Nessa reunião, a ministra disse "pela primeira o país associa osresultados não apenas à ?performance? dos alunos, mas também aotrabalho das escolas e dos professores, para o melhor e para o pior".Em reacção, a APM, organização presidida por Rita Bastos, criticou a"ausência de sentido pedagógico" e a "leitura muito simplista eredutora do que é esse trabalho e a educação".De acordo com Rita Bastos, no próprio dia em que a notícia saiu a APMrecebeu um telefonema do director-geral de Inovação Curricular a dizerque a Associação devia deixar a Comissão de Acompanhamento.A presidente da APM disse ao Público que foi solicitado ao Ministérioque formalizasse por escrito a sugestão de saída daquela comissão, oque não veio a acontecer.No final do mês de Maio, numa reunião da Comissão de Acompanhamento emque a APM esteve presente, o director-geral, Luís Capucha, reiterou o"convite" à saída, justificando que o facto de a Associação pertencerà Comissão de Acompanhamento não lhe dava o direito de se manifestarpublicamente.Nesse dia, a APM abandonou a Comissão, referiu Rita Bastos ao Público.O assessor de imprensa do Ministério da Educação disse apenas aojornal que, com a divulgação do comunicado, a Associação deProfessores de Matemática se "auto-excluiu" do processo.A APM entende que como Associação Profissional tem o direito demanifestar as suas opiniões lembrando que as declarações da ministratambém foram públicas.
SBLusa/fim
PS- Coisas da nossa democraCIA participativa. Eles gostam que se participe mas preferem o corpo presente.
sábado, junho 09, 2007
Inércia? Inércia não: luta!
Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Maiakovski (Georgia,1893 – Moscovo,1930)
PS- Ou somos coniventes ou é necessário bater com a porta. Já bati.
Na primeira noite, eles se aproximam
e colhem uma flor de nosso jardim.
E não dizemos nada.
Na segunda noite, já não se escondem,
pisam as flores, matam nosso cão.
E não dizemos nada.
Até que um dia, o mais frágil deles, entra
sozinho em nossa casa, rouba-nos a lua,
e, conhecendo nosso medo,
arranca-nos a voz da garganta.
E porque não dissemos nada,
já não podemos dizer nada.
Maiakovski (Georgia,1893 – Moscovo,1930)
PS- Ou somos coniventes ou é necessário bater com a porta. Já bati.
segunda-feira, maio 28, 2007
30 DE MAIO- GREVE GERAL, SIM OU NÃO?
Comunicado sobre a Greve Geral convocada pela CGTP
Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder do governo e patronato. Vem isto a propósito da greve geral decretada pela cúpula da CGTP para o próximo 30 de Maio. Com efeito, esta estrutura limitou-se a decidir, mais uma vez nas costas dos trabalhadores que diz representar, que se devia fazer greve em tal dia, como resposta a determinadas políticas do governo. A primeira coisa a perguntar é se essas mesmas cúpulas estão convencidas de que é assim que se mobiliza para a luta difícil e dura, os trabalhadores deste país. É evidente que não. É evidente que eles não são ingénuos ao ponto de pensarem que assim conseguirão mais do que um fracasso. Mas se for um fracasso camuflado, isso irá dar-lhes a aparência de adesão de que necessitam para depois reivindicarem a «representatividade» desses trabalhadores que aderiram à greve. Dessa maneira, terão maior capacidade de se manterem nas cúpulas – como têm feito, ao longo de vinte e mais anos, alguns deles - dando o recado ao governo de que ela (cúpula da CGTP) tem de ser ouvida para fazer passar a «pílula amarga» das medidas anti-sociais. É basicamente por isso que, lá do alto dos seus «tronos» sindicais, eles decretam a «ordem de greve» … e os trabalhadores que obedeçam! O conceito antiautoritário e sindicalista revolucionário de greve é o oposto. São os próprios, susceptíveis de fazer (ou não) greve, que têm de decidir. Assembleias de trabalhadores realizam-se nos locais de trabalho e todas as pessoas se pronunciam, sobre as formas de luta e sobre as suas modalidades de aplicação. Com esta luta decidida desde as bases, não apenas a greve terá muito mais adesão, como haverá uma mobilização constante, durante um período, o que em si mesmo já é um factor de pressão sobre o governo e o patronato. Então, a greve será um culminar, será realmente uma ruptura assumida conscientemente pelos seus protagonistas. A ameaça de continuação do movimento grevista, caso não haja um recuo do governo e da entidade patronal, em pontos muito concretos, tem de pairar no ar, tem de ser uma ameaça séria e credível. Os burocratas, que dominam o movimento sindical, quase nunca fazem reuniões nos locais de trabalho. Porém, é este um direito sindical, que corresponde a um dos direitos sociais conquistados logo a seguir ao 25 de Abril de 74. Seriam reuniões nas empresas, nos serviços ou nas zonas próximas, os locais mais próprios da tomada de decisão para greves ou outras formas de luta. Só assim haverá uma adesão plenamente consciente e só assim terá o trabalhador a convicção de que esta greve, por muito sacrifício que lhe traga no imediato, lhe trará vantagens no longo prazo. Porém, uma greve assim, como as estruturas burocráticas costumam decidir, decretada desde o alto, nunca irá alterar, sequer um pouco, a correlação de forças a favor dos trabalhadores: Os do governo ficarão a rir, pois os grevistas lhes farão poupar milhões no orçamento. Os capitalistas não irão também sofrer qualquer perda significativa. Mesmo que a greve fosse muito bem sucedida, seria somente como um dia suplementar de feriado. Sendo esta greve destinada a mostrar que os chefes da CGTP ainda conseguem ser obedecidos por umas dezenas de milhares de grevistas… vai haver -como habitualmente - contradição total entre as estatísticas apresentadas pela central sindical e pelo governo, incluindo a comunicação social, submissa ao poder político e aos grandes grupos económicos. A única forma revolucionária de responder perante greves decretadas do alto, é dizermos que nós - trabalhadoras e trabalhadores deste país - não somos reféns de ninguém, nem do governo, nem dos «chefes» das centrais sindicais. A nossa vontade é apenas dependente das tomadas de decisão colectivas, em assembleias onde possamos, em igualdade de circunstâncias, expor os nossos pontos de vista. Aí sim, se tal for a vontade das assembleias de trabalhadores, estaremos de acordo em apelar à greve e em implementar as condições para efectuá-la. Nós, AC-Interpro, Associação de base, de trabalhadores anti-autoritários e anti-capitalistas, não iremos pois apelar à greve nestas circunstâncias, salvaguardando no entanto a decisão individual dos nossos militantes, visto se admitir a hipótese de circunstâncias locais onde se possa realizar uma greve activa. Não apelamos à greve geral no dia 30 de Maio pois estaríamos a participar no engano, estaríamos a canalizar os trabalhadores para um beco sem saída, para mais uma derrota… Temos – antes de mais – que devolver os sindicatos aos seus associados e transformar profundamente o modo de funcionamento dos mesmos. Só assim os sindicatos poderão voltar a ser, de novo, instrumentos da luta de classes.
22-05-2007
A Comissão Administrativa da AC-Interpro
Comunicado sobre a Greve Geral convocada pela CGTP
Apenas uma greve activa, ou seja organizada desde a base, pode ser instrumento eficaz de luta contra o poder do governo e patronato. Vem isto a propósito da greve geral decretada pela cúpula da CGTP para o próximo 30 de Maio. Com efeito, esta estrutura limitou-se a decidir, mais uma vez nas costas dos trabalhadores que diz representar, que se devia fazer greve em tal dia, como resposta a determinadas políticas do governo. A primeira coisa a perguntar é se essas mesmas cúpulas estão convencidas de que é assim que se mobiliza para a luta difícil e dura, os trabalhadores deste país. É evidente que não. É evidente que eles não são ingénuos ao ponto de pensarem que assim conseguirão mais do que um fracasso. Mas se for um fracasso camuflado, isso irá dar-lhes a aparência de adesão de que necessitam para depois reivindicarem a «representatividade» desses trabalhadores que aderiram à greve. Dessa maneira, terão maior capacidade de se manterem nas cúpulas – como têm feito, ao longo de vinte e mais anos, alguns deles - dando o recado ao governo de que ela (cúpula da CGTP) tem de ser ouvida para fazer passar a «pílula amarga» das medidas anti-sociais. É basicamente por isso que, lá do alto dos seus «tronos» sindicais, eles decretam a «ordem de greve» … e os trabalhadores que obedeçam! O conceito antiautoritário e sindicalista revolucionário de greve é o oposto. São os próprios, susceptíveis de fazer (ou não) greve, que têm de decidir. Assembleias de trabalhadores realizam-se nos locais de trabalho e todas as pessoas se pronunciam, sobre as formas de luta e sobre as suas modalidades de aplicação. Com esta luta decidida desde as bases, não apenas a greve terá muito mais adesão, como haverá uma mobilização constante, durante um período, o que em si mesmo já é um factor de pressão sobre o governo e o patronato. Então, a greve será um culminar, será realmente uma ruptura assumida conscientemente pelos seus protagonistas. A ameaça de continuação do movimento grevista, caso não haja um recuo do governo e da entidade patronal, em pontos muito concretos, tem de pairar no ar, tem de ser uma ameaça séria e credível. Os burocratas, que dominam o movimento sindical, quase nunca fazem reuniões nos locais de trabalho. Porém, é este um direito sindical, que corresponde a um dos direitos sociais conquistados logo a seguir ao 25 de Abril de 74. Seriam reuniões nas empresas, nos serviços ou nas zonas próximas, os locais mais próprios da tomada de decisão para greves ou outras formas de luta. Só assim haverá uma adesão plenamente consciente e só assim terá o trabalhador a convicção de que esta greve, por muito sacrifício que lhe traga no imediato, lhe trará vantagens no longo prazo. Porém, uma greve assim, como as estruturas burocráticas costumam decidir, decretada desde o alto, nunca irá alterar, sequer um pouco, a correlação de forças a favor dos trabalhadores: Os do governo ficarão a rir, pois os grevistas lhes farão poupar milhões no orçamento. Os capitalistas não irão também sofrer qualquer perda significativa. Mesmo que a greve fosse muito bem sucedida, seria somente como um dia suplementar de feriado. Sendo esta greve destinada a mostrar que os chefes da CGTP ainda conseguem ser obedecidos por umas dezenas de milhares de grevistas… vai haver -como habitualmente - contradição total entre as estatísticas apresentadas pela central sindical e pelo governo, incluindo a comunicação social, submissa ao poder político e aos grandes grupos económicos. A única forma revolucionária de responder perante greves decretadas do alto, é dizermos que nós - trabalhadoras e trabalhadores deste país - não somos reféns de ninguém, nem do governo, nem dos «chefes» das centrais sindicais. A nossa vontade é apenas dependente das tomadas de decisão colectivas, em assembleias onde possamos, em igualdade de circunstâncias, expor os nossos pontos de vista. Aí sim, se tal for a vontade das assembleias de trabalhadores, estaremos de acordo em apelar à greve e em implementar as condições para efectuá-la. Nós, AC-Interpro, Associação de base, de trabalhadores anti-autoritários e anti-capitalistas, não iremos pois apelar à greve nestas circunstâncias, salvaguardando no entanto a decisão individual dos nossos militantes, visto se admitir a hipótese de circunstâncias locais onde se possa realizar uma greve activa. Não apelamos à greve geral no dia 30 de Maio pois estaríamos a participar no engano, estaríamos a canalizar os trabalhadores para um beco sem saída, para mais uma derrota… Temos – antes de mais – que devolver os sindicatos aos seus associados e transformar profundamente o modo de funcionamento dos mesmos. Só assim os sindicatos poderão voltar a ser, de novo, instrumentos da luta de classes.
22-05-2007
A Comissão Administrativa da AC-Interpro
domingo, maio 27, 2007
O Tempo dos Bufos e das Bufas (ou o país que é uma flatulência na eminência de ser expelida)
autor: Rodrigo Sá (http://danialice.blogspot.com/)
Aconteceu num país europeu democrático:Um professor, dirigente de um sindicato, numa conversa particular com um colega, fez referência, em tom de piada, ao facto do primeiro-ministro daquele país ter uma formação duvidosa. Colega colega foi informar a presidente sindical lá da região. A senhora decidiu instaurar um processo disciplinar ao professor que fez a tal referência à formação do primeiro-ministro, e suspendeu-o imediatamente das funções que ocupava no sindicato.Em comunicado, a senhora explica que o processo prende-se com o facto de o primeiro-ministro a quem o professor se referia ser o primeiro-ministro de Portugal.Voltámos ao tempo dos bufos e das bufas. O nosso país europeu e democrático (?) está a tornar-se numa terra de lambe-botas, chulos e informadores. Estamos a voltar ao tempo da P.I.D.E., que felizmente não me lembro, mas segundo o que estudei em história (sim, porque no meu tempo aprendia-se que já tivemos um governo fascista), e segundo o que me contam os meus pais, atitudes destas era no tempo da P.I.D.E. e dos informadores.Outra deste maravilhoso governo democrático, é a criação de uma comissão para assinalar todos os grevistas da função pública, para mais tarde poderem fazer correctamente as estatísticas. Querem enganar quem? Se num dia avisam que quem fizer greve será penalizado na progressão da carreira, e no outro dia anunciam uma comissão de sinalização dos grevistas, o que pretendem? Na minha terra, e noutras, responde-se assim: Puta que os pariu. Para tirar trabalho à comissão, e a quem esteja interessado: vou fazer greve no dia 30 de Maio, e faço greve as vezes que me apetecer e achar que vale a pena lutar por uma carreira decente, com dignidade e justa.
autor: Rodrigo Sá (http://danialice.blogspot.com/)
Aconteceu num país europeu democrático:Um professor, dirigente de um sindicato, numa conversa particular com um colega, fez referência, em tom de piada, ao facto do primeiro-ministro daquele país ter uma formação duvidosa. Colega colega foi informar a presidente sindical lá da região. A senhora decidiu instaurar um processo disciplinar ao professor que fez a tal referência à formação do primeiro-ministro, e suspendeu-o imediatamente das funções que ocupava no sindicato.Em comunicado, a senhora explica que o processo prende-se com o facto de o primeiro-ministro a quem o professor se referia ser o primeiro-ministro de Portugal.Voltámos ao tempo dos bufos e das bufas. O nosso país europeu e democrático (?) está a tornar-se numa terra de lambe-botas, chulos e informadores. Estamos a voltar ao tempo da P.I.D.E., que felizmente não me lembro, mas segundo o que estudei em história (sim, porque no meu tempo aprendia-se que já tivemos um governo fascista), e segundo o que me contam os meus pais, atitudes destas era no tempo da P.I.D.E. e dos informadores.Outra deste maravilhoso governo democrático, é a criação de uma comissão para assinalar todos os grevistas da função pública, para mais tarde poderem fazer correctamente as estatísticas. Querem enganar quem? Se num dia avisam que quem fizer greve será penalizado na progressão da carreira, e no outro dia anunciam uma comissão de sinalização dos grevistas, o que pretendem? Na minha terra, e noutras, responde-se assim: Puta que os pariu. Para tirar trabalho à comissão, e a quem esteja interessado: vou fazer greve no dia 30 de Maio, e faço greve as vezes que me apetecer e achar que vale a pena lutar por uma carreira decente, com dignidade e justa.
Comentário: Eles(as) também andam por cá, por vezes disfarçados(as) de sindicalistas, ex-sindicalistas, progresssistas, (in) dependentes, jornalistas, blogoevangelistas, em suma, gente sem coluna vertebral.
sexta-feira, maio 25, 2007
segunda-feira, maio 21, 2007
ESTATUTO NÃO SERVE
Avizinhando-se a apreciação do Estatuto da Carreira Docente para os Açores pela Assembleia Legislativa Regional, o SDPA está a promover o abaixo-assinado «Por uma avaliação digna», no sentido de evidenciar a discordância dos educadores e professores quanto ao sistema de avaliação do desempenho que o Secretário Regional da Educação tenta impor.
Quem diz que é pela rainha
Quem diz que é pela rainha
Nem precisa de mais nada
Embora seja ladrão
Pode roubar à vontade
Todos lhe apertam a mão
É homem de sociedade
Acima da pobre gente
Subiu quem tem bons padrinhos
De colarinhos gomados
Perfumando os ministérios
É dono dos homens sérios
Ninguém lhe vai aos costados
José Afonso
Quem diz que é pela rainha
Nem precisa de mais nada
Embora seja ladrão
Pode roubar à vontade
Todos lhe apertam a mão
É homem de sociedade
Acima da pobre gente
Subiu quem tem bons padrinhos
De colarinhos gomados
Perfumando os ministérios
É dono dos homens sérios
Ninguém lhe vai aos costados
José Afonso
sábado, maio 19, 2007
Professor de Inglês suspenso de funções por ter comentado licenciatura de Sócrates
Mariana Oliveira
Público
Trabalhava há quase 20 anos na DREN. Em causa está um comentário jocoso sobre a polémica em volta da licenciatura do primeiro-ministro na Universidade Independente
Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.
A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um «insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho». Perante aquilo que considera uma situação «extremamente grave e inaceitável», Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. «Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal», disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece «a compreensão, simpatia e amizade» dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).
No texto, conta também o seu afastamento. «Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um “colega” e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta‑se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia‑se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: “Suspendo-o preventivamente, instauro‑lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público”», escreve.
A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. «Uma coisa é um comentário ou uma anedota, outra coisa é um insulto», sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por «poder haver perturbação do funcionamento do serviço». «Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada», sublinha. E garante: «O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será.»
Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O Público tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.
No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. «Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia».
extraído de Informação Alternativa (http://infoalternativa.org/portugal/port163.htm)
Mariana Oliveira
Público
Trabalhava há quase 20 anos na DREN. Em causa está um comentário jocoso sobre a polémica em volta da licenciatura do primeiro-ministro na Universidade Independente
Um professor de Inglês, que trabalhava há quase 20 anos na Direcção Regional de Educação do Norte (DREN), foi suspenso de funções por ter feito um comentário – que a directora regional, Margarida Moreira, apelida de insulto – à licenciatura do primeiro-ministro, José Sócrates.
A directora regional não precisa as circunstâncias do comentário, dizendo apenas que se tratou de um «insulto feito no interior da DREN, durante o horário de trabalho». Perante aquilo que considera uma situação «extremamente grave e inaceitável», Margarida Moreira instaurou um processo disciplinar ao professor Fernando Charrua e decretou a sua suspensão. «Os funcionários públicos, que prestam serviços públicos, têm de estar acima de muitas coisas. O sr. primeiro-ministro é o primeiro-ministro de Portugal», disse a directora regional, que evitou pormenores por o processo se encontrar em segredo disciplinar. Numa carta enviada a diversas escolas, Fernando Charrua agradece «a compreensão, simpatia e amizade» dos profissionais com quem lidou ao longo de 19 anos de serviço na DREN (interrompidos apenas por um mandato de deputado do PSD na Assembleia da República).
No texto, conta também o seu afastamento. «Transcreve-se um comentário jocoso feito por mim, dentro de um gabinete a um “colega” e retirado do anedotário nacional do caso Sócrates/Independente, pinta‑se, maldosamente de insulto, leva-se à directora regional de Educação do Norte, bloqueia‑se devidamente o computador pessoal do serviço e, em fogo vivo, e a seco, surge o resultado: “Suspendo-o preventivamente, instauro‑lhe processo disciplinar, participo ao Ministério Público”», escreve.
A directora confirma o despacho, mas insiste no insulto. «Uma coisa é um comentário ou uma anedota, outra coisa é um insulto», sustenta Margarida Moreira. Sobre a adequação da suspensão, a directora regional diz que se justificou por «poder haver perturbação do funcionamento do serviço». «Não tomei a decisão de ânimo leve, foi ponderada», sublinha. E garante: «O inquérito será justo, não aceitarei pressões de ninguém. Se o professor estiver inocente e tiver que ser ressarcido, será.»
Neste momento, Fernando Charrua já não está suspenso. Depois da interposição de uma providência cautelar para anular a suspensão preventiva e antes da decisão do tribunal, o ministério decidiu pôr fim à sua requisição na DREN. Como o professor, que trabalhava actualmente nos recursos humanos, já não se encontrava na instituição, a suspensão foi interrompida. O professor voltou assim à Escola Secundária Carolina Michäelis, no Porto. O Público tentou ontem contactá-lo, sem sucesso.
No entanto, na carta, o professor faz os seus comentários sobre a situação. «Se a moda pega, instigada que está a delação, poderemos ter, a breve trecho, uns milhares de docentes presos políticos e outros tantos de boca calada e de consciência aprisionada, a tentar ensinar aos nossos alunos os valores da democracia, da tolerância, do pluralismo, dos direitos, liberdade e garantias e de outras coisas que, de tão remotas, já nem sabemos o real significado, perante a prática que nos rodeia».
extraído de Informação Alternativa (http://infoalternativa.org/portugal/port163.htm)
quinta-feira, maio 17, 2007
sábado, maio 12, 2007
domingo, maio 06, 2007
BOA NOTÍCIA- O DESAPARECIMENTO DO LIMBO
Hoje, foram as más notícias dos resultados das eleições em França e na Madeira. No 25 de Abril foram os ataques aos anti-autoritários que se manifestavam. É o polvo a crescer, é a besta do fascismo a por as garras de fora.
Apenas uma boa notícia: o desaparecimento do limbo.
Hoje, foram as más notícias dos resultados das eleições em França e na Madeira. No 25 de Abril foram os ataques aos anti-autoritários que se manifestavam. É o polvo a crescer, é a besta do fascismo a por as garras de fora.
Apenas uma boa notícia: o desaparecimento do limbo.
domingo, abril 15, 2007
A ministra Anarquista
Há pessoas que conhecemos num determinado meio ambiente, perdemos-lhe o rasto, não por intenção mas pelo rumo natural da vida, e acabamos por ouvir falar delas um montão de anos depois num contexto radicalmente distinto.Acontece com todos nós várias vezes ao longo da vida.A última vez que me aconteceu foi há dias com a leitura dum artigo de jornal acerca de “A ministra de quem os professores não gostam”.Já se percebeu que me refiro à actual ministra da educação.A Lurdes Rodrigues de há vinte e cinco anos atrás não tinha nada a ver com a Maria de Lurdes Rodrigues ministra da educação do governo eufemisticamente chamado de socialista.Ou será que tem? Ou será que tinha?A Lurdes Rodrigues de há vinte e cinco anos era militante anarquista da revista “A Ideia” à qual igualmente pertenci, até ao seu termo. Passou igualmente pelo jornal “A Batalha”. Não lhe conheço nenhum texto escrito com carácter teórico mas ela apresentava-se fundamentalmente como uma militante que está ali para ajudar a resolver questões de ordem prática. É uma das que integrou a equipa que pesquisou a documentação anarco-sindicalista do Arquivo Histórico Social depositado na Biblioteca Nacional. Os materiais constituindo o arquivo estiveram em poder do Centro de Estudos Libertários até 1980 provenientes de dádivas de vários militantes anarquistas. Todo este acervo único veio a ser doado à Biblioteca Nacional.
Saudações proudhonianas
Até breve Francisco Trindade
PS- Mais uma ao seu serviço e do engenheiro, pela Universidade Independente, que dá pelo nome de Sócrates.
Há pessoas que conhecemos num determinado meio ambiente, perdemos-lhe o rasto, não por intenção mas pelo rumo natural da vida, e acabamos por ouvir falar delas um montão de anos depois num contexto radicalmente distinto.Acontece com todos nós várias vezes ao longo da vida.A última vez que me aconteceu foi há dias com a leitura dum artigo de jornal acerca de “A ministra de quem os professores não gostam”.Já se percebeu que me refiro à actual ministra da educação.A Lurdes Rodrigues de há vinte e cinco anos atrás não tinha nada a ver com a Maria de Lurdes Rodrigues ministra da educação do governo eufemisticamente chamado de socialista.Ou será que tem? Ou será que tinha?A Lurdes Rodrigues de há vinte e cinco anos era militante anarquista da revista “A Ideia” à qual igualmente pertenci, até ao seu termo. Passou igualmente pelo jornal “A Batalha”. Não lhe conheço nenhum texto escrito com carácter teórico mas ela apresentava-se fundamentalmente como uma militante que está ali para ajudar a resolver questões de ordem prática. É uma das que integrou a equipa que pesquisou a documentação anarco-sindicalista do Arquivo Histórico Social depositado na Biblioteca Nacional. Os materiais constituindo o arquivo estiveram em poder do Centro de Estudos Libertários até 1980 provenientes de dádivas de vários militantes anarquistas. Todo este acervo único veio a ser doado à Biblioteca Nacional.
Saudações proudhonianas
Até breve Francisco Trindade
PS- Mais uma ao seu serviço e do engenheiro, pela Universidade Independente, que dá pelo nome de Sócrates.
terça-feira, março 27, 2007
EDP investe 10 M€ em projectos de eficiência energética
Por: Rita Paz
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/empresas/pt/desarrollo/752954.htmlA A EDP apresentou hoje o seu programa de acção para a promoção da eficiência no consumo de energia, denominado ECO, que inclui 12 projectos dirigidos aos clientes residenciais, comerciais, de serviços e indústria.Ao todo, vão ser aplicados 10 milhões de euros (M€) neste projecto, dos quais dois M€ serão investidos directamente pela EDP, ao passo que o restante montante é decorrente do plano de promoção de eficiência no consumo (PPEC), promovido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).Do total da dotação financeira do PPEC, a EDP ganhou 81% do total dos projectos em curso, representativos de cerca de 8,1 milhões de euros. "Ganhámos 81% dos projectos que estavam no curso, o que significa que a nossa quota de ideias é maior do que a nossa quota de mercado", afirmou António Mexia, na conferência realizada hoje no Museu da Electricidade, com o tema 'Eficiência Energética'.Para este responsável "todos temos de nos constituir como embaixadores (...) esta é uma questão que diz respeito a cada um de nós".O programa ECO é um programa integrado de iniciativas que visa mobilizar e ajudar os consumidores na adaptação de comportamentos energeticamente mais eficientes, revelou Jorge Cruz Morais, membro do Conselho e responsável pela área comercial da EDP.Entre as novidades previstas está incluída a instalação de 32 000 conjuntos de lâmpadas mais eficientes e balastros electrónicos às empresas, sendo o custo suportado a 100% pela EDP. Este programa dirige-se ao sector do comércio e dos serviços e as empresas terão de se candidatar.Para os clientes residenciais está prevista a distribuição porta a porta de 500 000 lâmpadas economizadoras. A EDP vai ainda comparticipar a compra de 6500 frigoríficos eficientes, reembolsando o consumidor num valor máximo de até 34,6 euros.Um autocarro vai também percorrer o país, durante 2 anos, com o objectivo de promover medidas de eficiência energética junto da população.A eléctrica nacional tenciona também desenvolver junto das escolas básicas um projecto de informação sobre a eficiência energética.Empresas como a ADENE, a Quercus, a Universidade de Coimbra, o Instituto Superior Técnico e o Instituto do Ambiente juntaram-se à EDP nesta promoção.Em Parceria com a Quercus, por exemplo, a EDP vai divulgar na Internet, a partir de 29 de Junho, uma base de dados com os modelos de equipamentos mais eficientes no mercado."Quantos mais parceiros a EDP tiver para promover a eficiência energética, melhor", referiu Jorge Cruz Morais.O impacto global do programa vai ter um Eco muito significativo, permitindo reduzir em 150 mil toneladas as emissões de CO2 para a atmosfera nos próximos anos, e economizar mais de 400 mil MWh de energia, o que equivale ao consumo médio anual de mais de 100 mil famílias portuguesas, salienta o mesmo responsável.
XXX XX XXXX-XX, XXXXXXX-XX XXXX X XXXX XX XXXX-XX XXXX X XX.
Por: Rita Paz
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/empresas/pt/desarrollo/752954.htmlA A EDP apresentou hoje o seu programa de acção para a promoção da eficiência no consumo de energia, denominado ECO, que inclui 12 projectos dirigidos aos clientes residenciais, comerciais, de serviços e indústria.Ao todo, vão ser aplicados 10 milhões de euros (M€) neste projecto, dos quais dois M€ serão investidos directamente pela EDP, ao passo que o restante montante é decorrente do plano de promoção de eficiência no consumo (PPEC), promovido pela Entidade Reguladora dos Serviços Energéticos (ERSE).Do total da dotação financeira do PPEC, a EDP ganhou 81% do total dos projectos em curso, representativos de cerca de 8,1 milhões de euros. "Ganhámos 81% dos projectos que estavam no curso, o que significa que a nossa quota de ideias é maior do que a nossa quota de mercado", afirmou António Mexia, na conferência realizada hoje no Museu da Electricidade, com o tema 'Eficiência Energética'.Para este responsável "todos temos de nos constituir como embaixadores (...) esta é uma questão que diz respeito a cada um de nós".O programa ECO é um programa integrado de iniciativas que visa mobilizar e ajudar os consumidores na adaptação de comportamentos energeticamente mais eficientes, revelou Jorge Cruz Morais, membro do Conselho e responsável pela área comercial da EDP.Entre as novidades previstas está incluída a instalação de 32 000 conjuntos de lâmpadas mais eficientes e balastros electrónicos às empresas, sendo o custo suportado a 100% pela EDP. Este programa dirige-se ao sector do comércio e dos serviços e as empresas terão de se candidatar.Para os clientes residenciais está prevista a distribuição porta a porta de 500 000 lâmpadas economizadoras. A EDP vai ainda comparticipar a compra de 6500 frigoríficos eficientes, reembolsando o consumidor num valor máximo de até 34,6 euros.Um autocarro vai também percorrer o país, durante 2 anos, com o objectivo de promover medidas de eficiência energética junto da população.A eléctrica nacional tenciona também desenvolver junto das escolas básicas um projecto de informação sobre a eficiência energética.Empresas como a ADENE, a Quercus, a Universidade de Coimbra, o Instituto Superior Técnico e o Instituto do Ambiente juntaram-se à EDP nesta promoção.Em Parceria com a Quercus, por exemplo, a EDP vai divulgar na Internet, a partir de 29 de Junho, uma base de dados com os modelos de equipamentos mais eficientes no mercado."Quantos mais parceiros a EDP tiver para promover a eficiência energética, melhor", referiu Jorge Cruz Morais.O impacto global do programa vai ter um Eco muito significativo, permitindo reduzir em 150 mil toneladas as emissões de CO2 para a atmosfera nos próximos anos, e economizar mais de 400 mil MWh de energia, o que equivale ao consumo médio anual de mais de 100 mil famílias portuguesas, salienta o mesmo responsável.
XXX XX XXXX-XX, XXXXXXX-XX XXXX X XXXX XX XXXX-XX XXXX X XX.
sábado, março 17, 2007
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