sexta-feira, julho 25, 2008


O mocho (Asio otus), também conhecido em algumas localidades como coruja, é uma ave de rapina nocturna insuficientemente estudada nos Açores. De acordo com a Base de Dados da Biodiversidade dos Açores, existe em todas as ilhas dos Grupos Central e Oriental.

Vamos colaborar com o projecto, indicando novas áreas de distribuição. Assim, caso já tenha observado ou sentido o mocho em algum lugar, mande-nos um mail com esta informação e, se possível, a data exacta ou aproximada da observação.

Teófilo Braga

quinta-feira, julho 24, 2008

Câmara da Lagoa e Governo Regional dos Açores Apoiam Tourada



Proteste, envie um mail ou carta para:

EDIFÍCIO PAÇOS DO CONCELHO

Largo D. João III

Santa Cruz

9560-045 Lagoa (São Miguel)

Telefone: 296 960 600 (Geral)

Fax: 296 916 229

e-mail: cmlagoa.az@mail.telepac.pt



GABINETE DO PRESIDENTE

Telefone: 296 960 609

e-mail: gabpres-cml@mail.telepac.pt

terça-feira, julho 22, 2008

Acção Animal - Anti-Touradas 49s

A Tradição Ainda é o que Era

segunda-feira, julho 21, 2008


A irresponsabilidade do nuclear

17-Jul-2008

Perante a alta do preço dos combustíveis fósseis e o custo das emissões de carbono, começa a ressurgir a discussão da energia nuclear em Portugal, agora pela voz de Victor Constâncio.
Mas parece que estas vozes se esquecem que esta opção não permite resolver os problemas energéticos estruturais do país e coloca outros problemas sem resolução à vista. Apresento, sucintamente, pelo menos 10 razões para rejeitar o nuclear.
Em primeiro lugar, também as centrais nucleares dependem de matérias-primas cada vez mais escassas, caras de obter e cobiçadas: ou seja, o que hoje se passa com os combustíveis fósseis também se passa com o urânio e tende a agravar-se. Também neste sector aumentam os preços e a especulação.

Em segundo lugar, mantém-se a elevada dependência a recursos energéticos externos já que o urânio existente em Portugal é insuficiente.

Em terceiro lugar, o custo de uma central nuclear é enorme. Geralmente as contas que nos são apresentadas não entram em linha de conta com os custos de armazenamento dos resíduos, desmantelamento da central e limpeza de locais contaminados, reforço da linha eléctrica, serviços de fiscalização e segurança, entre outros. A história do nuclear mostra que esta sempre foi e continua a ser, mesmo com a nova geração de reactores, uma indústria altamente dependente de subsídios públicos.

Em quarto lugar, o problema da dependência petrolífera e das emissões em Portugal é, na sua grande maioria, em relação às formas não-eléctricas de energia, como no sector dos transportes, a que o nuclear não responde. A electricidade corresponde apenas a 25% do consumo final de energia.

Em quinto lugar, além do problema do armazenamento dos resíduos, as centrais apresentam o risco de elevada contaminação radioactiva, devido a acidente ou ataque terrorista, bem como no transporte do combustível e dos resíduos. Para além disso, não se consegue nunca eliminar o erro humano, o responsável pelo acidente de Chernobyl.

Em sexto lugar, a exportação e a proliferação contínua de tecnologia nuclear aumenta significativamente o risco de proliferação de armas nucleares, existindo o risco de novos Estados se tornarem novas potências nucleares.

Em sétimo lugar, o nuclear não gera directamente quaisquer emissões de GEE, mas a construção das centrais é uma importante fonte de emissões, tal como a prospecção, a extracção e o transporte de urânio (o ciclo do urânio é um grande consumidor de energia e um forte emissor de CO2), o transporte dos resíduos para processamento ou armazenagem e o futuro desmantelamento - O estudo americano "Nuclear Power: The Energy Balance" (2005), que compara as emissões de CO2 analisando o ciclo de vida de um central nuclear e de uma central a gás natural (com uma potência equivalente) chega à conclusão que, no longo termo, com o decréscimo da qualidade das reservas de urânio, o nuclear tem muito mais emissões que o gás natural.

Em oitavo lugar, além das elevadas emissões de carbono, o ciclo do urânio até à utilização no reactor é um enorme gerador de resíduos tóxicos e de agressões ambientais. E uma central nuclear consome elevados volumes de água: teria de ser instalada no litoral português, o qual é densamente povoado, por falta de caudais suficientes nos rios.

Em nono lugar, a radioactividade dos resíduos do urânio processado nas centrais é muito elevada, com graves riscos para a saúde pública durante dezenas a centenas de milhares de anos. Ainda não foi encontrada uma solução satisfatória para o tratamento dos resíduos, hoje armazenados em locais temporários. Este é um pesado legado para as gerações futuras.

Em décimo lugar, a nova geração de reactores nucleares em construção na Finlândia (Olkiluoto 3) e na França (Flamanville 3), apresentados como a vanguarda do renascimento do nuclear, têm registado uma série de atrasos, derrapagens orçamentais e problemas técnicos de segurança. Na Finlândia, o prazo de conclusão da central foi adiado por dois anos e os custos de construção quase que duplicaram para um valor de 5 mil milhões de euros, com várias falhas na construção a implicar potenciais riscos de segurança. Na França, os problemas são semelhantes, tendo já sido mandada parar a construção pela Agência de Segurança Nuclear francesa por vários problemas técnicos de segurança registados.

Rita Calvário

Extraido de Esquerda Net

quinta-feira, julho 17, 2008

Socialistas denunciam "claustrofobia asfixiante" no PS e acusam Governo de penalizar os mais pobres

17.07.2008, Filomena Fontes

Entre a angústia de quem assiste ao "triunfo crescente do neoliberalismo" e a denúncia da "claustrofobia asfixiante" dentro do PS, um grupo de militantes socialistas escreveu uma carta aberta, na qual clamam pelo regresso aos valores matriciais do partido e desafiam personalidades como Mário Soares, Jorge Sampaio e Almeida Santos a fazerem ouvir a sua voz sobre o rumo político do país.
"O estado da nação é deplorável, transformado num areópago dos escribas do regime, dos jurisconsultos que dão pareceres a preço de ouro, substituindo-se às instituições que não decidem por si, nem assumem as suas responsabilidades", afirmam na carta, cujo primeiro subscritor é Joaquim Sarmento, um histórico militante socialista, ex-deputado e ex-vice-presidente da Câmara de Lamego.
Esta espécie de manifesto é ainda assinado por Júlio Barbosa, presidente da comissão política concelhia de Lamego, por Jorge Silva e João Botelho, ex-mandatário e ex-director da campanha presidencial de Manuel Alegre no distrito de Viseu, e Paula Rodrigues. "O Portugal do triunfo das desigualdades, da exclusão e da pobreza clama por um verdadeiro Partido Socialista que lute contra a total submissão ao poder económico", apelam.
É, contudo, na qualidade de militantes de base que se demarcam dos que "subvertem a cartilha de princípios do PS". "Não somos nós quem protagoniza a descrença que grassa na sociedade, à beira da implosão. Não somos nós os 'inocentes úteis' da direita que olha com simpatia o actual Governo e o actual PS e que apeará os socialistas quando chegar a sua hora de ordenhar a nação", dizem.
No diagnóstico, duro, insurgem-se contra a subordinação de políticas sociais ao "mais puro economicismo, destruindo o SNS, subvertendo o ideário da escola pública", e contra o "lodaçal" em que mergulhou a justiça, "uma trincheira dos que têm mais posses e mais meios, em detrimento das classes mais desfavorecidas". Quanto à crise internacional, agitada por José Sócrates para justificar adversidades, contrapõem que "só reforça" a falência das reformas economicistas.
"Neste 'reino cadaveroso', com lhe chamou o iluminista Ribeiro Sanches, há uma grande responsabilidade do actual Governo, cujas reformas, na óptica da obsessão da redução do défice, têm penalizado primordialmente os mais pobres e carenciados", criticam. E lamentam a "orfandade ideológica" do partido, a par do "silêncio cúmplice, e em muitos casos de consonância com o statu quo de importantes personalidades socialistas".

(recebido por mail)

PS- Por cá tudo bem, reina a União Nacional Açoriana

sexta-feira, julho 11, 2008



Não é para rir!


Na apresentação do acordo com o consórcio Renault/Nissan para a produção de carros eléctricos, o primeiro-ministro disse que estes pagam 30% de imposto e prometeu "criar um quadro fiscal ainda mais atraente”. Mas os carros eléctricos já estão isentos de Imposto sobre Veículos como de Imposto Único de Circulação. A deputada Helena Pinto entregou um requerimento ao governo para que este explique como quer baixar um imposto inexistente.



“Se um carro eléctrico já existisse actualmente, apenas pagaria 30% do imposto automóvel, já que este imposto tem em 70% uma componente ambiental”, disse o primeiro-ministro José Sócrates na assinatura do acordo para a produção do carro eléctrico da Renault/Nissan, anunciando ainda que “o Governo está disponível para criar um quadro fiscal ainda mais atraente”.

A deputada bloquista começa por apontar uma imprecisão nas palavras de José Sócrates: "embora exista uma referência, bastante concreta e com indicação de eventuais taxas, relativamente ao imposto automóvel, o facto é que este imposto já não existe, sendo substituído pelo Imposto sobre Veículos".

Mas mesmo este imposto, na opinião de Helena Pinto "já consagra, no seu art. 2.º, al a), que estão excluídos da incidência do imposto os “Veículos não motorizados, bem como os veículos exclusivamente eléctricos ou movidos a energias renováveis não combustíveis”".

"Ou seja, os carros eléctricos já estão actualmente totalmente isentos do Imposto sobre Veículos, o imposto mais pesado aplicável aos veículos automóveis", conclui a deputada no requerimento dirigido à presidência do Conselho de Ministros.

"Estando os carros eléctricos totalmente isentos da tributação fiscal do Imposto sobre Veículos, a que “quadro fiscal mais atraente” é que se refere o Governo?", é a pergunta que a deputada do Blcoo deixou ao ministro Silva Pereira.


(Extraído de Esquerda Net)

quinta-feira, junho 26, 2008

Finalmente o Portal da Biodiversidade dos Açores (www.azoresbioportal.angra.uac.pt) está Online.

Este Portal foi desenvolvida no âmbito dos Projectos INTERREG III B “Atlântico” (2003-2005) e “BIONATURA" (2007-2008) cujos parceiros nos Açores foram respectivamente a Direcção Regional do Ambiente e do Mar e a Agência Regional da Energia e Ambiente - ARENA. O Chefe de fila do Projecto foi a Consejeria de Medio Ambiente y Ordenacion Territorial do Governo das Canárias.

Pela primeira vez é possível visualizar a distribuição detalhada de uma espécie no arquipélago e obter a sua cartografia com base na literatura. Para algumas espécies foi ainda possível apresentar imagens. Para espécies muito raras em perigo só se apresenta a presença/ausência nas ilhas.

Este projecto envolveu quatro equipas de investigação da Universidade dos Açores:

a) Coordenação geral e estudo da fauna de artrópodes terrestres e outros invertebrados (Annelida, Nematoda) sob coordenação de Paulo A.V. Borges do Departamento de Ciências Agrárias (CITA-A; Grupo da Biodiversidade dos Açores). Esta equipa inclui ainda os Bolseiros Enésima Mendonça, Francisco Dinis, Fernando Pereira e Sandra Jarroca;

b) Estudo da fauna de gastrópodes terrestres (Malacologia), organismos marinhos litorais e vertebrados sob coordenação de António Frias Martins, Ana Cristina Costa e Regina Cunha do Departamento de Biologia (UA-CIBIO). Esta equipa inclui ainda os Bolseiros Pedro Rodrigues e Paula Lourenço;

c) Estudo das plantas vasculares sob coordenação de Luís Silva do Departamento de Biologia (UA-CIBIO). Esta equipa inclui ainda os Bolseiros Mónica Martins, Rodolfo Corvelo e Nuno Pinto;

d) Estudo de briófitos e líquenes sob coordenação de Rosalina Gabriel do Departamento de Ciências Agrárias (CITA-A, Grupo da Biodiversidade dos Açores). Esta equipa inclui ainda os Bolseiros Sandra Câmara, Eva Borges, Berta Martins, Fernando Pereira e Nídia Homem.

segunda-feira, junho 23, 2008

Hansen exige que petrolíferas sejam julgadas por crimes contra a Humanidade

James Hansem, um dos mais conceituados cientistas climáticos, vai exigir que os dirigentes das grandes empresas de combustíveis fósseis sejam postos em tribunal por crimes contra a Humanidade e a natureza, acusando-os de activamente espalharem a dúvida sobre as alterações do clima da mesma forma que as empresas tabaqueiras tentaram esconder as ligações entre o fumar e o cancro.

Hansen vai utilizar simbolicamente o vigésimo aniversário do seu discurso ao Congresso americano, onde alertou pela primeira vez para as alterações do clima, para exigir que são precisos passos radicais e imediatos para evitar que a irreversibilidade das alterações do clima não se torne inevitável.

No seu discurso diante do Congresso hoje, ele vai acusar os dirigentes de empresas como a ExxonMobil e a Peabody Energy de estarem plenamente conscientes da desinformação sobre as alterações do clima que são responsáveis. "O problema não é vontade política, são os sapatos de crocodilo - os lóbis. É um facto que o dinheiro fala em Washington, e que a democracia não está a funcionar como é suposto funcionar".

Vai também apontar as culpas a alguns membros do Congresso que têm tido um comportamento fraco em relação ao aquecimento global, exigindo que vários fiquem sem o seu lugar.

Hansen vai ainda alertar que ele está 99% seguro de que a concentração do CO2 na atmosfera já passou o nível de segurança. Para ele, o ano de 2009 vai ser crucial com as novas eleições presidencias e as negociações pós-Quioto.

Ele pede uma moratória a novas centrais a carvão e pede a criação de uma rede eléctrica gigantesca com baixas perdas enterrada para dar uma oportunidade de competição à energia solar e eólica.

Extraído de Esquerda Net

sábado, junho 21, 2008

Apelo à Cooperação em Defesa da Escola Pública


Estimados/as Camaradas,

Tal como noutros lugares na Europa, em Portugal, neste momento, a Escola Pública está sujeita a um ataque sem paralelo. A gravidade dos ataques, a sua convergência e simultaneidade, não pode deixar quaisquer dúvidas: trata-se realmente de uma ofensiva concebida e coordenada ao mais alto nível.

Onde os povos têm tido, de longa data, uma forte ligação aos valores da escola pública universal e laica, este ataque pode estar mais camuflado e a resistência pode ser maior.
No nosso país, onde muitos de nós se envolveram activamente na construção de uma sociedade mais justa, a reacção de repúdio tem sido muito viva, procurando contrariar os recuos sociais, nomeadamente no domínio da educação.
Neste estado de espírito, um grupo informal e heterogéneo de militantes comprometidos/as com a defesa da Escola Pública propõe a adesão da Vossa organização/associação/sindicato à realização de um Congresso Europeu Pela Defesa da Escola Pública, Laica e Universal a realizar 6, 7 e 8 de Abril de 2009. Precisamos de lutar contra a fragmentação que nos ameaça, através da solidariedade e acção em comum. É urgente construir um modelo alternativo sério, tanto em termos de gestão pedagógica como relativamente às redes de solidariedades combativas dos sindicatos de trabalhadores da educação, de sindicatos de estudantes e das associações de pais.
Propomos igualmente que subscrevais um apelo público (a redigir e aprovar de comum acordo entre todas as instâncias que aderirem à ideia do referido Congresso) denunciando a destruição selectiva da Escola Pública com a privatização dos domínios considerados rentáveis na educação.

Este congresso deveria ser realizado em colaboração estreita entre profissionais dos vários países. Nós propomos que participeis desde já na definição e discussão dos diversos painéis ou workshops, assim como em quaisquer outros aspectos da organização. Com efeito, pretendemos fazer deste evento um tempo de reflexão para a continuidade do combate que travamos nos diversos países e de abertura em relação aos interesses e aspirações de muitos milhões de cidadãos europeus que têm na Escola pública o principal senão o único meio de escolarização.

Saudações fraternas,

Alda Margarida Azevedo, Bebiana Gonçalves, Cláudia Girelli, Elodie Mota, João Goulart Medeiros, Manuel Baptista, Maria Conceição Rolo, Maria Romana Reis, Nuno Freitas, Paula Montez, Teófilo Braga, Vítor Lima.

sexta-feira, junho 20, 2008

Ecoturismo ou Greenwashing?

Thiago Cássio D'Ávila Araújo (*)

Greenwashing é um termo em língua inglesa usado quando uma empresa, organização não governamental (ONG), ou mesmo o próprio governo, propaga práticas ambientais positivas e, na verdade, possui atuação contrária aos interesses e bens ambientais. Trata-se do uso de idéias ambientais para construção de uma imagem pública positiva de "amigo do meio ambiente" que, porém, não é condizente com a real gestão, negativa e causadora de degradação ambiental.

O greenwashing tem sido uma prática de gestão (nociva, diga-se de passagem) muito adotada por empresas ligadas a diversos ramos da atividade econômica (corporate greenwashing). Em brilhante artigo intitulado "Green is the colour of money" (www.goodmagazine.com), a jornalista norte-americana Amanda Witherell denuncia que empresas estão investindo dinheiro em iniciativas ambientais para encobrir ofensas do passado ao meio ambiente. Organizações não governamentais, mal intencionadas, praticam greenwashing para captação de recursos públicos ou privados, que posteriormente serão em boa parte desviados para aplicação em atividades ou empreendimentos causadores de degradação ambiental. Governos praticam greenwashing para seduzir cidadãos e determinar os rumos da economia.

O greenwashing, diga-se de passagem, não se confunde com o greenmarketing. Greenwashing é termo pejorativo, e é nocivo ao meio ambiente.

No turismo, o greenwashing tem sido usado como instrumento para iludir turistas. De fato, muitos escolhem destinos turísticos acreditando que estão participando de projetos respeitadores da natureza e dos valores culturais locais, quando, na verdade, estão apenas contribuindo para destruição do ambiente. Por exemplo, é muito comum vermos hotéis divulgados como meios de hospedagem ecológicos, por estarem inseridos em uma floresta, quando na verdade tais hotéis não têm um programa de hospedagem sustentável e contribuem para a degradação do ambiente. Há prática de greenwashing.

Em alguns casos concretos, temos visto até mesmo desentendimentos, existentes entre secretarias municipais de Turismo, de um lado, e secretarias municipais do Meio Ambiente, de outro, que acabam por gerar a prática de greenwashing governamental, para prevalência da atividade econômica em detrimento da efetiva política de proteção ambiental. É um absurdo, mas é verdade: governos têm praticado greenwashing!

Para combater essa praga que pretende macular os verdadeiros propósitos ambientalistas do desenvolvimento sustentável, na atividade turística é preciso que haja verdadeira compreensão, principalmente por cidadãos e órgãos fiscalizadores, do verdadeiro entendimento do que seja ecoturismo.

O "ecoturismo" conhece várias outras denominações correlatas, tais como: turismo de natureza, turismo verde, turismo ecológico, turismo ambiental, turismo de aventura, turismo de selva, turismo antropológico, turismo étnico e turismo rural. Importante é identificar que o ecoturismo se insere no contexto maior do "turismo sustentável", uma idéia propagada a partir do conceito de "desenvolvimento sustentável" advindo do Relatório Brundtland de 1987.

No ano de 2002, eleito pela ONU como "Ano Internacional do Ecoturismo", e também ano no qual se realizaria a Cúpula Mundial sobre Desenvolvimento Sustentável em Joanesburgo (como prorrogação da ECO-92), foi expedida, no mês de maio, a "Declaração de Québec", após discussão de representantes de 132 países que formaram a Cúpula de Especialistas em Ecoturismo.

A Declaração de Québec reconhece que o ecoturismo abraça os princípios do turismo sustentável, adere aos princípios de contribuição ativa para a conservação do patrimônio natural e cultural, inclui as comunidades locais e indígenas em seu planejamento, desenvolvimento e exploração, contribuindo para seu bem-estar, interpreta o patrimônio natural e cultural do destino para os visitantes, e melhor se presta a viajantes independentes ou circuitos organizados para grupos de tamanho reduzido. Assim é que o verdadeiro ecoturismo proporciona emprego e renda de forma sustentável à comunidade local.

Para evitar maiores engodos, o Ministério do Turismo vem incentivando expedientes de certificação em ecoturismo. Aliás, a certificação de empreendimentos e pessoas inclusive está prevista no Plano Nacional de Turismo (2007-2010).

Sou um entusiasta da economia de mercado e da apropriação econômica dos bens ambientais como meio de crescimento. O importante, porém, é que tal crescimento se dê sob a ótica do desenvolvimento sustentável. Abrir os olhos para os males causados pelo greenwashing é um passo importante para consagrarmos a adequada utilização dos recursos ambientais, inclusive no turismo.

O Planeta Terra, a economia mundial e o turismo internacional não aceitam mais a mera maquiagem. Ecoturismo é turismo com ética, essa sim uma bandeira que, levantada por empresas, ONGs e governos, trará os verdadeiros benefícios, inclusive econômicos.

* É advogado, membro da Advocacia-Geral da União, consultor jurídico da Embratur em Brasília/DF e ex-procurador do INSS e do Incra. Autor dos livros "Direito Agrário" e "Direito Ambiental", ambos pela Editora Fortium.
thiago-davila@uol.com.br

quinta-feira, junho 19, 2008

Associação Amigos dos Açores, moça de recados?

Quem manda nos Amigos dos Açores: Ricardo Silva, Ana Paula Marques ou Ana Paula Fonseca?
A maioria da Direcção (em gestão) dos Amigos dos Açores acha que o protocolo deverá ser debatido em reunião de direcção antes de ser assinado. Amanhã não vai haver assinatura nenhuma.

Até hoje, os Amigos dos Açores não receberam qualquer convite para participar na cerimónia. A associação é parceira ou é moça de recados?

Teófilo Braga


Nova Ecoteca da Ribeira Grande

É inaugurada amanhã, dia 20, a nova Ecoteca da Ribeira Grande, cujas obras de adaptação do auditório do Jardim Paraíso estiveram a cargo da Câmara Municipal, ao abrigo de um contrato Araal com a Secretaria Regional do Ambiente e do Mar.
A inauguração está marcada para as 15h30, sendo presidida pela Secretária do Ambiente e do Mar, Ana Paula Marques e que contará com a presença do Presidente da Câmara Municipal, Ricardo Silva e de outras entidades.
A obra orçada em cerca de 136 mil, constou de uma intervenção nos espaços interiores e vãos exteriores, sendo criado um espaço polivalente com auditório, espaço para exposições, mediateca, oficina, laboratório, centro de documentação, área de exposições temáticas, acesso à Internet e espaços para actividades de interior e exterior.
O edifício foi cedido pela autarquia à Secretaria Regional do Ambiente e do Mar, permitindo que a Ecoteca funcione agora num espaço moderno, didáctico e pedagógico, onde é privilegiada a informação, sensibilização e formação ambiental. O espaço circundante (Jardim Paraíso) torna-se, por isso, uma mais valia para a realização de actividades ao ar livre destinadas a jovens e adultos.
Durante a cerimónia será assinado um protocolo de cooperação entre autarquia e a Associação Ecológica “Amigos dos Açores”, entidade responsável pela gestão da Ecoteca e pelo seu pólo na freguesia do Pico da Pedra. Este protocolo visa firmar os termos de instalação e funcionamento da Ecoteca no edifício cedido pela Câmara Municipal.

In Correio dos Açores, 19 de Junho de 2008

segunda-feira, junho 16, 2008

Nuclear, Não Obrigado!


Eles vão voltar a investir, a prova está no texto do Açoriano Oriental de hoje que abaixo transcrevo:


Estatuto traz nova esperança para lides picadas

Com a aprovação do Estatuto Político-Administrativo da Região Autónoma dos Açores e com a consagração do reforço do poder legislativo e do estabelecimento da prevalência da legislação regional sobre a nacional, a região ganha poderes para decidir sobre a realização de lides picadas nas arenas dos Açores.
Foi em 2002 que o Ministro da República de então vetou a lei, por entender que a matéria versada no diploma - espectáculos com uso de sorte de varas - não se revestia de interesse específico regional. A arte, depois de a Assembleia Legislativa Regional ter aprovado um diploma a legalizá-las nas ilhas, ficou proibida por imposição da legislação produzida na Assembleia da República, que considerava que a lide contrariava a sensibilidade popular e o seu entendimento de "festa brava", como forma de manifestação artística. Após a entrada em vigor do Estatuto, na sua versão revista e aprovada, os Açores poderão legislar incondicionalmente, respeitando apenas a vontade dos açorianos, em todas as matérias não reservadas aos órgãos de soberania. Sendo assim, a aficion terceirense manifesta de novo a esperança de que o parlamento regional possa alterar as normas em vigor e que a lide retorne às praças da Região, como era hábito até à imposição da República. Juristas contactados pela A União explicam que, segundo o artigo 62 no seu número 2, a região pode decidir sobre esta matéria. Para o presidente da Tertúlia Tauromáquica Terceirense, Arlindo Teles, "a Terceira e a sua monumental têm condições para se afirmar como as melhores de Portugal", mas para que isso aconteça "é necessário voltar a permitir "a sorte picada".

domingo, junho 01, 2008

sábado, maio 31, 2008

quarta-feira, maio 28, 2008

O POEMA POUCO ORIGINAL DO MEDO



O MEDO VAI TER TUDO

VAI TER OLHOS ONDE NINGUÉM O VEJA

MÃOZINHAS CAUTELOSAS

ENREDOS QUASE INOCENTES

OUVIDOS NÃO SÓ NAS PAREDES

MAS TAMBÉM NO CHÃO

NO TECTO

NO MURMÚRIO DOS ESGOTOS

E TALVEZ ATÉ (CAUTELA!)

OUVIDOS NOS TEUS OUVIDOS

AH! O MEDO VAI TER TUDO

(PENSO NO QUE O MEDO VAI TER

E TENHO MEDO

QUE É JUSTAMENTE

O QUE O MEDO QUER)

O MEDO VAI TER TUDO

QUASE TUDO

E CADA UM POR SEU CAMINHO

HAVEMOS TODOS DE CHEGAR

QUASE TODOS

A RATOS.



HÁ RATOS. E HÁ HOMENS E MULHERES QUE LUTAM. SEM MEDO.

ALEXANDRE O`NEIL
Mais um assalto na Gruta do Carvão : Ladrões roubaram tudo o que encontraram

A casa de apoio aos visitantes da Gruta do Carvão, em Ponta Delgada, foi novamente assaltada, o que acontece pela segunda vez este ano. Os ladrões levaram tudo o que encontraram pela frente. O local não tem vigilância, o que facilita os assaltos

A casa de apoio aos visitantes da Gruta do Carvão, em Ponta Delgada, foi novamente assaltada, o que acontece pela segunda vez este ano segundo anunciou ontem fonte da associação ecológica Amigos dos Açores, entidade gestora do monumento.
Segundo a mesma fonte, o assalto à Gruta do Carvão, que não tem vigilância, ocorreu na noite de 21 para 22 deste mês e, desta vez, os ladrões, que partiram o telhado de fibrocimento e de telha regional, entraram na casa para roubar um aparelho de som, um equipamento DVD, duas caixas de ferramentas, comando de projector, filmes usados na exibição e, ainda, dinheiro resultante das entradas cobradas. Além disso, roubaram um computador portátil, um computador desktop (com monitor, teclado e rato), uma máquina de calcular científica e um cabo de impressora multi-funções, material que já tinha sido roubado no assalto ocorrido em Janeiro último.
Ainda de acordo com os Amigos dos Açores, além do material furtado, o mais constrangedor foi verificar que toda a casa de apoio está vulnerável a este tipo de assalto. Uma situação que levou a associação ecológica a retirar do local todos os materiais de maior valor que ainda existiam no local para apoiar as visitas, como painéis expositivos, projector datashow, entre outros.
Recorde-se que a gruta do Carvão é o maior túnel lávico de São Miguel, que, todos os anos, recebe a visita de centenas de estudantes. Ainda recentemente, o presidente da Associação Ecológica "Amigos dos Açores", Teófilo Braga, referiu que os pedidos de escolas para visitas ao monumento natural regional têm vindo "a crescer de tal modo" que se têm registado "dificuldades em satisfazer todas as solicitações".
Situada na zona poente da cidade de Ponta Delgada, a gruta do Carvão tem uma extensão total de cerca de cinco quilómetros, sendo possível explorar, actualmente, cerca de 1.600 metros em três troços separados.
A gruta possui uma altura máxima de seis metros e uma largura que atinge os 13 metros.
A maioria dos grupos escolares que visitam a gruta provém da ilha de São Miguel (turmas das disciplinas de Ciências e Educação Física), embora também existam solicitações de escolas do continente e das comunidades de emigrantes, envolvidas em intercâmbios de alunos.
Acompanhados por um elemento da "Amigos dos Açores" ou do seu grupo de espeleologia, as visitas de estudo são realizadas a um dos troços da gruta, numa extensão de cerca de 700 metros, que se desenvolve sob antigos secadores de uma fábrica de tabaco, uma escola primária e parte das moradias de um bairro.
A Gruta do Carvão, originada por uma corrente de lava, mostra a formação da ilha e tem uma riqueza ímpar no que respeita à variedade de aspectos geológicos, estruturas e fenómenos típicos do vulcanismo basáltico efusivo.
Uma visita àquele espaço permite observar paredes estriadas, bancadas a vários patamares, canais sobrepostos e galerias ramificadas, estalactites lávicas, "bolhas de gás" e fendas de arrefecimento.

Autor: L.D. (Correio dos Açores, 28 de Maio de 2008)

segunda-feira, maio 26, 2008

sexta-feira, maio 23, 2008



Encuentro Social Alternativo al Petróleo ESAP Banner

terça-feira, maio 20, 2008

Congreso mundial del petróleo: NON GRATO

Se acerca el verano y, además de traernos sol y "buen tiempo", este año nos amenaza con la ocupación de la capital del Estado Español por un tenebroso lobby. Así, entre el 29 de junio y el 3 de julio, 4.000 delegados se reunirán en Madrid en el marco del Congreso Mundial del Petróleo. Tras este pomposo nombre se juntarán los representantes, voceros y cómplices del, probablemente, lobby más poderoso del Planeta (el petrolero), que en su seno recoge todos esos nombres que son símbolo de explotación de los Pueblos y la Naturaleza, de contaminación, de injerencia neocolonial, de estar en las trastiendas y en las vanguardias de una gran parte de guerras que asolan el mundo...

-Porque no estamos dispuest@s a aceptar que se omita a la ciudadanía que en el 50% de los países productores de petróleo aparecen tensiones y conflictos armados y en el 75% se cometen violaciones de derechos humanos. Un ejemplo: sólo en Bolivia la compañía Repsol impacta sobre 17 comunidades indígenas, impidiendo su derecho a la tierra y a su vida.

-Porque, al igual que nos movilizamos contra la guerra, queremos hacerlo contra uno de los principales lobbys impulsores de ellas.

-Porque nos parece de un cinismo alarmante que, mientras el Gobierno español habla de compromiso contra el cambio climático, participe e impulse este "Congreso" de devastadores del Medio.

-Porque no queremos que nos sigan mintiendo, pues a pesar del lustroso lema de su Congreso -"Suministrar energía para un mundo sostenible"-, la dependencia del petróleo y la rapiña de su industria, atrapan al mundo en un laberinto de gravísimos problemas sociales, políticos y ambientales: no hay sostenibilidad, ni futuro en el petróleo.

L@s abajo firmantes recogemos y apoyamos la iniciativa de los Movimientos Sociales de nombrar a este conciliábulo como "CONGRESO NON GRATO" para la ciudadanía y solicitar a sus responsables que dicho evento no venga ni a Madrid ni a ninguna otra parte. Porque no queremos más sangre por petróleo.